AREsp 2980760 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial em razão de deficiência de fundamentação: o recorrente não indicou de forma explícita o permissivo constitucional previsto no art. 105, III, da CF e não há prequestionamento das matérias, atraindo-se assim, por analogia, a incidência da Súmula n. 284/STF...
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- Parties
- Agravante: ELEKTRO REDES S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento, Súmula 284 STF, Ônus Da Prova, Responsabilidade De Concessionária, Multas Diárias (astreintes)
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Parties
ELEKTRO REDES S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 ausência de indicação do permissivo constitucional (art. 105, III, CF) no recurso especial
- 2 falta de prequestionamento sobre as questões suscitadas (Súmulas n. 282 e 356 do STF)
- 3 aplicação, por analogia, da Súmula n. 284 do STF à deficiência de fundamentação do recurso especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial em razão de deficiência de fundamentação: o recorrente não indicou de forma explícita o permissivo constitucional previsto no art. 105, III, da CF e não há prequestionamento das matérias, atraindo-se assim, por analogia, a incidência da Súmula n. 284/STF e o óbice das Súmulas n. 282 e 356 do STF, nos termos do art. 1.029, II, do CPC/2015.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Publique-se.
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DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado por ELEKTRO REDES S.A. à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim resumido: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C.C. INDENIZATÓRIA - INSURGÊNCIA CONTRA A DECISÃO QUE, DENTRE OUTRAS PROVIDÊNCIAS, ENTENDEU PELA INAPLICABILIDADE DA LEI 8.079/90 AO PRESENTE CASO, AFASTANDO O PEDIDO DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA - RELAÇÃO DE CONSUMO CONFIGURADA, ANTE A HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA DO AUTOR - APLICAÇÃO DA TEORIA FINALISTA MITIGADA - RECURSO PROVIDO. Quanto à primeira controvérsia, a parte recorrente aduz ofensa ao art. 300 do CPC, no que concerne à impossibilidade de ligação da energia em desconformidade técnica e legislativa, porquanto "o recorrido realizou alterações na rede sem autorização e agora busca imputar à Cia. a responsabilidade pelos ajustes decorrentes de seus atos imprudentes. Tal conduta não pode ser aceita, pois desvirtua as normas aplicáveis e gera prejuízos à segurança coletiva" (fl. 126). Aduz: Diverso do que faz crer, o recorrido, utiliza o judiciário como ferramenta para beneficiar-se de sua própria torpeza. Este fato foi tratado nos autos do agravo de instrumento de n º2365152-48.2024.8.26.000, interposto pela Cia após tentativa de cumprimento da determinação e constatação das impossibilidades e verificação da inexistência de fumaça do bom direito. Em síntese, A Elektro, enquanto concessionária de serviços públicos, detém a exclusividade na gestão, manutenção e expansão das redes elétricas sob sua responsabilidade. Essa atribuição visa garantir que o manuseio e intervenções na rede elétrica sejam realizados em conformidade com a Resolução Normativa nº 1.000/2021da ANEEL e em estrita observância a legislação Federal, especialmente quanto à segurança, confiabilidade e eficiência da distribuição de energia elétrica. Ademais, nos moldes do art. 6º da Lei nº 8.987/1995, é obrigação da concessionária assegurar a segurança e a conservação adequada da infraestrutura, realizando as intervenções necessárias para evitar riscos. Complementarmente, o art. 25 da mesma legislação atribui à concessionária a responsabilidade perante o poder concedente, usuários e terceiros por prejuízos decorrentes da inobservância de normas legais e regulamentares Dessa forma, reforça-se que a exclusividade da concessionária na gestão da rede elétrica não é apenas uma prerrogativa técnica, mas uma exigência legal para a preservação da segurança e do interesse coletivo. No caso em apreço, observa-se que o recorrido, com a intenção de promover melhorias em seu empreendimento, realizou de forma deliberada e sem qualquer autorização ou solicitação administrativa uma extensão da rede elétrica, culminando na alteração completa da estrutura da unidade e, por conseguinte, de toda a sua conexão à rede Portanto, a inobservância, pelo consumidor, das regras técnicas e legais aplicáveis ao setor elétrico, especialmente aquelas relacionadas à necessidade de autorização prévia da concessionária para alterações na rede, não pode ser utilizada como fundamento para transferir à Cia. a responsabilidade por irregularidades cometidas. Permitir tal conduta significaria não apenas admitir o descumprimento das normas em vigor, mas também conferir benesse desproporcional e indevida em detrimento da segurança e do interesse coletivo. Nesta toada, de forma devida, a concessionária, ao constatar a irregularidade na extensão da rede elétrica, lavrou um Boletim de Ocorrência, conforme comprovado às fls. 407 dos autos do processo originário. Vejamos: .. Vejamos trecho da manifestação apresentada: .. É importante salientar que o sistema de transmissão de energia elétrica brasileiro compreende uma vasta estrutura interligada, com critérios rígidos e específicos para garantir o fornecimento seguro de energia. Qualquer alteração exige um estudo técnico prévio e detalhado. No caso do recorrido, a extensão foi