AREsp 2826741 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque os agravantes não impugnaram especificamente os fundamentos da decisão que deixou de admitir o recurso especial, razão pela qual incide o disposto no art. 932, III, do NCPC e na Súmula 568/STJ, impondo o não conhecimento do recurso; ademais, não se aplica a majoração do art. 85,...
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- Parties
- Agravante: SUBCONDOMÍNIO COMERCIAL DO JK SHOPPING; Agravante: ISRAEL MARINHO DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042 Do Cpc/15) / Inconformismo Contra Decisão Que Deixou De Admitir Recurso Especial (inadmissão De Recurso Especial)
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Prequestionamento, Súmulas Do Stj/stf, Honorários Sucumbenciais
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Parties
SUBCONDOMÍNIO COMERCIAL DO JK SHOPPING
Agravante
ISRAEL MARINHO DA SILVA
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042 Do Cpc/15) / Inconformismo Contra Decisão Que Deixou De Admitir Recurso Especial (inadmissão De Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada
- 2 incidência das Súmulas 7/STJ, 211/STJ e 282/STF
- 3 aplicação do art. 932, III, do NCPC e da Súmula 182/STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque os agravantes não impugnaram especificamente os fundamentos da decisão que deixou de admitir o recurso especial, razão pela qual incide o disposto no art. 932, III, do NCPC e na Súmula 568/STJ, impondo o não conhecimento do recurso; ademais, não se aplica a majoração do art. 85, §11, do NCPC por não haver fixação de honorários nas instâncias ordinárias.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo (art. 1.042 do CPC/15), interposto por SUBCONDOMÍNIO COMERCIAL DO JK SHOPPING e ISRAEL MARINHO DA SILVA em face da decisão que deixou de admitir recurso especial (fls. 2214-2216, e-STJ) ante a incidência das Súmulas 7/STJ, 211/STJ e 282/STF. Contraminuta às fls. 2314-2325, e-STJ. É o relatório. Decido. O presente recurso não deve ser conhecido. 1. Com efeito, os agravantes limitaram-se a renegar, genericamente, o juízo de admissibilidade realizado na origem, sem, contudo, efetivamente demonstrar a inadequação dos óbices invocados. Inexistindo impugnação específica, como seria de rigor, aos fundamentos da decisão ora agravada, essa circunstância obsta, por si só, a pretensão recursal, pois, à falta de contrariedade, permanecem incólumes os motivos expendidos pela decisão recorrida. A Corte estadual negou seguimento ao reclamo ante a incidência das Súmulas 7/STJ, 211/STJ e 282/STF. Verifica-se, de plano, que os insurgentes não infirmaram as Súmulas 211/STJ e 282/STF, relativas ao fundamento de ausência de prequestionamento. Como é cediço, a falta de ataque específico aos fundamentos da decisão agravada encontra óbice na Súmula 182/STJ e no artigo 932, III, do NCPC: Art. 932. Incumbe ao relator: (..) III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; (grifos acrescidos) Conforme já decidiu o STJ, "à luz do princípio da dialeticidade, que norteia os recursos, deve a parte recorrente impugnar todos os fundamentos suficientes para manter o acórdão recorrido, de maneira a demonstrar que o julgamento proferido pelo Tribunal de origem merece ser modificado, ou seja, não basta que faça alegações genéricas em sentido contrário às afirmações do julgado contra o qual se insurge" (AgRg no Ag 1.056.913/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 26.11.2008 - grifos nossos). E, ainda, "Inexistindo impugnação específica ao decisum impugnado, restou desatendido o princípio da dialeticidade, motivo pelo qual incide, no caso em exame, por analogia, a Súmula n. 182/STJ: "É inviável o exame do agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada." (AgRg no AgRg nos EAREsp 557.525/PR, Rel. Ministro Jorge Mussi, Corte Especial, DJe 14/12/2015). A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA DESTA CORTE QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO, ANTE A AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INSURGÊNCIA DA PARTE RÉ. 1. Consoante expressa previsão contida nos art. 932, III, do CPC e 253, I, do RISTJ, e em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que inadmitiu o apelo extremo, o que não aconteceu na hipótese. Incidência da Súmula 182 do STJ. 2. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.057.338/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 3/10/2022, DJe de 6/10/2022.) 2. Do exposto, com amparo no artigo 932 do NCPC c/c a súmula 568/STJ, não conheço do agravo. Por fim, não havendo fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias ordinárias em desfavor dos ora agravantes, inaplicável a majoração prevista no art. 85, § 11, do NCPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA