AREsp 2644660 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque a parte agravante deixou de impugnar especificamente a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem, não demonstrando a inaplicabilidade da Súmula 7, incorrendo na hipótese de inviabilidade do agravo prevista no verbete sumular 182 do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: Estado do Espírito Santo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Apelo Raro / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Lançamento Tributário Suplementar, Erro De Fato Vs Erro De Direito, Reexame De Provas
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Parties
Estado do Espírito Santo
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Apelo Raro / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial face à necessidade de impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida
- 2 incidência da Súmula 7 do STJ e vedação ao revolvimento do acervo fático-probatório
- 3 aplicabilidade da Súmula 182 do STJ (obrigatoriedade de ataque específico aos fundamentos)
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque a parte agravante deixou de impugnar especificamente a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem, não demonstrando a inaplicabilidade da Súmula 7, incorrendo na hipótese de inviabilidade do agravo prevista no verbete sumular 182 do STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Não conheço do agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado pelo Estado do Espírito Santo, desafiando decisão da vice-Presidência do Tribunal de Justiça daquele Estado, que não admitiu o recurso especial interposto pela parte ora agravante, pois "ao enfrentar a matéria" (fl. 1.017), "resulta claro que para se alterar dito entendimento, necessário seria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência incabível na presente via, por foça da Súmula 7 do Tribunal da Cidadania" (fl. 1.020). Nas razões de agravo em apelo raro, a parte agravante sustenta, em síntese, que "houve contrariedade à lei federal, sim, matéria que é perfeitamente abarcada pelo referido recurso, sendo pontualmente trazida pelo recorrente", que "a mera análise das assertivas feitas no Recurso Especial não importam reexame probatório, mas tão somente a confrontação de dados claramente constantes dos julgados pretéritos" e que "o cerne recursal (..) é se o lançamento com base de cálculo inferior à devida pode ser considerada como hipótese de erro de fato ou se trata de erro de direito, bem como se seria possível realizar um novo lançamento" (fl. 1.035), e que "este C. Superior Tribunal de Justiça possui julgados no sentido da possibilidade de lançamento suplementar na hipótese de falta funcional (como erro, omissão do agente fiscalizador), tal qual ocorrido na hipótese dos autos" (fl. 1.041). Contraminuta às fls. 1.059/1.075. É O NECESSÁRIO RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial. Na espécie, a parte agravante não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão estadual e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar, particular izadamente, a inaplicabilidade do anteparo sumular 7/STJ. Nesse contexto, incide o verbete sumular 182 desta Corte ("É inviável o agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Essa, ressalte-se, foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Publique-se. EMENTA