AREsp 2956483 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma específica a totalidade dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem ao negar seguimento ao recurso especial, não demonstrando a inaplicabilidade das súmulas invocadas (especialmente a Súmula 7/STJ), limitando-se a reeditar os mesmos argumentos...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: Golf Condominium; Órgão Recorrido: Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Apelo Raro / Decisão De Não Conhecimento/admissibilidade
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Incidência De Súmulas (súmula 7/stj, Súmula 283/stf, Súmula 182/stj), Art. 1.022 Do CPC, Reexame De Fatos E Provas (súmula 7/stj), Cobrança De IPTU
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Parties
Golf Condominium
Agravante
Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Apelo Raro / Decisão De Não Conhecimento/admissibilidade
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial interposto pela agravante
- 2 Aplicação da Súmula 7/STJ quanto ao reexame de fatos e provas
- 3 Aplicação da Súmula 283/STF quanto à suficiência da fundamentação do acórdão recorrido
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque a agravante não impugnou de forma específica a totalidade dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem ao negar seguimento ao recurso especial, não demonstrando a inaplicabilidade das súmulas invocadas (especialmente a Súmula 7/STJ), limitando-se a reeditar os mesmos argumentos do recurso inadmitido, o que torna inviável o agravo nos termos da Súmula 182/STJ e da jurisprudência citada.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Golf Condominium, desafiando decisão da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que não admitiu o recurso especial interposto pela parte ora agravante, pelos seguintes fundamentos: (I) ausência de violação do art. 1.022 do CPC "haja vista que as questões trazidas à baila pelo recorrente foram todas apreciadas pelo venerando acórdão atacado, nos limites em que expostas" (fl. 722); (II) incidência da Súmula 283/STF, uma vez que "os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar as conclusões do v. acórdão combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo"; (III) o de que não restou "evidenciado o suposto maltrato às normas legais enunciadas", e (IV) necessidade de reexame de fatos e provas do processo (Súmula 7/STJ), pois a agravante "busca (..) o reexame dos elementos fáticos que serviram de base à decisão recorrida, o que importaria em nova incursão no campo fático, objetivo divorciado do âmbito do recurso especial" (fl. 724). Nas razões de agravo em apelo raro, a parte agravante sustenta, em síntese, que: (i) "ao contrário do quanto nela asseverado, o v. acórdão afrontou a Lei Federal, devendo ser reformado " (fl. 733), e (ii) "a questão discutida no recurso é meramente de Direito, qual seja, a cobrança de Tributo (IPTU); retrocedendo visivelmente a norma, a fim de prejudicar o Contribuinte" (fl. 732), além de ter repisado os mesmos argumentos expend idos em seu recurso especial. Contraminuta às fls. 742/756. É O NECESSÁRIO RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial. Realmente, em suas razões de agravo, a insurgente limitou-se a reeditar os mesmos argumentos apresentados no r ecurso inadmitido, deixando, assim de rebater, de modo específico, a incidência das Súmulas 7/STJ e 283/STF. Importante frisar que, especificamente no tocante à Súmula 7/STJ, a parte agravante não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão estadual e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar, particularizadamente, a inaplicabilidade do referido anteparo sumular. Nesse contexto, incide o verbete sumular 182 desta Corte ("É inviável o agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Essa, ressalte-se, foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Publique-se. EMENTA