AREsp 2959092 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem para negar seguimento ao recurso especial, não trouxe precedentes contemporâneos ou supervenientes que demonstrassem divergência da jurisprudência do STJ nem realizou o cotejo...
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- Parties
- Agravante: Justino de Andrade Pereira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Admissibilidade)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmulas Do STJ, Honorários Advocatícios, Assistência Judiciária Gratuita
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Parties
Justino de Andrade Pereira
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida
- 2 aplicabilidade da Súmula 83/STJ
- 3 inaplicabilidade do Verbete 7/STJ (Enunciado 7/STJ)
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem para negar seguimento ao recurso especial, não trouxe precedentes contemporâneos ou supervenientes que demonstrassem divergência da jurisprudência do STJ nem realizou o cotejo necessário para afastar a aplicação do Verbete 7/STJ; assim, aplica-se a Súmula 182/STJ e, nos termos do art. 932, III, do CPC, o agravo não foi conhecido, impondo-se honorários de 20% conforme art. 85, §11, do CPC, observando art. 98, §3º.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Imponho à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo, observando-se o disposto no art. 98, § 3º, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Justino de Andrade Pereira, desafiando decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que não admitiu recurso especial com base nos seguintes fundamentos: (I) o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência consolidada do STJ, o que atrai a aplicação da Súmula 83/STJ; e (II) é incabível o reexame de matéria fática no âmbito do recurso especial, nos termos do Enunciado 7/STJ. Nas razões do agravo, a parte agravante alega que "destacou de maneira clara a concisa quais seriam os artigos que estavam sendo violados no acórdão proferido, não havendo que se falar em reanálise de fatos e provas" (fl. 809). Em acréscimo, aduz que "diversos são os precedentes dos Tribunais sobre o tema, entendimento este justo e assertivo, e o qual o Recorrente inclusive buscava para finalmente ter a segurança jurídica sobre o imóvel, e também poder construir uma casa para passar seus dias com sua família, e também ter acesso a prestação de serviços públicos essenciais" (fl. 809). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial. Na espécie, como o recurso especial foi inadmitido tendo por base o fundamento de que o acórdão recorrido estaria em consonância com o entendimento desta Corte, caberia à parte ora agravante demonstrar, nas razões do agravo em recurso especial, que o entendimento jurisprudencial não está pacificado no mesmo sentido do acórdão recorrido, ou, ainda, que os precedentes citados não se aplicariam ao caso dos autos. Com efeito, a parte ora agravante deixou de carrear, em seu agravo em recurso especial, julgados contemporâneos ou supervenientes que demonstrassem que o entendimento jurisprudencial do STJ não está pacificado no mesmo sentido do acórdão recorrido. Nesse sentido, confiram-se: AgInt no REsp n. 1.967.538/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 11/4/2022, DJe de 19/4/2022; e AgInt no AREsp n. 1.938.057/SP, relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF5), Primeira Turma, julgado em 28/3/2022, DJe de 31/3/2022. Ademais, deixou a ora agravante de impugnar, de forma específica, a apontada aplicação do Verbete 7/STJ. Com efeito, conquanto tenha mencionado, nas razões do agravo em recurso especial, que "destacou de maneira clara a concisa quais seriam os artigos que estavam sendo violados no acórdão proferido, não havendo que se falar em reanálise de fatos e provas" (fl. 809), não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão recorrido e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar especificamente a inaplicabilidade do anteparo sumular 7/STJ. Logo, considerando que não foram rebatidos, de modo específico, todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida para negar trânsito ao apelo especial, impõe-se a incidência da Súmula 182/STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida."). Essa foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, nos termos do art. 932, III, do CPC, não conheço do agravo em recurso especial. Levando-se em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC), observando-se, contudo, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC, em razão da concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. Publique-se. EMENTA