realizada de forma clandestina, sem autorização, impossibilitando a Cia. de realizar a manutenção ou verificação da rede, que está fora dos padrões exigidos. Intervenções imprudentes podem acarretar sérios riscos, incluindo desligamentos, curtos-circuitos, incêndios e até acidentes graves, como eletroplessão de colaboradores e terceiros. Além disso, o serviço em questão envolve a manipulação da rede primária de alta tensão, o que exige extrema especialização e atenção às normas de segurança. Vejamos alteração realizada pelo consumidor: .. É importante destacar que a Cia. não busca obstar de forma injustificada o fornecimento de energia, uma vez que sua remuneração advém da prestação desse serviço. Contudo, qualquer ligação ou intervenção da concessionária deve observar rigorosamente a legislação e os padrões técnicos estabelecidos No caso em análise, o recorrido realizou alterações na rede sem autorização e agora busca imputar à Cia. a responsabilidade pelos ajustes decorrentes de seus atos imprudentes. Tal conduta não pode ser aceita, pois desvirtua as normas aplicáveis e gera prejuízos à segurança coletiva. Diante do exposto, considerando as reiteradas manifestações apresentadas nos autos, que demonstram a impossibilidade de ligação devido à desconformidade técnica e legislativa, pugna a Cia pelo provimento deste recurso para apuração da violação a legislação. (fls. 123-127). Quanto à segunda controvérsia, a parte aduz a possibilidade de redução do valor da multa diária por descumprimento da decisão judicial quando se mostra exorbitante. Argumenta: Relativamente ao valor da multa diária imposta por descumprimento de decisão judicial, como é o caso do presente recurso, o STJ tem entendido ser possível reduzir-lhe o valor sem importar em ofensa à coisa julgada, quando se verificar que foi estabelecida fora dos parâmetros da razoabilidade ou quando se tornar exorbitante, podendo gerar enriquecimento indevido, o que ocorre no presente caso. Nesse sentido: .. (fls. 127). É o relatório. Decido. Quanto à primeira e segunda controvérsias, incide a Súmula n. 284/STF, porquanto não houve a indicação do permissivo constitucional autorizador do Recurso Especial, aplicando-se, por conseguinte, a referida súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Isso porque, conforme disposto no art. 1.029, II, do CPC/2015, a petição do recurso especial deve conter a "demonstração do cabimento do recurso interposto". Sendo assim, a parte Recorrente deve evidenciar de forma explícita e específica que seu recurso está fundamentado no art. 105, III, da Constituição Federal, e quais são as alíneas desse permissivo constitucional que servem de base para a sua interposição. Esse entendimento possui respaldo em recente julgado desta Corte Superior de Justiça: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL ACERCA DA POSSIBILIDADE DE SE CONHECER DO RECURSO ESPECIAL, MESMO SEM INDICAÇÃO EXPRESSA DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL EM QUE SE FUNDA. POSSIBILIDADE, DESDE QUE DEMONSTRADO O SEU CABIMENTO DE FORMA INEQUÍVOCA. INTELIGÊNCIA DO ART. 1.029, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONHECIDOS, MAS REJEITADOS. 1. A falta de indicação expressa da norma constitucional que autoriza a interposição do recurso especial (alíneas a, b e c do inciso III do art. 105) implica o seu não conhecimento pela incidência da Súmula n. 284 do STF, salvo, em caráter excepcional, se as razões recursais conseguem demonstrar, de forma inequívoca, a hipótese de seu cabimento. 2. Embargos de divergência conhecidos, mas rejeitados. (EAREsp n. 1.672.966/MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 11/5/2022.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgRg no AREsp n. 2.337.811/ES, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJe de 18/11/2024; AgRg no AREsp n. 2.627.919/RN, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 18/9/2024; AgInt no AREsp n. 2.590.554/RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 4/9/2024; AgInt no AREsp n. 2.548.442/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, DJe de 22/8/2024; AgRg no AREsp n. 2.510.838/RJ, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, DJe de 16/8/2024; AgInt no AREsp n. 2.515.584/PI, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, DJe de 15/8/2024; AgInt no AREsp n. 2.475.609/SP, Rel. relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 4/6/2024; AgInt no AREsp n. 2.415.013/SP, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 25/4/2024; AgInt no AREsp n. 2.403.411/RR, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 16/11/2023; AgRg no AREsp n. 2.413.347/RJ, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 9/11/2023; AgInt no AREsp n. 2.288.001/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 1/9/2023. Além disso, incidem as Súmulas n. 282/STF e 356/STF, porquanto a questão não foi examinada pela Corte de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para tal fim. Dessa forma, ausente o indispensável requisito do prequestionamento. Nesse sentido: "O Tribunal de origem não se manifestou sobre a alegação de preclusão do direito a pleitear nova produção de provas após o juízo saneador, tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Portanto, à falta do necessário prequestionamento, incide o óbice da Súmula 282/STF" (AgInt no AREsp n. 2.700.152/RS, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025). Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 1.974.222/PR, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.646.591/PE, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 28/3/2025; AREsp n. 2.645.864/AL, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJEN de 20/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.732.642/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, DJEN de 18/3/2025; AgRg no REsp n. 2.142.363/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 5/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.402.126/SC, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN de 26/2/2025; REsp n. 2.009.683/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 25/2/2025; AgInt no REsp n. 2.162.145/RR, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 20/2/2025; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.933.409/PA, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 19/12/2024; AgRg no AREsp n. 1.574.507/TO, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 9/12/2024. Quanto à primeira controvérsia, incide a Súmula n. 284/STF devido à ausência de comando normativo do dispositivo apontado como violado para sustentar a tese recursal, o que atrai, por conseguinte, o referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Segundo a jurisprudência do STJ, o óbice de ausência de comando normativo do artigo de lei federal apontado como violado ou como objeto de divergência jurisprudencial incide nas seguintes situações: quando não tem correlação com a controvérsia recursal, por versar sobre tema diverso; e quando sua indicação não é apta, por si só, para sustentar a tese recursal, seja porque o dispositivo legal tem caráter genérico, seja porque, embora consigne em seu texto comando específico, exigiria a combinação com outros dispositivo legais. Ressalte-se, por oportuno, que a indicação genérica do artigo de lei que teria sido contrariado induz à compreensão de que a violação alegada é somente de seu caput, pois a ofensa aos seus desdobramentos também deve ser indicada expressamente. Nesse sentido, já decidiu o STJ que quando "o dispositivo legal indicado como malferido não tem comando normativo suficiente para infirmar os fundamentos do acórdão recorrido, tampouco para sustentar a tese defendida pelo recorrente, o que configura deficiência de fundamentação do recurso especial, atraindo, por analogia, o óbice da Súmula nº 284/STF" (AgInt no AREsp n. 2.586.505/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 26/8/2024, DJe de 29/8/2024). Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 2.136.718/PR, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.706.055/DF, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJEN de 5/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.670.085/RS, relator Ministro Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS), Terceira Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no REsp n. 2.084.597/SC, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 27/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.520.394/RS, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, DJEN de 19/2/2025; AgInt no REsp n. 1.885.160/MG, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024; AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.394.457/BA, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, DJEN de 12/12/2024; AgRg no AREsp n. 1.245.830/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 9/12/2024; AREsp n. 2.320.500/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 3/12/2024; AgRg no REsp n. 1.994.077/SE, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 29/11/2024; AgRg no AREsp n. 2.600.425/SC, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 28/8/2024; REsp n. 2.030.087/RJ, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 28/8/2024; AgInt no AgInt no AREsp n. 2.426.943/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe de 14/8/2024. Quanto à segunda c ontrovérsia, incide a Súmula n. 284/STF, tendo em vista que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais que teriam sido violados, ressaltando que a mera citação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional. Aplicável, por conseguinte, o enunciado da citada Súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, não bastando a mera menção a dispositivos legais ou a narrativa acerca da legislação federal, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.684.101/MA, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 26.8.2020.) Na mesma linha: "Considera-se deficiente de fundamentação o recurso especial que não indica os dispositivos legais supostamente violados pelo acórdão recorrido, circunstância que atrai a incidência, por analogia, do enunciado nº 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal" (REsp n. 2.187.030/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 5/3/2025). Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREsp n. 2.663.353/SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 1.075.326/SP, Rel. Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 27/2/2025; AgRg no REsp n. 2.059.739/MG, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJEN de 24/2/2025; AgRg no AREsp n. 2.787.353/SP, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 17/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.554.367/RS, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Turma, DJEN de 23/12/2024; AgInt no AREsp n. 2.699.006/MS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA