AREsp 2943645 - DECISAO
O agravo não pode ser conhecido por intempestividade, tendo em vista que a decisão que não admitiu o recurso especial foi disponibilizada no DJ-e em 22/4/2025 e publicada em 23/4/2025, tornando o primeiro dia do prazo em 24/4/2025; mesmo considerando a suspensão do prazo em razão de feriado indicada na decisão, o...
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- Parties
- Agravante: BRACELL BAHIA SPECIALTY CELLULOSE S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Por Intempestividade
- Outcome
- Não conheço do agravo por intempestividade
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Intempestividade, Dano Moral, Indenização, Honorários Advocatícios, Litigância De Má Fé
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Parties
BRACELL BAHIA SPECIALTY CELLULOSE S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Por Intempestividade
Legal Issues
- 1 intempestividade do agravo
- 2 possibilidade de redução do valor da indenização por danos morais
- 3 pedido de aplicação de multa por litigância de má-fé
Ratio Decidendi
O agravo não pode ser conhecido por intempestividade, tendo em vista que a decisão que não admitiu o recurso especial foi disponibilizada no DJ-e em 22/4/2025 e publicada em 23/4/2025, tornando o primeiro dia do prazo em 24/4/2025; mesmo considerando a suspensão do prazo em razão de feriado indicada na decisão, o termo final ocorreu em 16/5/2025, e o agravo foi protocolado em 19/5/2025, portanto intempestivo. Quanto ao pedido de multa por litigância de má-fé, a mera interposição do recurso não configura, por si só, litigância de má-fé, de modo que a aplicação de penalidade é incabível no momento.
Court Disposition
Não conheço do agravo por intempestividade
Orders
- Não conhecimento do agravo.
- Deixo de arbitrar honorários de recurso em razão do teto legal previsto no art. 85, §§ 2º e 11, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por BRACELL BAHIA SPECIALTY CELLULOSE S.A. contra decisão que não admitiu o recurso especial manejado, com base nas alíneas "a" e "c" do art. 105, inciso III, da Constituição Federal, em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia assim ementado (fls. 450-451): APELAÇÕES SIMULTÂNEAS EM AÇÃO INDENIZATÓRIA. CONTRATO DE ARMAZENAGEM. NEGLIGÊNCIA NO DESCARREGAMENTO DE CAL VIRGEM. EQUIPAMENTOS DANIFICADOS, GALPÕES INTERDITADOS E FUNCIONÁRIOS COM SAÚDE AFETADA. ULTRAPASSADA A BOA-FÉ CONTRATUAL. INTELIGÊNCIA DO ART. 187 DO CÓDIGO CIVIL. DANOS EMERGENTES, LUCROS CESSANTES. DANOS MORAIS. OCORRÊNCIA. QUANTUM INDENIZATÓRIO MAJORADO PARA R$ 200.000,00 EM FACE DAS CARACTERÍSTICAS DO DANO E DO PORTE DA CONDENADA. APELOS CONHECIDOS, SENDO PARCIALMENTE PROVIDO O DA AUTORA E NEGADO PROVIMENTO AO DA RÉ. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 498-526). Nas razões do recurso especial, a agravante alega, além de divergência jurisprudencial, violação aos arts. 884, 944 e 945 do Código Civil bem como 8º, 1.022 e 1.025 do Código de Processo Civil. Sustenta que a indenização se mede pela extensão do dano, de modo que o porto da agravante não pode interferir no valor da indenização a que foi condenada. Argumenta que, em casos similares, as condenações foram fixadas entre R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00, o que evidenciaria o excesso na condenação da agravante, no valor de R$ 200.000,00. Requer, assim, a diminuição do valor da indenização por danos morais arbitrada na origem. Contrarrazões juntadas às fls. 548-564, afirmando que a conduta da agravante gerou a) danos a máquinas e veículos de terceiros, b) danos a produtos de outras empresas que estavam sob custódia da agravada, c) interrupção da prestação de serviços a clientes, inclusive multinacionais, d) afastamento de funcionários doentes e feridos e e) rompimento de contratos comerciais relevantes, pelo que o valor da indenização está correto. A agravada, ainda, pleiteia a aplicação de multa por litigância de má-fé. A não admissão do recurso na origem ensejou a interposição do presente agravo. Impugnação juntada às fls. 605-608, suscitando a intempestividade do agravo. Assim delimitada a controvérsia, passo à análise do agravo. O recurso não pode ser conhecido, eis que intempestivo. Conforme se verifica da certidão de fl. 581, a decisão que não admitiu o recurso especial foi disponibilizada no DJ-e em 22/4/2025, sendo publicada no dia seguinte, de modo que o primeiro dia do prazo para a interposição do agravo ocorreu em 24/4/2025. Ainda que se considere a suspensão do prazo nos dias 1/4/2025 e 2/4/2025, em razão do Dia do Trabalhador, o termo final do prazo para a interposição do recurso ocorreu no dia 16/5/2025, porém o agravo somente foi protocolado em 19/5/2025, sendo, assim, intempestivo. Quanto ao pedido da agravada para aplicação de multa por litigância de má-fé, registro que, em que pese o não conhecimento do recurso, a sua interposição, por si só, não pode ser considerada como protelatória ou como litigância de má-fé, de modo que incabível, por ora, a aplicação de penalidade à parte que exerce regularmente faculdade processual prevista em lei (EDcl no AgInt nos EAREsp 782.294/DF, de minha relatoria, Segunda Seção, julgado em 13/12/2017, DJe 18/12/2017). Em face do exposto, não conheço do agravo. Deixo de arbitrar honorários de recurso, pois a condenação a respeito já alcança o teto legal (fl. 448), vedando-se acréscimo ulterior, conforme previsto nos §§ 2º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil. Intimem-se. EMENTA