AREsp 3029155 - ACORDAO
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não desconstituiu o fundamento da decisão da Presidência que não conheceu do agravo em recurso especial: o Tribunal de origem aplicou a Súmula 284/STF por falta de indicação específica do dispositivo legal e o agravante não demonstrou a ausência da...
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- Parties
- Agravante: DARLAN CARLOS PRYCHUA; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Não Conhecimento Do Agravo Regimental
- Outcome
- não conhecer do agravo regimental
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Dialeticidade Recursal, Súmula 182/stj, Súmula 284/stf
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Parties
DARLAN CARLOS PRYCHUA
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Não Conhecimento Do Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 inobservância do art. 932, III, do CPC (dialeticidade recursal)
- 2 incidência da Súmula 182/STJ por ausência de impugnação adequada e concreta
- 3 não indicação específica do dispositivo de lei violado (Súmula 284/STF)
Ratio Decidendi
O agravo regimental não foi conhecido porque o agravante não desconstituiu o fundamento da decisão da Presidência que não conheceu do agravo em recurso especial: o Tribunal de origem aplicou a Súmula 284/STF por falta de indicação específica do dispositivo legal e o agravante não demonstrou a ausência da irregularidade, faltando a impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos (art. 932, III, CPC), atraindo a Súmula 182/STJ.
Court Disposition
não conhecer do agravo regimental
Orders
- Não conhecer do agravo regimental.
- Manter a decisão da Presidência que não conheceu do agravo em recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/11/2025 a 03/12/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Antonio Saldanha Palheiro, Carlos Pires Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES QUE NÃO INFIRMARAM O FUNDAMENTO DO DECISUM ATACADO. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NO ART. 932, III, DO CPC. SÚMULA 182/STJ. 1. Recurso especial não admitido em razão da aplicação da Súmula 284/STF. 2. Parte agravante que deixou de demonstrar a ausência da irregularidade apontada. Incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo regimental não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por DARLAN CARLOS PRYCHUA contra a decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça, por meio da qual não se conheceu do respectivo agravo em recurso especial (fls. 260/261). Requer a parte agravante o afastamento do óbice aplicado (Súmula 182/STJ), uma vez que sustenta ter impugnado todos os fundamentos da decisão recorrida. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do agravo regimental, ou, se conhecido, pelo não conhecimento do agravo em recurso especial (fls. 308/314). É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES QUE NÃO INFIRMARAM O FUNDAMENTO DO DECISUM ATACADO. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NO ART. 932, III, DO CPC. SÚMULA 182/STJ. 1. Recurso especial não admitido em razão da aplicação da Súmula 284/STF. 2. Parte agravante que deixou de demonstrar a ausência da irregularidade apontada. Incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo regimental não conhecido. VOTO O agravo é inadmissível. A decisão impugnada deve ser mantida pelo que nela se contém, tendo em conta que o agravante não logrou desconstituir seu fundamento, motivo pelo qual o trago ao Colegiado para ser confirmada. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL não admitiu o apelo nobre em razão de não ter o recorrente indicado especificamente o dispositivo de lei que teria sido violado ou aplicado de forma divergente entre Tribunais (Súmula 284/STF). Contudo, a parte agravante, n o agravo em recurso especial, não demonstrou a ausência da irregularidade apontada, ônus que lhe caberia. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 3º do CPP). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula 182/STJ. Ante o exposto, não conheço do agravo regimental.