AREsp 2461023 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida para negar trânsito ao recurso especial, incorrendo no óbice da Súmula 182/STJ, e tampouco afastou a incidência da Súmula 7/STJ quanto à necessidade de reexame fático-probatório.
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- Parties
- Agravante: Andre Waldemarin Omati; Agravante: Renata Germer Salin; Órgão Prolator Da Decisão: Presidência da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo (art. 545 Do Cpc) / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Omissão E Fundamentação Judicial, Reexame De Fatos E Provas
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Parties
Andre Waldemarin Omati
Agravante
Renata Germer Salin
Agravante
Presidência da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Prolator Da Decisão
Procedural Posture
Agravo (art. 545 Do Cpc) / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por incidência da Súmula 7/STJ
- 2 ausência de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão recorrida (Súmula 182/STJ)
- 3 alegação de contrariedade e negativa de vigência a dispositivos do CTN e do CPC
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida para negar trânsito ao recurso especial, incorrendo no óbice da Súmula 182/STJ, e tampouco afastou a incidência da Súmula 7/STJ quanto à necessidade de reexame fático-probatório.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por Andre Waldemarin Omati e Renata Germer Salin, desafiando decisão da Presidência da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que inadmitiu o apelo raro aos seguintes fundamentos: (I) "o posicionamento alcançado pelos doutos Julgadores, embora contrário às pretensões da recorrente, não traduz desrespeito à legislação enfocada a ponto de permitir seja o presente alçado à instância superior" (fl.230); (II) incidência da Súmula 7/STJ, ante a necessidade de apreciação do conjunto fático-probatório dos autos; (II) ausência de violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC, pois "o acórdão não está desprovido de fundamentação" (cf fl.280); (III) não conhecimento do recurso pela alínea "c" do permissivo constitucional, ante a falta de demonstração do dissídio invocado nos moldes dos arts. 1029, § 1º, do CPC, e 255, § 1º, do RISTJ. Nas razões de agravo, a ora agravante sustenta, em síntese, que: (i) "A preferência do crédito trabalhista afasta responsabilidade dos adjudicatários e seus sucessores por débitos tributários anteriores à alienação do imóvel. No caso vertente, como já mencionado, a carta de adjudicação só foi expedida em 2006. Esse artigo deve ser confutado ao art. 130, do CTN. A respeito desse fato tão relevante, pasmem, excelentíssimos ministros, repisa-se, não houve manifestação, por parte do E. Tribunal de Justiça de São Paulo" (fl. 242); (ii) "Com efeito, nas razões recursais restou cabalmente demostrado que o v. Acórdão impugnado incorreu em contrariedade e negativa de vigência ao disposto nos artigos 186, do CTN, além dos arts. 1022, II e 489, §1º, IV, ambos do Código de Processo Civil, o que pode se verificar da leitura do recurso. Assim, a afronta aos dispositivos mencionados foi comprovada, motivo pelo qual, deve prosseguir o Recurso Especial, já que, diferentemente da conclusão da r. Presidência, não se requer o reexame dos fatos, vez que se quer houve exame. Não foram apreciadas pela corte todas as questões trazidas à baila, já que a r. Turma omitiu-se em vários pontos, contrariando, portanto, os artigos de lei especificados" (fl.243); e (iii) "Sequer houve análise dos pressupostos para o transito do recurso pela alínea "c", bem como referência as decisões colacionadas, as quais aceitaram a tese de que a leitura do art. 130 do CTN, há de ser feita conjugada ao art. 186 do mesmo diploma, uma vez que o crédito trabalhista é privilegiado em relação ao crédito fiscal da municipalidade e, que, portanto, a responsabilidade pelos pagamentos de tributos incidentes sobre imóvel adjudicado em execução trabalhista anteriores à adjudicação é do antigo proprietário e não se sub-rogam. Desta feita, inconteste o fato de que os Agravantes colacionaram arestos de outros Tribunais para confrontar o acórdão recorrido, bem como realizou o confronto entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas colacionados, razão pela qual o pressuposto recursal encontra-se perfeitamente presente" (fl.244); e (iv) "Ao contrário do que ali se anotou, as razões recursais evidenciaram haver-se caracterizado a contrariedade e negativa de vigência aos preceitos da legislação federal em que se sustenta o Recurso, a respeito do que o V. acódão não atendeu as exigências legais na solução das questões que lhe foram submetidas, não apreciou as questões que lhe foram submetidas, quando, se as tivesse apreciado seria inevitável o acolhimento dos pleitos do recorrente" (fl.245). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo nem sequer ultrapassa a barreira do conhecimento, pois não foram impugnados todos os motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial, a saber, incidência da Súmula 7/STJ quanto à regularidade da intimação, ante a necessidade de apreciação do conjunto fático-probatório dos autos. Em relação ao aludido óbice, a parte agravante cingiu-se a alegar, tão somente, que, "Com efeito, nas razões recursais restou cabalmente demostrado que o v. Acórdão impugnado incorreu em contrariedade e negativa de vigência ao disposto nos artigos 186, do CTN, além dos arts. 1022, II e 489, §1º, IV, ambos do Código de Processo Civil, o que pode se verificar da leitura do recurso. Assim, a afronta aos dispositivos mencionados foi comprovada, motivo pelo qual, deve prosseguir o Recurso Especial, já que, diferentemente da conclusão da r. Presidência, não se requer o reexame dos fatos, vez que se quer houve exame. Não foram apreciadas pela corte todas as questões trazidas à baila, já que a r. Turma omitiu-se em vários pontos, contrariando, portanto, os artigos de lei especificados" (cf fl.243), à míngua de demonstrar, quanto ao óbice mencionado, a particularidade do caso dos autos suficiente para afastá-lo , deixando, portanto, de impugná-lo de forma específica. Logo, tendo em vista que a agravante não rebateu, de modo específico, todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida para negar trânsito ao apelo especial, incide, desse modo, a Súmula 182/STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida."). Por fim, registre-se que essa foi a linha de entendimento recentemente confirmada pela Corte Especial do STJ, na assentada de 19 de setembro de 2018, ao julgar o EAREsp 701.404/SC e o EAREsp 831.326/SP (Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 19/09/2018, DJe 30/11/2018), na qual se reforçou a compreensão de que o recorrente deve impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do agravo, por aplicação da Súmula 182. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Publique-se. EMENTA