AREsp 2670210 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o recorrente não impugnou de forma específica e pormenorizada os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões do recurso especial, o que configura violação ao princípio da dialeticidade e inviabiliza o conhecimento do agravo, nos termos da...
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- Parties
- Recorrente: JOCIVAN BARRETO PONTES; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Súmula 83 Do STJ, Súmula 182 Do STJ
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Parties
JOCIVAN BARRETO PONTES
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
Tribunal De Origem
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada
- 2 inadmissibilidade do agravo em recurso especial por violação ao princípio da dialeticidade
- 3 transposição da Súmula n. 83 do STJ exige indicação de precedentes contemporâneos ou supervenientes ou demonstração de distinguishing
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o recorrente não impugnou de forma específica e pormenorizada os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões do recurso especial, o que configura violação ao princípio da dialeticidade e inviabiliza o conhecimento do agravo, nos termos da jurisprudência do STJ e do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JOCIVAN BARRETO PONTES contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ que não admitiu o recurso especial. Consta dos autos que o recorrente foi condenado como incurso no art. 304 do Código Penal, a 3 (três) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 154 (cento e cinquenta e quatro) dias- multa (fls. 450-467). Inconformada, defesa interpôs recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, para alegar violação aos arts. 33, § 2º, e 59 do Código Penal, e às Súmulas n. 718 e n. 719, STF (fls. 475-490). Não admitido o recurso especial, a defesa interpôs o presente agravo em recurso especial (fls. 533-549) . O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo em recurso especial (fls. 631-640). É o relatório. DECIDO. No caso vertente, ao que se depreende das razões do recurso de agravo, a parte recorrente não impugnou todos os fundamentos adotados pela Vice-Presidência do Tribunal de origem na decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de recurso especial. Com efeito, "a Corte Especial desse Tribunal Superior, em recente decisão, no julgamento do EAREsp n. 701.404/SC, perfilhou o entendimento de que a decisão que não admite o recurso especial tem dispositivo único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso, portanto, não há capítulos autônomos e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade" (AgRg no AREsp 2244988 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2023), o que não foi observado pela parte recorrente. Nesta toada, a transposição da Súmula n. 83 do STJ exige a indicação de precedentes contemporâneos ou supervenientes capazes de alterar a modificação do julgado, ou a demonstração de distinguishing, o que não ocorreu no caso dos autos (AREsp 2015514 / TO, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 23/04/2024). No particular, de rigor aplicar o entendimento sedimentado desta Corte Superior, assente no sentido de que "a ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada caracteriza ofensa ao princípio da dialeticidade, inviabilizando o conhecimento do agravo regimental, incidindo a Súmula n. 182 do STJ" (AREsp 2364700 / PR, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 18/03/2025), segundo a qual "é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Sendo assim, "a mera repetição de argumentos já analisados em decisão monocrática, sem impugnação específica dos fundamentos, viola o princípio da dialeticidade" (AgRg no AREsp 2753355 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 09/12/2024). Isso porque a "ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada inviabiliza o conhecimento do recurso por violação ao princípio da dialeticidade, sendo insuficientes as assertivas de que todos os requisitos foram preenchido s ou a reiteração do mérito da controvérsia" (AgRg no AREsp n. 2.102.665/SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe de 30/5/2023). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA