AREsp 1790351 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a parte recorrente indicou de forma genérica a violação de lei federal sem particularizar dispositivos legais, hipótese em que incide a Súmula 284/STF, além de inexistir comprovação do atendimento aos requisitos previstos nas Instruções Especiais SE...
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- Parties
- Agravante: SÔNIA FALCÃO DE ARAÚJO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Sobre Conhecimento Do Agravo E Inadmissibilidade Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 284/stf, Requisitos Para Provimento De Cargo Público, Concursos Públicos, Instruções Especiais SE Nº 02/2014
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Parties
SÔNIA FALCÃO DE ARAÚJO
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Sobre Conhecimento Do Agravo E Inadmissibilidade Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial diante da indicação genérica de violação de lei federal (Súmula 284/STF)
- 2 Validade da exigência de diploma de nível superior pelas Instruções Especiais SE nº 02/2014 e discricionariedade administrativa
- 3 Reconhecimento de direito líquido e certo para posse em cargo público (mandado de segurança)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a parte recorrente indicou de forma genérica a violação de lei federal sem particularizar dispositivos legais, hipótese em que incide a Súmula 284/STF, além de inexistir comprovação do atendimento aos requisitos previstos nas Instruções Especiais SE nº 02/2014, não se reconhecendo direito líquido e certo à posse.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por SÔNIA FALCÃO DE ARAÚJO contra a decisão que não admitiu o seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim ementado: APELAÇÃO CÍVEL / REEXAME NECESSÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. Concurso Público para provimento no cargo de Professor de Educação Básica I. Exigência de diploma de nível superior. Instruções Especiais SE nº 02/2014 que criam requisito de qualificação acima do mínimo previsto na Lei Federal nº 9.394/1996 ("Lei de Diretrizes e Bases da Educação") e na Lei Complementar Estadual nº 836/1997. Admissibilidade. Matéria que se insere no âmbito da discricionariedade administrativa e tem por escopo zelar pela qualidade da educação. Atenção aos postulados de eficiência e aperfeiçoamento do serviço público. Precedentes. Candidata que, in casu, não comprovou atender aos requisitos das Instruções Especiais SE nº 02/2014. Ausência de direito líquido e certo à posse no cargo. Sentença reformada. Recurso voluntário e reexame necessário providos. Quanto à primeira controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega violação dos requisitos para provimento do cargo de Professora de Educação Básica I. Quanto à segunda controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega violação da Lei n. 12.016/2009, no que concerne ao cumprimento dos requisitos para o reconhecimento de direito líquido e certo em tomar posse no cargo de Professora de Educação Básica I. É, no essencial, o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais que teriam sido violados, ressaltando que a mera citação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional. Aplicável, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, não bastando a mera menção a dispositivos legais ou a narrativa acerca da legislação federal, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.684.101/MA, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 26/8/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no ARESP n. 1.611.260/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 26/6/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.675.932/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 4/5/2020; AgInt no REsp n. 1.860.286/RO, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 14/8/2020; AgRg nos EDcl no AREsp n. 1.541.707/MS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 29/6/2020; AgRg no AREsp n. 1.433.038/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 14/8/2020; REsp n. 1.114.407/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe de 18/12/2009; e AgRg no EREsp n. 382.756/SC, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 17/12/2009. Quanto à segunda controvérsia, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF uma vez que há indicação genérica de violação de lei federal sem particularizar quais dispositivos teriam sido violados, o que atrai, por conseguinte, o referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "De outro lado, verifica-se que, embora a parte recorrente tenha indicado violação à MP 2.180-35/01 e à Lei n. 4.414/64, não apontou, com precisão, qual regramento legal teria sido efetivamente violado pelo acórdão recorrido. Assim, nos termos da jurisprudência pacífica deste Tribunal, a indicação de violação genérica a lei federal, sem particularização precisa dos dispositivos violados, implica deficiência de fundamentação do recurso especial, atraindo, por analogia, a incidência da Súmula 284/STF". (AgInt no REsp n. 1.468.671/RS, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 30/3/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AREsp n. 1.641.118/RS, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 25/6/2020; AgInt no AREsp n. 744.582/SC, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 1º/6/2020; AgInt no AREsp n. 1.305.693/DF, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJe de 31/3/2020; AgInt no REsp n. 1.475.626/RS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 4/12/2017; AgRg no AREsp n. 546.951/MT, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 22/9/2015; e REsp n. 1.304.871/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 1º/7/2015. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.