AREsp 2672658 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido por ser manifestamente inadmissível, em razão de: (i) vedação à interposição de novo recurso especial contra acórdão de adequação a repetitivo; (ii) falta de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, nos termos do art. 932, III,...
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- Parties
- Agravante: ASSESPRO RJ - ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - REGIONAL RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Agravo não conhecido
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Repetitivo (precedente Qualificado), Impugnação Específica Dos Fundamentos Da Decisão De Inadmissibilidade, Preclusão E Unicidade/unirrecorribilidade Recursal, Competência Do STF Para Matéria Constitucional
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Parties
ASSESPRO RJ - ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - REGIONAL RIO DE JANEIRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade de novo recurso especial contra acórdão proferido para reexame de matéria repetitiva
- 2 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 3 vedação à interposição de dois recursos da mesma natureza contra a mesma decisão (preclusão/unicidade)
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido por ser manifestamente inadmissível, em razão de: (i) vedação à interposição de novo recurso especial contra acórdão de adequação a repetitivo; (ii) falta de impugnação específica aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e do art. 253 do RI/STJ; e (iii) preclusão/unicidade recursal que impede a apresentação de dois recursos da mesma natureza contra a mesma decisão.
Court Disposition
Agravo não conhecido
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial manejado pela ASSESPRO RJ - ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - REGIONAL RIO DE JANEIRO contra decisão que inadmitiu recurso especial, por incabível a via do especial para alegar violação de dispositivos de cunho constitucional, mesmo que de maneira reflexa, uma vez que a competência para o exame de eventual afronta a normas constitucionais é do STF. Historiam os autos que, após a interposição de REsp e RE, a Vice-Presidência do Tribunal a quo determinou a remessa ao órgão julgador para reexame de matéria repetitiva, por aparente divergência com acórdão do STF, no Tema de Repercussão Geral n. 1.119/STF Confere-se que o Tribunal de origem, em rejulgamento da causa, para fins de juízo de conformidade com a orientação firmada pelo STF, no Tema de Repercussão Geral n. 1.119/STF, procedendo à distinção entre o precedente qualificado e o caso dos autos, manteve inalteradas as suas razões de decidir. Ocorre que a recorrente interpôs um segundo recurso especial (fls. 435-442), no qual, embora sustente ratificar o primeiro recurso especial interposto, altera a fundamentação constitucional com base na qual interposto o primeiro apelo excepcional de fls. 246-257, apresentando novas alegações recursais, a título de razões complementares. Proferida de decisão de inadmissão do recurso especial, o agravante interpôs o AREsp de fls. 549-554, alegando as razões aduzidas no segundo recurso especial. Além disso, contra essa mesma decisão que inadmitiu o especial, dentro do prazo, também opôs embargos de declaração (fls. 537-539), recurso esse rejeitado em decisão à fl . 557, vindo a ora agravante, então, a interpor um segundo AREsp, a fls. 571-576, reiterando as alegações apresentadas no segundo recurso especial. É o relatório. Decido. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. O recurso é manifestamente inadmissível aos seguintes fundamentos: Por primeiro, segundo a pacífica jurisprudência do STJ, é inadmissível a interposição de novo recurso especial contra acórdão exarado para reexame de matéria repetitiva. A propósito, na parte que interessa: TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RAZÕES DISSOCIADAS. SÚMULA 284/STF. TRIBUNAL DE ORIGEM. APLICAÇÃO AO CASO CONCRETO DE ENTENDIMENTO FIRMADO EM RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. NOVO RECURSO ESPECIAL. NÃO CABIMENTO. 