AREsp 2531070 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque a parte recorrente não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões do recurso especial, o que caracteriza violação ao princípio da dialeticidade e não demonstra a possibilidade de transposição do óbice da Súmula n.7/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: LEONARDO ROBERTO FIER; Recorrente: LEONARDO RODRIGUES DOS REIS; Recorrente: GUILHERME DE SOUZA CONSONI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- não conhecido do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula N. 7/stj, Súmula N. 182/stj, Princípio Da Dialeticidade, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Transposição Do Óbice Da Súmula N. 7
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Parties
LEONARDO ROBERTO FIER
Recorrente
LEONARDO RODRIGUES DOS REIS
Recorrente
GUILHERME DE SOUZA CONSONI
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 se o agravo impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial
- 2 aplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ e possibilidade de sua transposição pelo agravo
- 3 ofensa ao princípio da dialeticidade pela ausência de impugnação específica
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque a parte recorrente não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões do recurso especial, o que caracteriza violação ao princípio da dialeticidade e não demonstra a possibilidade de transposição do óbice da Súmula n.7/STJ.
Court Disposition
não conhecido do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por LEONARDO ROBERTO FIER, LEONARDO RODRIGUES DOS REIS e GUILHERME DE SOUZA CONSONI, para impugnar a decisão proferida pelo Vice-Presidente do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, que não admitiu o recurso especial. Consta dos autos que os recorrentes foram condenados como incursos no artigo 2º, caput e §2º, da Lei nº 12.850/13, artigo 1º, inciso I, "a", §4º, inciso III, da Lei nº 9.455/97 e artigo 16, §1º, inciso IV, da Lei nº 10.826/03, à pena de 12 anos e 8 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 28 dias-multa, no mínimo unitário legal. A defesa interpôs recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, por alegada violação ao art. 226 do Código de Processo Penal, bem como art. 1º, da Lei 9.455/1997. Não admitido o recurso especial, a defesa interpôs o presente agravo em recurso especial. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo em recurso especial. É o relatório. DECIDO. No caso vertente, ao que se depreende das razões do recurso de agravo, a parte recorrente não impugnou todos os fundamentos adotados pela Vice-Presidência do Tribunal de origem na decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de recurso especial. Com efeito, "a Corte Especial desse Tribunal Superior, em recente decisão, no julgamento do EAREsp n. 701.404/SC, perfilhou o entendimento de que a decisão que não admite o recurso especial tem dispositivo único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso, portanto, não há capítulos autônomos e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade" (AgRg no AREsp 2244988 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2023), o que não foi observado pela parte recorrente. A orientação desta Corte Superior é no sentido de que, "para que haja a transposição do óbice da Súmula n. 7, STJ, o agravo precisa demonstrar em que medida as teses não exigem a alteração do quadro fático delineado pelo Tribunal local, não bastando a assertiva genérica de que não incide o óbice aplicado pelo Tribunal de origem, além da impossibilidade de renovação recursal nesse momento" (AREsp 2670224 / PA, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 08/10/2024). Nesta toada, não observou a parte recorrente que, "para que se considere adequadamente impugnada a Súmula 7/STJ, o agravo precisa empreender um cotejo entre os fatos estabelecidos no acórdão e as teses recursais, mostrando em que medida estas não exigem a alteração do quadro fático delineado pelo Tribunal local" (AgRg no AREsp n. 2.664.398/GO, QUINTA TURMA, Rel. Ministra DANIELA TEIXEIRA, DJEN de 3/1/2025). No particular, de rigor aplicar o entendimento sedimentado desta Corte Superior, assente no sentido de que "a ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada caracteriza ofensa ao princípio da dialeticidade, inviabilizando o conhecimento do agravo regimental, incidindo a Súmula n. 182 do STJ" (AREsp 2364700 / PR, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 18/03/2025), segundo a qual "é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Sendo assim, "a mera repetição de argumentos já analisados em decisão monocrática, sem impugnação específica dos fundamentos, viola o princípio da dialeticidade" (AgRg no AREsp 2753355 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 09/12/2024). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA