AREsp 2968085 - DECISAO
O agravo não conhece porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, notadamente a aplicação da Súmula 7/STJ quanto aos arts. 504 e 507 do CPC/2015, configurando ausência de impugnação específica que autoriza o não conhecimento do agravo nos termos...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: M de Oliveira Advogados & Associados; Agravado: Corte de origem
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Preclusão, Honorários Sucumbenciais
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Parties
M de Oliveira Advogados & Associados
Agravante
Corte de origem
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Obrigação de impugnar especificamente os fundamentos que obstaram o processamento do recurso especial
- 2 Aplicação da Súmula 7/STJ e vedação ao reexame de matéria fática
- 3 Consequência da ausência de impugnação específica: não conhecimento do agravo (Súmula 182/STJ)
Ratio Decidendi
O agravo não conhece porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, notadamente a aplicação da Súmula 7/STJ quanto aos arts. 504 e 507 do CPC/2015, configurando ausência de impugnação específica que autoriza o não conhecimento do agravo nos termos da Súmula 182/STJ e das normas de admissibilidade do CPC/2015 e do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Não conheço do agravo.
- Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro-os em 10%, observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por M de Oliveira Advogados & Associados contra decisão da Corte de origem que não admitiu o recurso especial. É o relatório. Decido. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (CPC/15), devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade conforme nele previsto, nos termos do Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. De acordo com o que dispõem os artigos 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do Regimento Interno do STJ - RISTJ (redação dada pela Emenda Regimental n. 22/2016), compete ao agravante impugnar especificamente os fundamentos da decisão que obstou o recurso especial na origem. Assim, além da manifestação do inconformismo, inerente ao ato de irresignação, impõe-se ao recorrente o ônus de contrapor-se, de forma clara e específica, aos fundamentos da decisão agravada, conforme determina a lei processual civil e o princípio da dialeticidade. Com efeito, encontra-se consolidado nesta Corte o entendimento de que incumbe à parte agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. A propósito: EAREsp 701.404/SC, rel. Ministro João Otávio de Noronha, rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018. No caso dos autos, a decisão de não admissão do recurso especial adotou os seguintes fundamentos: (a) ausência de violação do art. 1.022 do CPC/2015; (b) aplicação da Súmula 211/STJ, em relação à alegação de ofensa aos artigos 22, § § 4º e 7º, da Lei 8.904/1994, e 884, do Código Civil; (b) aplicação da Súmula 7/STJ, em relação à alegação de ofensa aos artigos 504, 507 e 1.026, § 2º, do CPC/2015. Ocorre que o agravante não impugnou, especificamente, a aplicação da Súmula 7/STJ, no que diz respeito à alegação de ofensa aos artigos 504 e 507 do CPC/2015. Com efeito, o referido óbice foi aplicado ao fundamento de que a apreciação da tese recursal demanda necessidade de alteração da premissa fática fixada no seguinte trecho do acórdão recorrido, o qual foi devidamente transcrito na decisão agravada (fls. 303, e-STJ, grifei): Como se vê, ao contrário do alegado, por referido acórdão a sentença foi reformada somente para reconhecer a legitimidade ativa da parte autora, determinado o prosseguimento do feito na origem; não houve anulação, cassação da sentença. E como se viu, a questão do destaque dos honorários contratuais abordada em sentença não foi objeto do recurso de apelação, razão por que este capítulo da sentença transitou em julgado. Preclusão consumada (art. 507 do CPC/2015: "é vedado à parte discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a cujo respeito operou-se a preclusão"), é caso de não conhecimento do recurso nos termos do artigo 932, inciso III do CPC por manifesta inadmissibilidade do recurso (ID 61543834). O agravante, todavia, não impugnou o reconhecimento de que a tese ventilada no recurso especial demanda alteração da premissa destacada no trecho acima, ou seja, a de que não houve anulação da sentença nele referida. Ao contrário, explicitou justamente o oposto, ao admitir que a pretensão recursal parte da premissa de que "a sentença anulada/cassada integralmente, por meio de julgamento do recurso de apelação, se torna inexistente no mundo jurídico" (fl. 312, e-STJ). Logo, além de não se contrapor ao fundamento especificamente adotado para justificar a aplicação da Súmula 7/STJ quanto à alegação de ofensa aos artigos 504 e 507 do CPC/2015, o agravante procedeu, na verdade, à sua confirmação. Não houve, portanto, impugnação específica a todos os fundamentos adotados para a inadmissão do recurso especial, o que acarreta o não conhecimento do agravo, nos termos da Súmula 182/STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.228.742/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 15/3/2023; AgInt no AREsp 2.083.809/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 16/3/2023; AgInt no REsp n. 2.042.843/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 2/5/2023, DJe de 5/5/2023. Ante o exposto, não conheço do agravo. Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro-os em 10%, observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA À APLICAÇÃO DA SÚMULA 7/STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.