AREsp 2939141 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial (incluindo a incidência das Súmulas 7, 13 e 284 e deficiência de cotejo analítico). A decisão de admissibilidade é unitária (um único dispositivo) e, por força...
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- Parties
- Agravante: MARCELO SOUZA SOUTO JUNIOR e OUTROS; Agravado: Estado de Alagoas
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno (agravo Em Recurso Especial) / Julgamento (sessão Virtual De 09/09/2025 a 15/09/2025)
- Outcome
- Agravo interno negado (provimento negado)
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Súmula 13/stj, Súmula 284/stf, Cotejo Analítico
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Parties
MARCELO SOUZA SOUTO JUNIOR e OUTROS
Agravante
Estado de Alagoas
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno (agravo Em Recurso Especial) / Julgamento (sessão Virtual De 09/09/2025 a 15/09/2025)
Legal Issues
- 1 se a parte agravante impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial
- 2 incidência da Súmula 7 do STJ quanto à necessidade de reexame de fatos e provas
- 3 aplicação das súmulas 182 e 13 do STJ e da Súmula 284 do STF
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque a parte agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial (incluindo a incidência das Súmulas 7, 13 e 284 e deficiência de cotejo analítico). A decisão de admissibilidade é unitária (um único dispositivo) e, por força do art. 932, III, do CPC e do art. 253, I, do Regimento Interno do STJ, exige-se o enfrentamento integral de seus fundamentos; a ausência dessa impugnação impede o conhecimento do agravo.
Court Disposition
Agravo interno negado (provimento negado)
Orders
- Nega-se provimento ao agravo interno.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 09/09/2025 a 15/09/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO. PROVIMENTO NEGADO. 1. Para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) examine o recurso especial interposto, porém não admitido, é dever da parte recorrente, em seu agravo em recurso especial, desconstituir os fundamentos da decisão de admissibilidade, a qual não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo. 2. A falta de efetivo combate de um dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial impede o conhecimento do respectivo agravo, segundo preceituam os arts. 932, III, do Código de Processo Civil e 253, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por MARCELO SOUZA SOUTO JUNIOR e OUTROS da decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu de seu recurso porque a decisão de admissibilidade do recurso especial não havia sido integralmente refutada. A parte agravante afirma que impugnou os fundamentos da decisão de admissibilidade. Requer a reconsideração da decisão agravada ou a apreciação do recurso pelo órgão colegiado competente. A parte adversa apresentou impugnação (fls. 538/540). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO. PROVIMENTO NEGADO. 1. Para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) examine o recurso especial interposto, porém não admitido, é dever da parte recorrente, em seu agravo em recurso especial, desconstituir os fundamentos da decisão de admissibilidade, a qual não é formada por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo. 2. A falta de efetivo combate de um dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial impede o conhecimento do respectivo agravo, segundo preceituam os arts. 932, III, do Código de Processo Civil e 253, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo interno a que se nega provimento. VOTO Na origem, cuida-se de recurso especial interposto do acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS assim ementado (fls. 345/346): APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO OBJETIVANDO RETROAGIR AS PROMOÇÕES DE 3º SARGENTO JÁ EFETIVADAS E OBTER A ASCENSÃO PARA A GRADUAÇÃO DE 2º SARGENTO. POLICIAIS MILITARES NA GRADUAÇÃO DE 3º SARGENTO. SENTENÇA QUE JULGOU PARCIALMENTE PROCEDENTE A PRETENSÃO AUTORAL, A FIM DE CONCEDER EFEITOS RETROATIVOS À PROMOÇÃO DE 3º SARGENTO PARA A DATA DE 25 DE AGOSTO DE 2019, DETERMINANDO, AINDA, A PROMOÇÃO DELES À PATENTE DE 2º SARGENTO, PELO CRITÉRIO DE RESSARCIMENTO DE PRETERIÇÃO, COM EFEITOS A PARTIR DA DATA DA SUA PUBLICAÇÃO. INSURGÊNCIA APELATÓRIA DE AMBOS OS POLOS DA DEMANDA. PROMOÇÃO POR RESSARCIMENTO DE PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA DE PRETERIÇÃO. LEI Nº 6.514/04. INTERSTÍCIO MÍNIMO QUE NÃO SE CONFIGURA COMO CONDIÇÃO DETERMINANTE PARA PROMOÇÃO. ORDEM DO QUADRO DE ACESSO QUE DEVE SER OBSERVADA. CONJUGAÇÃO DOS REQUISITOS PREVISTOS EM LEI. AUSÊNCIA DE VAGAS. LIMITES DE ASCENSÃO PRÓPRIOS DA CADEIA DE COMANDO MILITAR. ESTRUTURA HIERÁRQUICA. PRIMADOS QUE SUSTENTAM A INSTITUIÇÃO CASTRENSE. SENTENÇA REFORMADA PARA JULGAR IMPROCEDENTE OS PLEITOS AUTORAIS. ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA INVERTIDO. RECURSO DO ESTADO DE ALAGOAS CONHECIDO E PROVIDO. RECURSO DOS AUTORES CONHECIDO E NÃO PROVIDO. A fim de que este Tribunal examine o recurso especial interposto, contudo inadmitido, é dever da parte interessada, nas razões de seu agravo em recurso especial, rebater os fundamentos da decisão de admissibilidade, apresentando argumentos suficientes para demonstrar o desacerto da decisão agravada. A falta de efetivo combate de um dos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial impede o conhecimento do respectivo agravo, consoante preceituam os arts. 932, III, do Código de Processo Civil (CPC) e 253, I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Nesse mesmo sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 182/STJ. INCIDÊNCIA. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende ser necessária a impugnação dos fundamentos da decisão denegatória da subida do recurso especial para que se conheça do respectivo agravo. 2. Como registrado na primeira oportunidade, a empresa agravante não infirma especificamente a tese de que o acórdão recorrido estaria em consonância com o entendimento deste STJ. Logo, a Súmula 182 desta Corte foi corretamente aplicada ao caso. 3. Incumbiria à parte interessada apontar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos referidos na decisão combatida, procedendo ao cotejo analítico entre eles. 4. O disposto nos arts. 932, parágrafo único, e 1.029, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015 não é aplicável na hipótese de incidência da Súmula 182 do Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.112.333/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 21/3/2019, DJe de 28/3/2019.) No presente caso, do agravo não se conheceu por deixar a parte agravante de impugnar a decisão de admissibilidade relativamente à Súmula 7/STJ, à ausência de julgamento como válido de ato de governo local contestado em face de lei federal (Súmula 284/STF), à deficiência de cotejo analítico e à Súmula 13/STJ. Nas razões do agravo em recurso especial, a parte recorrente alegou o seguinte (fls. 489/491): Ocorre, Excelências, que a decisão exarada pelo Tribunal a quo não está em conformidade com a legislação pátria, nem com a jurisprudência dominante acerca da questão analisada, uma vez que conforme a previsão legal, uma vez que os Desembargadores que compõe a 4º Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas, deixaram de observar a determinação contida no art. 927, inciso V, bem como, o parágrafo 4º, do mesmo artigo. Tal decisão apresenta equívocos prejudiciais ao recorrente, sobretudo porque infringiu dispositivos de legislação federal, mais especificamente os acima mencionados. Por ter havido entendimento diverso de outros julgados, e, ainda, por ter afrontado o artigo 927, inciso V, bem como, o parágrafo 4º, do mesmo artigo, o Acórdão proporciona a interposição de Recurso Especial, conforme disposição da Constituição Federal: .. No caso concreto, compreendemos estarem satisfeitos os pressupostos recursais para admissibilidade do presente recurso especial, vez que, cuida-se de decisão judicial proferida em última instância pelo Eg. Tribunal de Justiça de Alagoas, bem como, os dispositivos legais apontados foram prequestionados, ainda que implicitamente, não pretendendo o recorrente o revolvimento do contexto fático-probatório. Outrossim, diversamente da fundamentação utilizada pela r. decisão monocrática de fls. 473/477, que impossibilitou a remessa do Recurso Especial à esta Egrégia Corte, sob o fundamento de que o recorrente não teria demonstrado a comprovação da divergência de interpretação do dispositivo legal, o que na realidade este ataca é o desrespeito da decisão proferida pelo colegiado da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas quando se tornou omissa em apresentar fundamentação coerente com os argumentos apresentados nos autos, mais especificamente em considerar os princípios da segurança jurídica, da proteção à confiança e da isonomia (art. 927, parágrafo 4º, CPC), bem como, em virtude de não ter seguido jurisprudência invocada pelo agravante desde a exordial, bem como, não ter demonstrado distinção do caso com os demais apresentados, bem como, ainda, por não ter sido superado o entendimento que predomina naquele Tribunal. Em síntese, Excelência, a decisão que inadmitiu o Recurso Especial é completamente estranha ao está desenhado nos autos, pois, o agravante não atacou pelo caminho de apresentar divergência jurisprudencial, mas sim, pleiteou pela anulação do Acórdão proferido nos autos, no sentido de que este teria violado o art. 927, parágrafo 4º, assim como, art. 489, parágrafo 1º, inciso VI, ambos do Código de Processo Civil. Em nova análise do agravo em recurso especial, constato que a parte agravante efetivamente não rebateu como deveria a decisão de admissibilidade do recurso especial porque não tratou dos seguintes fundamentos: ausência de julgamento como válido de ato de governo local contestado em face de lei federal (Súmula 284/STF), deficiência de cotejo analítico e Súmula 13/STJ. Além disso, não trouxe argumentação adequada para afastar a aplicação da Súmula 7 do STJ. A mera afirmação de que o caso não demanda o reexame de fatos e provas, ou então a menção às razões expostas no recurso especial, não basta para infirmar a incidência da Súmula 7 do STJ. Para este Tribunal, a fim de comprovar a inaplicabilidade do enunciado sumular em questão, a parte interessada deve realizar o cotejo entre o acórdão recorrido e a tese recursal, o que não foi feito neste caso. Confira-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES DO AGRAVO QUE NÃO IMPUGNAM, ESPECIFICAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO ESPECIAL. ART. 932, III, DO CPC/2015 E SÚMULA 182/STJ, POR ANALOGIA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. .. II. Incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o Recurso Especial, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o processamento do apelo nobre, sob pena de não ser conhecido o Agravo (art. 932, III, do CPC vigente). Nesse sentido: STJ, AgRg no AREsp 704.988/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 10/09/2015; EDcl no AREsp 741.509/SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 16/09/2015; AgInt no AREsp 888.667/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, DJe de 18/10/2016; AgInt no AREsp 895.205/PB, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, DJe de 20/10/2016. .. IV. Na forma da jurisprudência "não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido e a argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual" (STJ, AgInt no AREsp 1.067.725/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 20/10/2017). V. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 1.223.898/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 21/3/2018, DJe 27/3/2018.) Ademais, ainda que se considere a afirmação contida no agravo (art. 1.042 do CPC) de que não pretendeu o reconhecimento de dissídio jurisprudencial, não há motivos para a reforma da decisão. Isso porque a decisão de admissibilidade do recurso especial não é constituída por capítulos autônomos; ao contrário, ela é formada por um único dispositivo, o que demanda da parte agravante a impugnação de todos os fundamentos em razão dos quais seu recurso não foi admitido. Por ser oportuno, cito o seguinte precedente da Corte Especial deste Tribunal: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp n. 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 19/9/2018, DJe de 30/11/2018.) Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.