AREsp 1599206 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque, conforme a jurisprudência do STJ, o meio adequado para impugnar a aplicação dos arts. 543-B/543-C do CPC é o agravo interno julgável no tribunal de origem, e porque a parte agravante deixou de atacar especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso, nos termos da...
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- Parties
- Agravante: Município de Santa Rita; Agravado: Presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Agravo Interposto Contra Decisão Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Agravo Regimental, Agravo Interno, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Art. 543 B Do CPC, Art. 543 C Do CPC
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Parties
Município de Santa Rita
Agravante
Presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental / Agravo Interposto Contra Decisão Que Negou Seguimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento de agravo regimental/novo recurso especial contra acórdão proferido em agravo interno que manteve decisão que negou seguimento ao recurso especial com base no art. 543-C, §7º, do CPC
- 2 adequação do agravo interno como meio para impugnar aplicação do art. 543-B e 543-C do CPC
- 3 necessidade de impugnação específica dos fundamentos da decisão que inadmite recurso (Súmula 182/STJ)
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque, conforme a jurisprudência do STJ, o meio adequado para impugnar a aplicação dos arts. 543-B/543-C do CPC é o agravo interno julgável no tribunal de origem, e porque a parte agravante deixou de atacar especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso, nos termos da Súmula 182/STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Não conheço do agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado pelo Município de Santa Ritacontra decisão da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, que negou seguimento ao recurso especialem relação à suposta afronta ao art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997 e inadmitiu o recurso quanto às demais questões, em razão da aplicação da Súmula 7/STJ. A parte recorrente sustenta, em síntese, que "ainda está em discussão qual o índice de correção monetária aplicável à Fazenda Pública, uma vez que o acórdão que declarou a inconstitucionalidade da utilização da TR para a correção monetária das condenações da Fazenda Pública antes da inscrição do precatório ainda não transitou em julgado, o que impede a produção regular dos seus efeitos.Por isso é que se apresentou o Recurso Especial, que também teve seguimento denegado, contrariando a lei federal e deixando de analisar a jurisprudência dominante dos Tribunais Pátrios." (fl. 293) Afirma, ainda, que "o índice de correção monetária que deve ser aplicado a TODO o período que antecede a expedição de precatórios/requisições de pequeno valor é o índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, ou seja, a TR - Taxa Referencial, conforme previsto no art. 1-F, da Lei 9494/1997." (fl. 297) É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o único recurso cabível para suscitar possíveis equívocos na aplicação do art. 543-B ou 543-C do CPC/73 é o agravo interno, a ser julgado pelo Tribunal de origem, não havendo previsão legal para o cabimento de qualquer outro meio de impugnação. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO REPETITIVO. NÃO CABIMENTO DE NOVO RECURSO CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM AGRAVO REGIMENTAL MANEJADO CONTRA DECISÃO LOCAL QUE NEGA SEGUIMENTO A RECURSO ESPECIAL COM BASE NO ART. 543-C, § 7º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. 1. Nos termos da jurisprudência desta Corte, "o único recurso cabível para impugnação sobre possíveis equívocos na aplicação do art. 543-B ou 543-C é o Agravo Interno a ser julgado pela Corte de origem, não havendo previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual" (AgRg no AREsp 451.572/PR, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 18/3/2014, DJe 1º/4/2014). 2. Não se admite novo recurso especial contra acórdão que, no julgamento de agravo interno, mantém a decisão que negou seguimento ao apelo anterior com base no art. 543-C, § 7º, do CPC, por considerar que o julgado recorrido está de acordo com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, firmada em recurso representativo da controvérsia. 3. "O STJ, a partir do julgamento da Questão de Ordem no AG nº 760.358/SE por parte do STF (rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJ 19/11/2009), firmou orientação de que eventual correção de equívocos na aplicação da sistemática da repercussão geral deve ser feita pelo Tribunal de origem em sede de agravo interno" (QO no Ag 1.154.599/SP, Rel. Ministro Cesar Asfor Rocha, Corte Especial, julgado em 16/02/2011, DJe 12/05/2011.). Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 669.431/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 13/08/2015) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO REPETITIVO. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE. INTERPOSIÇÃO DE NOVO APELO ESPECIAL CONTRA ACÓRDÃO PROFERIDO EM SEDE DE AGRAVO REGIMENTAL MANEJADO CONTRA DECISÃO LOCAL QUE NEGA SEGUIMENTO A RECURSO ESPECIAL COM BASE NO ARTIGO 543-C, § 7º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. NÃO CABIMENTO. 1. "O único recurso cabível para impugnação sobre possíveis equívocos na aplicação do art. 543-B ou 543-C é o Agravo Interno a ser julgado pela Corte de origem, não havendo previsão legal de cabimento de recurso ou de outro remédio processual" (AgRg no AREsp 451.572/PR, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 1º/4/2014). Precedente mais recente: AgRg no AREsp 551886/PB, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 01/09/2014. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 535.840/PB, Primeira Turma, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe de 16/9/2014) É oportuno ressaltar que esse entendimento foi ratificado pela Corte Especial deste STJ: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO, NO TRIBUNAL A QUO, QUE NEGA SEGUIMENTO AO ESPECIAL COM BASE NO ART. 543-C DO CPC. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DO ART. 544 DO CPC. DESCABIMENTO. ERRO GROSSEIRO. NÃO CONFIGURAÇÃO. REMESSA DO RECURSO PELO STJ À CORTE DE ORIGEM PARA APRECIAÇÃO COMO AGRAVO INTERNO. AGRAVO PROVIDO. 1. No julgamento da Questão de Ordem no Ag 1.154.599/SP, a Corte Especial assentou o entendimento de que não cabe agravo (CPC, art.544) contra decisão que nega seguimento a recurso especial com base no art. 543-C, § 7º, I, do CPC, podendo a parte interessada manejar agravo interno ou regimental na origem, demonstrando a especificidade do caso concreto. 2. Entretanto, o art. 544 do CPC prevê o cabimento do agravo contra a decisão que não admite o recurso especial, sem fazer distinção acerca do fundamento utilizado para a negativa de seguimento do apelo extraordinário. O não cabimento do agravo em recurso especial, naquela hipótese, deriva de interpretação adotada por esta Corte Superior, a fim de obter a máxima efetividade da sistemática dos recursos representativos da controvérsia, implementada pela Lei 11.672/2008. 3. Então, se equivocadamente a parte interpuser o agravo do art. 544 do CPC contra a referida decisão, por não configurar erro grosseiro, cabe ao Superior Tribunal de Justiça remeter o recurso à Corte de origem para sua apreciação como agravo interno. 4. Agravo interno provido. (AgRg no AREsp 267.592/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, CORTE ESPECIAL, julgado em 05/08/2015, DJe 25/09/2015) Ademais, a parte agravante deixou de rebater, de modo específico, o fundamento da decisão que inadmitiu o recurso especial com base na aplicação da Súmula 7/STJ, o que faz incidira Súmula 182/STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida."). Essa foi a linha de entendimento recentemente confirmada pela Corte Especial do STJ, na assentada de 19 de setembro de 2018, ao julgar o EAREsp 701.404/SC e o EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luís Felipe Salomão, DJe de 30.11.2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Publique-se.