AREsp 1823292 - DECISAO
O agravo foi conhecido, mas o recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não indicou com precisão os dispositivos legais supostamente em dissídio e não comprovou o dissídio jurisprudencial mediante o cotejo analítico exigido, incidindo a Súmula 284/STF e a jurisprudência do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: LAURE, VOLPON E DEFINA SOCIEDADE DE ADVOGADOS; Agravante: OUTRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Ônus Sucumbenciais, Coisa Julgada, Perda Do Objeto
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Parties
LAURE, VOLPON E DEFINA SOCIEDADE DE ADVOGADOS
Agravante
OUTRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial diante da falta de indicação precisa dos dispositivos legais objeto do dissídio jurisprudencial
- 2 Comprovação do dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico com transcrição de trechos e demonstração de similitude fática
- 3 Determinação do ônus sucumbencial diante da coisa julgada
Ratio Decidendi
O agravo foi conhecido, mas o recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não indicou com precisão os dispositivos legais supostamente em dissídio e não comprovou o dissídio jurisprudencial mediante o cotejo analítico exigido, incidindo a Súmula 284/STF e a jurisprudência do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por LAURE, VOLPON E DEFINA SOCIEDADE DE ADVOGADOS e OUTRO contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim resumido: Recuperação Judicial - Impugnação de crédito acolhida para excluir o crédito impugnado da recuperação judicial - Questionamento do arbitramento dos honorários advocatícios sucumbenciais - Recurso diverso e de conteúdo mais amplo julgado posteriormente e que torna ultrapassadas as questões veiculadas neste processo incidental - Reconhecimento da concursalidade de créditos oriundos da atividade pessoal do recorrido como produtor rural - Falecimento do interesse recursal, reconhecida a carência de ação, com inversão dos ônus sucumbenciais - Incidência do art. 485, inciso VI e §3º do CPC/2015 - Perda do objeto recursal - Recurso prejudicado, extinto o processo sem apreciação do mérito. O recorrente, pela alínea "c" do permissivo constitucional, alega divergência jurisprudencial acerca da determinação do ônus sucumbencial, diante da coisa julgada. É, no essencial, o relatório. Decido. Em relação ao recurso especial, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar com precisão quais dispositivos legais seriam objeto de dissídio interpretativo, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que, "uma vez observado, no caso concreto, que nas razões do recurso especial não foram indicados os dispositivos de lei federal acerca dos quais supostamente há dissídio jurisprudencial, a única solução possível será o não conhecimento do recurso por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF". (AgRg no REsp 1.346.588/DF, relator Ministro Arnaldo Esteves Lima, Corte Especial, DJe de 17/3/2014.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1.616.851/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/8/2020; AgInt no AREsp 1.518.371/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 15/5/2020; AgInt no AREsp 1.552.950/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 8/5/2020; AgInt no AREsp 1.023.256/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 24/4/2020; e AgInt nos EDcl no AREsp 1.510.607/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 1º/4/2020. Ademais, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, uma vez que a parte recorrente não realizou de forma devida o indispensável cotejo analítico, que exige a transcrição de trechos dos julgados confrontados, bem como a demonstração clara das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e o(s) paradigma(s) indicado(s). Nesse sentido: "O dissídio jurisprudencial não foi comprovado, pois a parte agravante não efetuou o devido cotejo analítico entre as hipóteses apresentadas como divergentes, com transcrição dos trechos dos acórdãos confrontados, bem como menção das circunstâncias que os identifiquem ou assemelhem, nos termos dos arts. 541, parágrafo único, do CPC/1973 (ou 1.029, § 1º, do CPC/2015) e 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ". (AgInt no REsp n. 1.840.089/CE, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 8/6/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.849.315/SP, relator Ministro Marcos Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1º/8/2020; AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.617.771/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 13/8/2020; AgRg no AREsp n. 1.422.348/RS, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 13/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.456.746/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 3/6/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.