AREsp 2893136 - DECISAO
Não conhecer dos agravos em recurso especial porque os agravantes não impugnaram especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu os recursos, com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e art. 932, III, do CPC/2015; determinou-se, quando houver fixação prévia de honorários pelas instâncias...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: ATLANTIC CITY WORLD CLUB e OUTROS; Agravante: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço dos agravos em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Súmula 7 Do STJ, Súmula 284 Do STF, Honorários Advocatícios
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ATLANTIC CITY WORLD CLUB e OUTROS
Agravante
EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 impugnação específica de fundamentos da decisão que inadmitiu recurso especial
- 2 incidência da Súmula 7 do STJ e necessidade de demonstrar prescindibilidade do reexame fático-probatório
- 3 incidência da Súmula 284 do STF
Ratio Decidendi
Não conhecer dos agravos em recurso especial porque os agravantes não impugnaram especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu os recursos, com fundamento no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e art. 932, III, do CPC/2015; determinou-se, quando houver fixação prévia de honorários pelas instâncias de origem, a majoração dessa verba em 10% conforme art. 85, § 11, do CPC/2015.
Court Disposition
Não conheço dos agravos em recurso especial.
Orders
- Não conhecer dos agravos em recurso especial.
- Majoração dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, se aplicável.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravos em recurso especial apresentados pela ATLANTIC CITY WORLD CLUB e OUTROS e pela EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A. contra decisão que inadmitiu apelos nobres interpostos com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal. Passo a decidir. Impende destacar que não deve ser conhecido o agravo que não ataque especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Confira-se o teor dos dispositivos citados: Art. 932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Art. 253. O agravo interposto de decisão que não admitiu o recurso especial obedecerá, no Tribunal de origem, às normas da legislação processual vigente. (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá: (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) I - não conhecer do agravo inadmissível, prejudicado ou daquele que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida; A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial 701.404/SC, 746.775/PR e 831.326/SP, decidiu pela necessidade de o agravante impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, autônomos ou não, para justificar a inadmissão do recurso especial, sob pena de seu recurso não ser conhecido. No caso, da análise dos autos, verifico que a inadmissão do especial manejado pela ATLANTIC CITY WORLD CLUB e OUTROS se deu com base nos seguintes fundamentos (e-STJ fls. 1.537/1.539): Súmula 282 do STF (em relação à alegada violação dos arts. 141 e 492 do CPC), Súmula 7 do STJ e Súmula 284 do STF (quanto à alegada afronta ao art. 51, IV, do CDC). Já o apelo nobre da EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A. foi inadmitido pelos seguintes óbices (e-STJ fls. 1.486/1.491): Súmula 284 do STF (no que tange à violação dos arts. 11, 140, 141, 489, §1º, IV, 490, 974, caput, e 1.022, II, do CPC), deficiência de fundamentação (quanto à alegada ofensa aos arts. 82, § 2º, 85, caput, 966, 974 e 85, § 2º e § 8º, do CPC) e Súmula 7 do STJ. Entretanto, ATLANTIC CITY WORLD CLUB e OUTROS deixou de impugnar específica e adequadamente os referidos fundamentos. A EQUATORIAL PIAUI, por sua vez, olvidou de rebater especificamente a incidência da Súmula 284 do STF e da Súmula 7 do STJ. Destaco, por oportuno, não ser suficiente a apresentação de razões genéricas sobre o óbice apontado pela decisão de inadmissibilidade, sendo exigível do agravante o efetivo ataque aos seus fundamentos. Em relação à Súmula 7 do STJ, é de rigor que, além da contextualização do caso concreto, a impugnação contenha as devidas razões pelas quais se entende ser possível o conhecimento da pretensão independentemente do reexame de fatos e provas, mediante, por exemplo, a apresentação do cotejo entre as premissas fáticas e as conclusões delineadas no acórdão recorrido e sua tese recursal, a fim de demonstrar a prescindibilidade do revolvimento fático-probatório. Cumpre ressaltar que o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do apelo nobre, deve analisar os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, não havendo que se falar em usurpação da competência do STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.107.891/PR, Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 30/11/2022; AgInt no AREsp 2.164.815/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022; e AgInt no AREsp 2.098.383/BA, Relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF5), Primeira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração dessa verba, em desfavor da parte recorrente (demandados) , no importe de 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA