AREsp 2709782 - DECISAO
Conheceu-se do agravo; não se conheceu do recurso especial porque a alegada violação aos dispositivos da LINDB envolve matéria constitucional cuja competência revisora é do STF e porque os demais dispositivos invocados não foram enfrentados no acórdão recorrido (falta de prequestionamento), o que impede o...
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- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade E Julgamento De Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento, Súmula 7/stj, Teoria Do Fato Consumado, Competência Do Supremo Tribunal Federal
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade E Julgamento De Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 alegada violação aos arts. 6º, §§ 1º e 2º, da LINDB
- 2 aplicabilidade da Teoria do Fato Consumado
- 3 exigência de prequestionamento para recurso especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo; não se conheceu do recurso especial porque a alegada violação aos dispositivos da LINDB envolve matéria constitucional cuja competência revisora é do STF e porque os demais dispositivos invocados não foram enfrentados no acórdão recorrido (falta de prequestionamento), o que impede o conhecimento do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Sem condenação em honorários advocatícios, nos termos do art. 25 da Lei 12.016/2009 e da Súmula 105/STJ.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS que inadmitiu o recurso especial interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS, sob fundamento de que "a revisão do entendimento adotado pelo órgão colegiado local, quanto à aplicabilidade da Teoria do Fato Consumado" encontra óbice na Súmula 7/STJ, bem como, tratando-se de questão de índole constitucional, inviável o manejo do recurso especial. No recurso especial interposto com fulcro no art. 105, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, o recorrente aponta a violação aos arts. 6º, §§ 1º e 2º, da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro; arts. 1º e 12, caput, da Lei 12.016/2019; art. 53, V, da Lei 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB). Sobreveio juízo negativo de admissibilidade, o que deu ensejo ao presente agravo. É o relatório. Atendidos os pressupostos de conhecimento do agravo em recurso especial, passo à análise do recurso especial. Inicialmente, com relação a alegada violação aos arts. 6º, §§ 1º e 2º, da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, esta Corte entende que o dispositivo da LINDB tem natureza eminentemente constitucional, por reproduzir princípios da Constituição, cuja competência revisora é do Supremo Tribunal Federal (AgInt no AREsp n. 2.357.440/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 1/12/2023; AgInt no REsp n. 2.066.957/RN, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 18/9/2023, DJe de 21/9/2023; e AgInt no AREsp n. 2.214.326/MA, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 17/4/2023, DJe de 20/4/2023). Dessa maneira, não cabe a esta Corte, em recurso especial, analisar suposta violação a dispositivos constitucionais, sob pena de usurpação da competência, conforme dispõe o art. 102, III, a, da Constituição Federal. Ainda, conforme jurisprudência deste STJ, para que se configure o prequestionamento, é necessário que a causa tenha sido decidida à luz dos dispositivos legais apontados como contrariados, interpretando-se a sua aplicação ou não, ao caso concreto. Nesse contexto, "a simples indicação de dispositivos e diplomas legais tidos por violados, sem que o tema tenha sido enfrentado pelo acórdão recorrido, obsta o conhecimento do recurso especial, por falta de prequestionamento" (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.263.247/RJ, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 4/12/2023, DJe de 7/12/2023). No caso dos autos, em que pese as alegações do recorrente, observo que os arts. 1º e 12, caput, da Lei 12.016/2019 e o art. 53, V, da Lei 9.394/19 96, não foram objeto de análise pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com o objetivo de sanar eventual omissão. Ausente, portanto, o requisito do prequestionamento, incidindo, no ponto, as Súmulas 282 e 356 do STF, por analogia. Isso posto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Sem condenação em honorários advocatícios, nos termos do art. 25 da Lei 12.016/2009 e do enunciado da Súmula 105/STJ. Publique-se. Intime-se. EMENTA