AREsp 1806522 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, por analogia à Súmula 735/STF, não conheceu-se do recurso especial por versar sobre o indeferimento/concessão de tutela de urgência, decisão de natureza precária e provisória, com fundamento no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: FUNDAÇÃO PETROBRÁS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Sobre Admissibilidade De Recurso Especial (conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Medidas Cautelares E Tutela De Urgência, Súmula 735/stf
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FUNDAÇÃO PETROBRÁS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Sobre Admissibilidade De Recurso Especial (conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 cabimento de recurso especial contra decisão que concede ou indefere tutela de urgência
- 2 aplicação por analogia da Súmula 735/STF ao exame de recurso especial que impugna decisão precária e provisória
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, por analogia à Súmula 735/STF, não conheceu-se do recurso especial por versar sobre o indeferimento/concessão de tutela de urgência, decisão de natureza precária e provisória, com fundamento no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por FUNDAÇÃO PETROBRÁS DE SEGURIDADE SOCIAL PETROS contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a" da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, assim resumido: AGRAVO DE INSTRUMENTO DECISÃO QUE INDEFERE TUTELA DE URGÊNCIA AGRAVANTE QUE SE INSURGE CONTRA O DESCONTO ADICIONAL DE 374% SOBRE O SEU BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO NOTÓRIO DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO DO PLANO AUTORIZA A ADOÇÃO DE MEDIDAS PARA A SUA EQUALIZAÇÃO PERCENTUAL DA COBRANÇA EXTRAORDINÁRIA QUE TODAVIA É EXCESSIVO E COLOCA EM RISCO A SUBSISTÊNCIA DO CONTRIBUINTE PRECEDENTE DESTA CÂMARA NESSE SENTIDO CONTRIBUIÇÃO QUE DEVE SER REDUZIDA EM 50% RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA FIXAR O VALOR DE DESCONTO ADICIONAL EM 187% Quanto à controvérsia dos autos, foi interposto recurso especial, pela alínea "a" do permissivo constitucional, em face de acórdão que deu provimento ao Agravo de Instrumento interposto pelo Recorrido em face de decisão que indeferiu a tutela de urgência. É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide, por analogia, o óbice da Súmula n. 735/STF, pois, conforme a orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, é inviável, em regra, a interposição de recurso especial que tenha por objeto o reexame do deferimento ou indeferimento de medida acautelatória ou antecipatória, tendo em vista sua natureza precária e provisória, cuja reversão é possível a qualquer momento pela instância a quo. Nesse sentido: "É sabido que as medidas liminares de natureza cautelar ou antecipatória são conferidas mediante cognição sumária e avaliação de verossimilhança. Logo, por não representarem pronunciamento definitivo a respeito do direito reclamado na demanda, são medidas suscetíveis de modificação a qualquer tempo, devendo ser confirmadas ou revogadas pela sentença final. Em razão da natureza instável de decisão desse jaez, o STF sumulou entendimento segundo o qual "não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar" (Súmula 735/STF). O juízo de valor precário, emitido na concessão de medida liminar, não tem o condão de ensejar a violação da legislação federal, o que implica o não cabimento do Recurso Especial, nos termos da referida Súmula 735/STF"". (AgInt no AREsp 1.598.838/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 21/8/2020.) Confira-se ainda o seguinte precedente: AgInt no AREsp 1.571.882/BA, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 01/07/2020; AgInt no REsp 1.830.644/RO, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 26/06/2020; AREsp 1.610.726/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/06/2020; AgInt no AREsp 1.621.446/RJ, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 27/04/2020; AgInt no AREsp 1.571.937/PA, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 13/04/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.