1. Inviável o conhecimento de insurgência recursal na hipótese em que apresenta razões dissociadas da realidade dos autos. Deficiência de fundamentação recursal que atrai a Súmula 284/STF. 2. Há muito restou consolidado no STJ o entendimento de que "Na sistemática introduzida pelo artigo 543-C do CPC, incumbe ao Tribunal de origem, com exclusividade e em caráter definitivo, proferir juízo de adequação do caso concreto ao precedente formado em repetitivo, não sendo possível, daí em diante, a apresentação de qualquer outro recurso dirigido a este STJ, sob pena de tornar-se ineficaz o propósito racionalizador implantando pela Lei 11.672/2009" (Questão de Ordem no Ag 1.154.599/SP, Rel. Ministro Cesar Asfor Rocha, Corte Especial, DJe de 12/5/2011). Nesse sentido: AgInt nos EDcl no REsp n. 2.047.666/MS, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 16/8/2023; e AgInt no AREsp n. 1.829.782/RJ, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 27/5/2022. 3. Essa mesma intelecção é aplicável ao caso em tela, devendo-se ter como inadmissível a interposição de novo recurso especial contra o acórdão de adequação a repetitivo proferido pelo Tribunal Local. 4. Agravo interno parcialmente conhecido e não provido. (AgInt no AREsp n. 2.073.120/SC, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 10/10/2023, DJe de 20/10/2023.) Por segundo, no AREsp de fls. 549-554, as razões recursais não impugnam especificamente a decisão que inadmitiu o recurso especial de fls. 246-257. Nos termos do que dispõem os artigos 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RI/STJ (redação dada pela Emenda Regimental n. 22, de 2016), compete ao agravante impugnar especificamente os fundamentos da decisão que obstou o recurso especial na origem. Assim, além da manifestação do inconformismo, inerente ao ato de irresignação, impõe-se ao recorrente o ônus de contrapor-se, de forma clara e específica, aos fundamentos da decisão agravada, conforme determina a lei processual civil e o princípio da dialeticidade. Com efeito, encontra-se consolidado nesta Corte o entendimento de que incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. A propósito: EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018. Ao agravante impõe-se o ônus de impugnar a decisão que inadmitiu o recurso especial, de forma individualizada e específica, demonstrando, de forma clara, objetiva e concreta, o desacerto da decisão agravada - o que não ocorreu no caso dos autos - situação essa que impõe o não conhecimento do recurso. A propósito, na parte que interessa: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO, ANTE A AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INSURGÊNCIA DO DEMANDANTE. 1. Consoante expressa previsão contida nos arts. 932, III, do CPC e 253, I, do RISTJ, e em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que inadmitiu o apelo extremo, o que não aconteceu na hipótese. Incidência da Súmula 182 do STJ. 2. São insuficientes ao cumprimento do dever de dialeticidade recursal as alegações genéricas de inconformismo, devendo a parte recorrente, de forma clara, objetiva e concreta, demonstrar o desacerto da decisão impugnada. Precedentes. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.199.998/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 6/3/2023, DJe de 10/3/2023) PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTO INATACADO. .. .. 5. A iterativa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que não se conhece de Agravo contra decisão monocrática que não ataca especificamente os fundamentos da decisão recorrida, de forma a demonstrar que o entendimento esposado merece modificação. Assim, não bastam alegações genéricas em sentido contrário às afirmações da decisão agravada. .. (AgInt no AREsp n. 1.715.725/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/2/2021, DJe de 1/3/2021) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO APELO NOBRE PROFERIDA PELA CORTE DE ORIGEM. NÃO CONHECIMENTO DO RECLAMO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, as razões do agravo em recurso especial devem infirmar os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do apelo nobre, proferida pelo Tribunal de origem, sob pena de não conhecimento do reclamo por esta Corte Superior, nos termos do artigo 932, III, do CPC/2015 (artigo 544, § 4º, I, do CPC/1973). .. (AgInt no AREsp 993.261/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/8/2017, DJe 30/8/2017) Por terceiro, ante a preclusão consumativa, o princípio da unirrecorribilidade/unicidade recursal veda a interposição de dois recursos de mesma natureza pela mesma parte contra a mesma decisão, de modo que, nesse contexto, a interposição do segundo AREsp, a fls. 571-576, é manifestamente incabível, decorrente de erro inescusável. Ante todo o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE NÃO PREENCHIDOS. AGRAVO NÃO CONHECIDO.