AREsp 2500749 - ACORDAO
O agravo regimental foi improvido porque o agravante não desconstituiu os fundamentos da decisão recorrida, deixando de impugnar de forma específica e analítica os óbices (Súmula 284/STF, Súmula 7/STJ e ausência de comprovação do dissídio), configurando falta de dialeticidade recursal nos termos do art. 932, III, do...
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- Parties
- Agravante: EVANDRO NASCIMENTO PEREIRA LOBO; Parte Contrária: Parquet paulista; Interveniente (manifestou Pelo Não Conhecimento): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Da Sexta Turma (negado Provimento Ao Agravo Regimental)
- Outcome
- Agravo regimental improvido; negado provimento ao agravo regimental.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica (art. 932, III, Cpc), Súmula 182/stj, Súmula 284/stf, Súmula 7/stj, Dissídio Jurisprudencial (art. 105, C, Cf)
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Parties
EVANDRO NASCIMENTO PEREIRA LOBO
Agravante
Parquet paulista
Parte Contrária
Ministério Público Federal
Interveniente (manifestou Pelo Não Conhecimento)
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Da Sexta Turma (negado Provimento Ao Agravo Regimental)
Legal Issues
- 1 Se houve impugnação específica e suficiente de todos os fundamentos da decisão recorrida (art. 932, III, CPC)
- 2 Aplicação da Súmula 182/STJ por ausência de impugnação adequada
- 3 Admissibilidade do recurso especial diante de óbices invocados (Súmula 284/STF, Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
O agravo regimental foi improvido porque o agravante não desconstituiu os fundamentos da decisão recorrida, deixando de impugnar de forma específica e analítica os óbices (Súmula 284/STF, Súmula 7/STJ e ausência de comprovação do dissídio), configurando falta de dialeticidade recursal nos termos do art. 932, III, do CPC e atraindo a Súmula 182/STJ.
Court Disposition
Agravo regimental improvido; negado provimento ao agravo regimental.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
- Manter a decisão da Presidência do STJ que não conheceu do agravo em recurso especial.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 04/09/2025 a 10/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP). EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES QUE NÃO INFIRMARAM O FUNDAMENTO DO DECISUM ATACADO. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NO ART. 932, III, DO CPC. SÚMULA 182/STJ. 1. Recurso especial não admitido em razão da aplicação da Súmula 284/STF, Súmula 7/STJ e ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial. 2. Parte agravante que deixou de demonstrar a ausência da irregularidade apontada. Incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo regimental improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por EVANDRO NASCIMENTO PEREIRA LOBO contra a decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça, por meio da qual não se conheceu do respectivo agravo em recurso especial, por falta de impugnação específica dos seguintes fundamentos da decisão recorrida: Súmula 284/STF e divergência não comprovada (fls. 895/896). Requer a parte agravante o afastamento do óbice aplicado (Súmula 182/STJ), uma vez que sustenta ter impugnado todos os fundamentos da decisão recorrida. Alega que a decisão foi equivocadamente fundamentada no inciso VII do art. 386 do Código de Processo Penal, em vez do inciso IV, e que a impugnação foi específica e detalhada (fls. 901/910). Em contrarrazões, o Parquet paulista postulou pelo não conhecimento do agravo ou, alternativamente, que lhe seja negado provimento, aduzindo que os argumentos do agravante são genéricos e não têm aptidão para infirmar os fundamentos da decisão atacada (fls. 937/939). Em seu parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do agravo regimental (fls. 942/943). É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES QUE NÃO INFIRMARAM O FUNDAMENTO DO DECISUM ATACADO. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NO ART. 932, III, DO CPC. SÚMULA 182/STJ. 1. Recurso especial não admitido em razão da aplicação da Súmula 284/STF, Súmula 7/STJ e ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial. 2. Parte agravante que deixou de demonstrar a ausência da irregularidade apontada. Incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo regimental improvido. VOTO A decisão impugnada deve ser mantida pelo que nela se contém, tendo em conta que o agravante não logrou desconstituir seu fundamento, motivo pelo qual o trago ao Colegiado para ser confirmada. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO não admitiu o apelo nobre com esteio na seguinte fundamentação: deficiência na fundamentação (Súmula 284/STF), necessidade de reexame de provas (Súmula 7/STJ) e ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial (fls. 868/869). Contudo, a parte agravante, no agravo em recurso especial, não demonstrou a ausência da irregularidade apontada, ônus que lhe caberia: a) no tocante à suposta violação do art. 155 do CPP o recorrente apenas suscitou genericamente violação desse preceito, mas não demonstrou, no arrazoado, de que forma o acórdão atacado violou cada um deles, de modo que, em relação a esses dispositivos, incide o óbice da Súmula 284/STF. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no AREsp n. 2.754.830/ES, Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJEN 19/5/2025; e b) quanto ao dissídio jurisprudencial (art. 105, III, c, da CF), o recorrente deve mencionar as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados (arts. 1.029 do CPC e 255, § 1º, do RISTJ). No caso dos autos, o recorrente se limitou a sustentar a existência de dissídio jurisprudencial; não demonstrou, de forma analítica, a identidade fática e a divergência supostamente verificada entre o acórdão impugnado e aquele indicado como paradigma. A propósito, confira-se: AgRg no AREsp n. 2.842.766/SP, Ministro Otavio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJ/SP), Sexta Turma, DJEN 13/5/2025. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 3º do CPP). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula 182/STJ. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 2.423.301/RS, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 24/10/2023; e AgRg no AREsp n. 2.309.920/ES, Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 28/11/2023. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.