AREsp 2501002 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao recurso especial, configurando ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão denegatória, nos termos da Súmula 182 do STJ; mantida a decisão monocrática e...
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- Parties
- Agravante: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo (art. 545 Do Cpc) / Não Conhecido (decisão Monocrática)
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Prequestionamento, Honorários Advocatícios (art.85, §11, Cpc)
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Parties
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 545 Do Cpc) / Não Conhecido (decisão Monocrática)
Legal Issues
- 1 impugnação específica dos fundamentos da decisão denegatória de admissibilidade
- 2 aplicabilidade das Súmulas 5 e 7 do STJ
- 3 prequestionamento
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao recurso especial, configurando ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão denegatória, nos termos da Súmula 182 do STJ; mantida a decisão monocrática e imposta condenação em honorários de 20% pelo trabalho adicional em grau recursal (art.85, §11, CPC).
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Não conhecer do agravo
- Condenar a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor já fixado no processo (art.85, §11, CPC)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, desafiando decisão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO, que não admitiu o recurso especial in terposto pela parte ora agravante, devido à inexistência da alegada negativa de prestação jurisdicional, bem como em razão da incidência dos óbices das Súmulas 5 e 7 do STJ e da ausência de prequestionamento. Parecer do MPF às fls. 2.115/2.126. É O NECESSÁRIO RELATÓRIO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial. Na espécie, a parte agravante não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão estadual e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar, particularizadamente, a desnecessidade da análise de cláusulas contratuais e do reexame de conteúdo fático-probatório dos autos, de modo a afastar a aplicabilidade das vedações sumulares n. 5 e 7 do STJ. Logo, não tendo havido efetiva impugnação a esses fundamentos da decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, é de se manter a monocrática sob crivo. Nesse contexto, incide o verbete sumular 182 desta Corte ("É inviável o agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Essa, ressalte-se, foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Levando-se em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC). Publique-se. EMENTA