AREsp 3020553 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque a agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos do acórdão estadual, não demonstrando a inaplicabilidade da Súmula 7 do STJ quanto à necessidade de reanálise de matéria fático-probatória; aplica-se, assim, a Súmula 182 do STJ, inviabilizando o conhecimento do agravo.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Previsto No Art. 545 Do CPC / Decisão Monocrática De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7, Súmula 182, Ônus Da Prova (art. 373 Cpc), Honorários Advocatícios Recursais (art. 85, §11, Cpc)
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Parties
Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR
Agravante
Procedural Posture
Agravo Previsto No Art. 545 Do CPC / Decisão Monocrática De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 se o agravo deveria ser conhecido
- 2 aplicabilidade da Súmula 7 do STJ à matéria de reexame fático-probatório
- 3 obrigatoriedade de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida (Súmula 182)
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque a agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos do acórdão estadual, não demonstrando a inaplicabilidade da Súmula 7 do STJ quanto à necessidade de reanálise de matéria fático-probatória; aplica-se, assim, a Súmula 182 do STJ, inviabilizando o conhecimento do agravo.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Não conheço do agravo.
- Condeno a recorrente ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR, desafiando decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, que não admitiu o recurso especial interposto pela parte ora agravante, diante dos seguintes fundamentos: (I) não se configurou negativa de prestação jurisdicional; (II) impossibilidade de apreciação da tese de violação do art. 373, I e II, do CPC, pois para tanto "seria necessária a reinterpretação do contexto fático/probatório dos autos, providência inviável nesta fase processual, em razão do veto da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça" (fl. 610); (III) a análise da alegação de má valoração das provas dos autos incorre no óbice da Súmula 7/STJ; (IV) acerca do dever de indenizar, bem como o quantum indenizatório, "a pretensão também não merece passagem, porquanto seria necessária a reanálise dos elementos informativos que repercutiram na conclusão do julgamento, o que faz incidir o óbice da já citada Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça" (fl. 610). É O NECESSÁRIO RELATÓRIO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial. Na espécie, com relação ao fundamento que consignou "No que tange ao dever de indenizar e ao quantum indenizatório, a pretensão também não merece passagem, porquanto seria necessária a reanálise dos elementos informativos que repercutiram na conclusão do julgamento, o que faz incidir o óbice da já citada Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça." (fl. 610 ), a parte agravante não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão estadual e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar, particularizadamente, a inaplicabilidade do anteparo sumular 7/STJ. Logo, não tendo havido efetiva impugnação a esse fundamento da decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, é de se manter a monocrática sob crivo. Nesse contexto, incide o verbete sumular 182 desta Corte ("É inviável o agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Essa, ressalte-se, foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Levando-se em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC). Publique-se. EMENTA