AREsp 2437875 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou, com a especificidade exigida pelo art. 1.021, §1.º, do CPC (aplicável ao processo penal), todos os fundamentos da decisão agravada, em especial os óbices da Súmula n. 7 e da Súmula n. 83 do STJ e a alegação de inadequação do recurso especial para discussão...
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- Parties
- Agravante: ALEX JUNIO RIBEIRO DE SOUZA; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Inadmissibilidade)
- Outcome
- não conhecido do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7 Do STJ, Súmula 83 Do STJ, Exame Toxicológico, Violação De Domicílio, Porte Para Consumo Pessoal (art. 28 Da Lei 11.343/2006)
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Parties
ALEX JUNIO RIBEIRO DE SOUZA
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Inadmissibilidade)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por óbices de admissão (Súmula 7 e Súmula 83 do STJ)
- 2 exigência de impugnação específica conforme art. 1.021, §1.º, do CPC (aplicável por força do art. 3.º do CPP)
- 3 alegação de violação do art. 564, IV, do CPP (pedido de exame toxicológico)
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou, com a especificidade exigida pelo art. 1.021, §1.º, do CPC (aplicável ao processo penal), todos os fundamentos da decisão agravada, em especial os óbices da Súmula n. 7 e da Súmula n. 83 do STJ e a alegação de inadequação do recurso especial para discussão de matéria constitucional, razão pela qual, com fundamento no art. 932, III, do CPC c/c art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não se conhece do agravo.
Court Disposition
não conhecido do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO ALEX JUNIO RIBEIRO DE SOUZA agrava a decisão que inadmitiu seu recurso especial, interposto com base no art. 105, III, "a", da CF, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na Apelação Criminal n. 1501431-88.2022.8.26.0530. Consta dos autos que o agravante foi condenado à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A defesa aduz, inicialmente, que o acórdão recorrido negou vigência ao art. 564, IV, do Código de Processo Penal, pois indeferiu o pedido de realização de exame toxicológico. Sustenta, ainda, violação do art. 5º, XI, da Constituição, em razão da condenação com base em provas decorrentes de violação ilícita do domicílio. Por fim, alega desrespeito ao art. 28 da Lei n. 11.343/2006, pois as circunstâncias do caso indicariam a conduta de porte de drogas para consumo pessoal. Apresentadas as contrarrazões, a Corte de origem não admitiu o recurso especial, diante de: a) impropriedade da via eleita para questionar a violação de dispositivo constitucional; b) deficiência de fundamentação, em desrespeito ao art. 1.029 do CPC; c) óbice da Súmula n. 7 do STJ. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento ou, alternativamente, pelo não provimento do recurso (fls. 445-456). Decido. O agravo é tempestivo, mas não infirmou adequadamente todas as motivações lançadas na decisão de inadmissibilidade do recurso especial, razão pela qual não merece conhecimento. No caso, o agravante não rebateu adequadamente os fundamentos relacionados à incidência das Súmulas n. 7 e 83 do STJ. Em relação à Súmula n. 7 do STJ, são insuficientes, para refutar essa razão de inadmissibilidade, assertivas genéricas de que a apreciação do recurso não demanda reexame de provas. A parte deve expor, com particularidade, que a alteração do entendimento adotado pelo Tribunal de origem independe da apreciação fático-probatória dos autos no caso concreto. Nessa perspectiva: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXIGÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A teor do § 1.º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, aplicável por força do art. 3.º do Código de Processo Penal, dispõe-se que "na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada". 2. Não basta a mera afirmação em sentido oposto ao óbice, com argumentos que se contrapõem a qualquer decisão que se funde no conteúdo do Enunciado n.º 7 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, deve-se particularizar o fundamento de inadmissão, na medida da admissibilidade, sob pena de vê-lo mantido. 3. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 1.575.387/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6ª T., DJe 21/2/2020, grifei) Ademais, a parte também não impugnou o argumento de que não cabe recurso especial para analisar violação de dispositivo constitucional. Portanto, verifica-se que o agravante não rebateu, com particularidade, todos os óbices de admissão do REsp. Assim, é inegável que a defesa não se desincumbiu do ônus de expor integral, específica e detalhadamente os motivos de fato e de direito por que entende incorreta a decisão agravada, a atrair, à espécie, a Súmula n. 182 desta Corte Superior, segundo a qual "É inviável o agravo do art. 1.021, § 1º, do novo CPC que deixa de atacar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada". À vista do exposto, com fundamento no art. 932, III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se e intimem-se. EMENTA