AREsp 1798068 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento quanto às matérias apontadas, atraindo os óbices das Súmulas 282 e 356 do STF, e por insuficiência de fundamentação quanto à remessa necessária, na forma da Súmula 284 do STF.
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- Parties
- Agravante: NATANAEL NOGUEIRA; Recorrido: INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento, Remessa Necessária, Aposentadoria Por Tempo De Contribuição, Atividade Especial
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Parties
NATANAEL NOGUEIRA
Agravante
INSS
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 violação do art. 1013 do CPC (apreciação de matéria não suscitada em contestação)
- 2 violação do art. 496 do CPC (remessa necessária)
- 3 incidência das Súmulas 282 e 356 do STF (exigência de prequestionamento)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento quanto às matérias apontadas, atraindo os óbices das Súmulas 282 e 356 do STF, e por insuficiência de fundamentação quanto à remessa necessária, na forma da Súmula 284 do STF.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por NATANAEL NOGUEIRA contra a decisão que não admitiu o seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO, assim resumido: PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. ART. 52 E SEGUINTES DA LEI Nº 8.213/91. ATIVIDADE ESPECIAL. VIGIA. ENQUADRAMENTO PROFISSIONAL. EXPOSIÇÃO A HIDROCARBONETOS. RECONHECIMENTO. INVALIDADE DO PPP. FALTA DE INDICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS LEGAIS PELOS REGISTOS AMBIENTAIS. BENEFICIO INTEGRAL CONCEDIDO. DATA DE INICIO. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA. APELAÇÃO DO INSS E REMESSA NECESSÁRIA PARCIALMENTE PROVIDAS. Quanto à primeira controvérsia, alega violação do art. 1013 do Código de Processo Civil, no que concerne à apreciação pelo Tribunal de origem de questão não suscitada previamente em fase de contestação, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): Da decisão apelou o INSS buscando discutir matéria que não impugnou em tese de contestação e, no caso, conforme constou da r. sentença de 1.º grau, os PPPs retratados às fls. 29/33 não impugnados pelo réu atestam que, entre 1.º de julho de 1990 à 30 de abril de 1991, 2 de maio de 1995 à 20 de setembro de 1999 e 2 de maio de 2000 à 16 de dezembro de 2009, o autor se expôs a agentes nocivos (produtos químicos), de forma habitual e permanente (fl. 257). Quanto à segunda controvérsia, alega violação ao art. 496 do Código de Processo Civil, no que concerne à remessa necessária. É, no essencial, o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, na espécie, incidem os óbices das Súmulas n. 282/STF e n. 356/STF, uma vez que a questão não foi examinada pela Corte de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração para tal fim. Dessa forma, ausente o indispensável requisito do prequestionamento. Nesse sentido: "O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso especial, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo, por analogia, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. 9. In casu, o art. 17, do Decreto 3.342/00, não foi objeto de análise pelo acórdão recorrido, nem sequer foram opostos embargos declaratórios com a finalidade de prequestioná-lo, razão pela qual impõe-se óbice instransponível ao conhecimento do recurso quanto ao aludido dispositivo". (REsp 963.528/PR, relator Ministro Luiz Fux, Corte Especial, DJe de 4/2/2010.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 1.160.435/PE, relator Ministro Benedito Gonçalves, Corte Especial, DJe de 28/4/2011; REsp 1.730.826/MG, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 12/2/2019; AgInt no AREsp 1.339.926/PR, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJe de 15/2/2019; e AgRg no Resp 1.849.115/SC, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 23/6/2020. Quanto à segunda controvérsia, por sua vez, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente não demonstra, de forma direta, clara e particularizada, como o acórdão recorrido violou o dispositivo de lei federal apontado, o que atrai, por conseguinte, a aplicação do referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nessa linha, esta Corte Superior de Justiça já se manifestou no sentido de que a "argumentação recursal em torno de normas infraconstitucionais não pode ser meramente genérica, sem o desenvolvimento de teses efetivamente vinculadas a elas e sem a demonstração objetiva de como o acórdão recorrido as teria violado. Incidência da Súmula n. 284/STF". (REsp n. 1.293.548/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 26/6/2018.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 1.442.952/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 3/2/2017; EDcl no AgRg no AREsp n. 422.103/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 13/10/2014; AgRg no AREsp n. 413.345/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 22/10/2015; e AgRg no AREsp n. 634.545/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 18/5/2015. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.