AREsp 2384392 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque a parte agravante não rebateu, de modo específico, todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida que negou seguimento ao recurso especial, em particular não demonstrou a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ exigindo o cotejo entre o acórdão recorrido e as razões do recurso especial,...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: HNK BR Indústria de Bebidas Ltda.; Respondente: Presidência da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Inadmissibilidade (não Conhecimento Do Agravo)
- Outcome
- Não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Impugnação Específica Dos Fundamentos
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
HNK BR Indústria de Bebidas Ltda.
Agravante
Presidência da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Respondente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Inadmissibilidade (não Conhecimento Do Agravo)
Legal Issues
- 1 se houve impugnação específica dos fundamentos que motivaram a inadmissão do recurso especial
- 2 aplicabilidade da Súmula 7/STJ por suposto reexame de contexto fático-probatório
- 3 incidência da Súmula 182 do STJ em razão da ausência de ataque específico aos fundamentos da decisão recorrida
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque a parte agravante não rebateu, de modo específico, todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida que negou seguimento ao recurso especial, em particular não demonstrou a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ exigindo o cotejo entre o acórdão recorrido e as razões do recurso especial, incidindo, por conseguinte, a Súmula 182 do STJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo
Orders
- Não conheço do agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por HNK BR Indústria de Bebidas Ltda. em face de decisão da Presidência da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que inadmitiu o apelo raro interposto aos seguintes fundamentos: (I) "os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. acórdão combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo" (fl. 398 ); (II) aplicação da Súmula 7/STJ, tendo em vista a necessidade de reexame do contexto fático-probatório dos autos quanto à revisão da verba honorária (cf fls. 398/400); (III) não caracterização de violação às normas legais enunciadas; e (IV) impossibilidade de conhecimento do recurso especial pela alínea "c" do permissivo constitucional, eis que deixou o recorrente de atender suficientemente ao requisito previsto no art. 1029, § 1º, do Código de Processo Civil, e no art. 255, § 1º, do RISTJ. Nas razões do agravo em recurso especial, a parte agravante alega, em síntese, que: (i) "ao proferir a r. decisão agravada tal como o fez, o Tribunal " a quo " usurpou competência constitucionalmente conferida a esse c. Tribunal Superior e (indevidamente) adentrou no mérito do Recurso Especial interposto pela Agravante" (fl. 415); (ii) "não há que se falar, para a solução do caso em testilha (= julgamento do Recurso Especial) na incidência da Súmula n.º 07 desse c. Superior Tribunal de Justiça. Ao contrário do que entendeu o e. Tribunal de Justiça de São Paulo, a pretensão recursal deduzida pela Agravante parte das premissas fáticas adotadas por aquele Tribunal. A Agravante baseou-se, primeiramente, no quadro fático já delineado pelo v. Acórdão recorrido - -- integrado pelo acórdão que julgou posteriores Embargos de Declaração -- e, em seguida, demonstrou os fundamentos pelos quais se pode concluir as apontadas violações aos dispositivos de Lei Federal elencados no bojo do Recurso Especial, o que demonstra não ser necessário rever o arcabouço fático dos autos" (fls. 415/416); (iii) "não restam dúvidas de que foram violados diversos dispositivos da Legislação Federal, quais sejam os artigos 26, 462, 467, 475-L, VI, do CPC/1973; art. 171 do CTN e art. 840 do CC -- matéria eminentemente jurídica" (fl.417); e (iv) "o atendimento ao art. 1.029, § 1º, do Código de Processo Civil e ao art. 255, § 1º, do Regimento Interno desse c. Tribunal Superior, com a identificação das circunstâncias que assemelham os casos confrontados" (fl.422). É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo nem sequer ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante não rebateu, de modo específico, todos os fundamentos adotados pela decisão recorrida para negar trânsito ao apelo especial, a saber, (I) "os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. acórdão combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo" (fl. 398); e (II) aplicação da Súmula 7/STJ, tendo em vista a necessidade de reexame do contexto fático-probatório dos autos quanto à revisão da verba honorária (cf fls. 398/400). Com efeito, a parte agravante não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão estadual e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar especificamente a inaplicabilidade do anteparo sumular 7/STJ. Logo, não houve efetiva impugnação, também, a esse fundamento da decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, como demonstram as seguintes ementas: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO CONHECIMENTO DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO ESPECIAL. ART. 932, III, DO CPC/2015; E SÚMULA 182 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Diante da ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada, deve ser mantida a decisão que deixou de conhecer do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015; e na Súmula 182 do STJ. 2. Conforme a jurisprudência, "inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não é suficiente a afirmação genérica de que é desnecessário o reexame de provas, ainda que seja feita uma breve menção à tese sustentada, ou simplesmente a insistência no mérito da controvérsia. É indispensável o cotejo entre o acórdão recorrido e a argumentação trazida no recurso especial que possa justificar o afastamento do óbice processual em questão" (AgInt no AREsp n. 1.991.801/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJe de 17/3/2023). 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.462.244/GO, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, julgado em 4/12/2024, DJEN de 17/12/2024.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A decisão ora recorrida não conheceu do agravo em decorrência da não impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitira o recurso especial na origem, especificamente em relação à Súmula 7/STJ e à Súmula 280/STF. Por conta disso, consignou-se a incidência da Súmula 182 do STJ. 2. A parte, para ver examinado por esta Corte Superior seu recurso especial inadmitido, precisa, primeiro, desconstituir os fundamentos utilizados para a negativa de admissão daquele recurso sob pena de vê-los mantidos. 3. As razões demonstrativas do desacerto da decisão agravada devem ser veiculadas na oportunidade de interposição do agravo em recurso especial, pois, convém frisar, não é admitida a impugnação a destempo, a fim de inovar a justificativa para admissão do recurso excepcional, devido à preclusão consumativa. 4. A falta de efetivo combate de quaisquer dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, ainda que autônomos, impede o conhecimento do respectivo agravo consoante preceituam os arts. 253, I, do RISTJ e 932, III, do CPC/2015 e a Súmula 182 do STJ, aplicável por analogia. 5. Em nova análise do agravo interposto, tem-se que a parte agravante efetivamente não rebateu todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso especial; correta, portanto, a incidência na espécie do enunciado da Súmula 182 do STJ. 6. Afinal, inadmitido o recurso especial com base na Súmula 7 do STJ, não é suficiente a afirmação genérica de que é desnecessário o reexame de provas, ainda que seja feita uma breve menção à tese sustentada, ou simplesmente a insistência no mérito da controvérsia. É indispensável o cotejo entre o acórdão recorrido e a argumentação trazida no recurso especial que possa justificar o afastamento do óbice processual em questão. 7. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.991.801/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 13/3/2023, DJe de 17/3/2023.) Nesse contexto, incide o verbete sumular 182 desta Corte ("É inviável o agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Essa foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Publique-se. EMENTA