AREsp 2949717 - DECISAO
A análise do recurso especial foi considerada prejudicada em razão do sobrestamento determinado nos autos em função do Tema n. 1.255/STF (repercussão geral), devendo o recurso ser apreciado oportunamente após a solução daquele tema, nos termos do art. 1.030, III, do CPC.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: Estado de Minas Gerais; Parte: Banco Bradesco S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo / Análise Prejudicada Por Sobrestamento Em Razão Do Tema N. 1.255/stf (art. 1.030, Iii, Cpc)
- Outcome
- Análise do recurso especial prejudicada por sobrestamento; apreciação adiada até solução do Tema n. 1.255/STF.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Sobrestamento Por Repercussão Geral, Multas Administrativas Aplicadas Pelo Procon/mg, Princípios Do Contraditório E Da Ampla Defesa, Honorários De Sucumbência
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Estado de Minas Gerais
Agravante
Banco Bradesco S.A.
Parte
Procedural Posture
Agravo / Análise Prejudicada Por Sobrestamento Em Razão Do Tema N. 1.255/stf (art. 1.030, Iii, Cpc)
Legal Issues
- 1 prejudicialidade da análise do recurso especial por sobrestamento do Tema n. 1.255/STF
- 2 admissibilidade de recurso especial fundada no art. 105, III, a, da CF
- 3 legalidade e proporcionalidade da multa administrativa aplicada pelo PROCON/MG (discutida na instância de origem)
Ratio Decidendi
A análise do recurso especial foi considerada prejudicada em razão do sobrestamento determinado nos autos em função do Tema n. 1.255/STF (repercussão geral), devendo o recurso ser apreciado oportunamente após a solução daquele tema, nos termos do art. 1.030, III, do CPC.
Court Disposition
Análise do recurso especial prejudicada por sobrestamento; apreciação adiada até solução do Tema n. 1.255/STF.
Orders
- Julgada prejudicada a análise do recurso especial interposto pelo Estado de Minas Gerais.
- O recurso será apreciado oportunamente após a solução do Tema n. 1.255/STF.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado pelo Estado de Minas Gerais contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, assim ementado (fl. 1.078): APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - CDA - MULTA APLICADA PELO PROCON / MG - INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO - PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO ASSEGURADOS - VALOR ARBITRADO - PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE ATENDIDO - PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE. 1. Demonstrado o descumprimento de normas de proteção das relações de consumo em processo administrativo instaurado pelo PROCON/MG, em que assegurados os princípios do contraditório e da ampla defesa, mostra-se legal e proporcional a penalidade de multa aplicada à parte executada. 2. Na ausência de prova que afaste a legitimidade da execução fiscal, prevalece a presunção de certeza e exigibilidade dos créditos tributários previstos em Certidão de Dívida Ativa. VALOR DA CAUSA SUPERIOR A 200 SALÁRIOS MÍNIMOS - APLICAÇÃO DO §5º DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - NECESSIDADE - APELAÇÃO PROVIDA EM PARTE. 3. Nas causas em que for parte a Fazenda Pública, quando o valor atualizado da causa, do proveito econômico ou da condenação ultrapassar o montante de 200 (duzentos) salários mínimos, todos os incisos do §3º, do art. 85, do CPC, que determinam as faixas percentuais para a fixação dos honorários de sucumbência, devem ser observados sucessivamente, na forma do §5º, do mesmo dispositivo legal. 4. Recurso provido em parte. Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 1128/1147). Opostos novos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 1171/1174). Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta violação aos arts. 1.022 do CPC; e 55, §1º, 56, I, e 57 do CDC. Sustenta, em resumo, que: (I) o acórdão foi omisso por não apontar eventual equívoco na aplicação dos parâmetros estabelecidos nos atos normativos que tratam da forma de calcular a multa administrativa, não observar o princípio da isonomia, já que todos os agentes econômicos estão submetidos à mesma Resolução PGJ n. 14/19, além de não ter levado em conta a obtenção ou não de vantagem pelo autuado, conforme as Resoluções PGJ n. 11/19 e 14/19; e (II) o acórdão recorrido reduziu drasticamente a multa administrativa aplicada pelo Procon-MG, contrariando os dispositivos do CDC que regulam a aplicação de sanções administrativas. Dessa forma, "afastou critérios objetivos e matemáticos de cálculo da multa administrativa (previstos na Resolução da Procuradoria-Geral de Justiça) para, com invocação dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, lançar um valor aleatório para a referida penalidade" (fl. 1184). Foram ofertadas contrarrazões às fls. 1193/1206. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Do compulsar dos autos, percebe-se que o recurso especial do Banco Bradesco S.A., interposto às fls. 1.2521.251, foi sobrestado na origem, conforme determina o art. 1.030, III, do CPC, por tratar de questão jurídica contida no Tema n. 1.255/STF, que será apreciado conforme o rito da repercussão geral. Nesse contexto, tendo em vista a impossibilidade de cisão do julgamento, acrescida pelo sobrestamento na origem, é o caso de se ter por prejudicado o exame da presente irresignação no momento. ANTE O EXPOSTO, julgo prejudicada a análise do recurso especial interposto pelo Estado de Minas Gerais, que será apreciado oportunamente, após a solução do Tema n. 1.255/STF. Publique-se. EMENTA