AREsp 1835563 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial porque as razões do recurso especial não indicaram com precisão os dispositivos legais objeto do dissídio, configurando deficiência de fundamentação nos termos da Súmula 284/STF, e porque os acórdãos paradigmas invocados são provenientes do mesmo Tribunal,...
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- Parties
- Agravante: CIPASA DESENVOLVIMENTO URBANO S.A; Agravantes: OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 April 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Sobre Não Admissão De Recurso Especial (decisão Monocrática)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Recolhimento Do Preparo, Regularização Do Preparo (art. 1007 §4º Cpc), Preclusão Consumativa, Deserção, Multa Prevista No Art. 1021 §4º Do CPC, Dissídio Jurisprudencial, Súmula 284/stf, Súmula 13/stj
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Parties
CIPASA DESENVOLVIMENTO URBANO S.A
Agravante
OUTROS
Agravantes
Procedural Posture
Agravo / Decisão Sobre Não Admissão De Recurso Especial (decisão Monocrática)
Legal Issues
- 1 deficiência de fundamentação por ausência de indicação precisa dos dispositivos legais objeto do dissídio (Súmula 284/STF)
- 2 impossibilidade de demonstrar divergência jurisprudencial por meio de acórdãos do mesmo tribunal (Súmula 13/STJ)
- 3 questões relativas ao recolhimento e regularização do preparo e à configuração de deserção e aplicação de multa (art. 1007 §4º e art. 1021 §4º do CPC)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial porque as razões do recurso especial não indicaram com precisão os dispositivos legais objeto do dissídio, configurando deficiência de fundamentação nos termos da Súmula 284/STF, e porque os acórdãos paradigmas invocados são provenientes do mesmo Tribunal, o que não demonstra divergência apta a autorizar recurso especial conforme a Súmula 13/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por CIPASA DESENVOLVIMENTO URBANO S.A e OUTROS contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "c" da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO, assim resumido: AGRAVO INTERNO DECISÃO MONOCRÁTICA RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO RECOLHIMENTO DO PREPARO A DESTEMPO OPORTUNIZADA REGULARIZAÇÃO PARA RECOLHIMENTO EM DOBRO ART 1007 §4º DO CPC NÃO ATENDIMENTO PELA PARTE PRECLUSÃO CONSUMATIVA DESERÇÃO CONFIGURADA INAPLICABILIDADE DA MULTA PREVISTA NO ART 1021 §4º DO CPC DECISÃO MANTIDA RECURSO DESPROVIDO Quanto à controvérsia, alega divergência jurisprudencial no que concerne à validade do recolhimento do preparo, e aponta como paradigma o seguinte julgado: Agravo de Instrumento n. 10112657220188110000 do TJMT. É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar com precisão quais dispositivos legais seriam objeto de dissídio interpretativo, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que, "uma vez observado, no caso concreto, que nas razões do recurso especial não foram indicados os dispositivos de lei federal acerca dos quais supostamente há dissídio jurisprudencial, a única solução possível será o não conhecimento do recurso por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF". (AgRg no REsp 1.346.588/DF, relator Ministro Arnaldo Esteves Lima, Corte Especial, DJe de 17/3/2014.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1.616.851/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/8/2020; AgInt no AREsp 1.518.371/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 15/5/2020; AgInt no AREsp 1.552.950/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 8/5/2020; AgInt no AREsp 1.023.256/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 24/4/2020; e AgInt nos EDcl no AREsp 1.510.607/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 1º/4/2020. Ademais, incide o óbice da Súmula n. 13/STJ uma vez que "a divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja recurso especial". Nessa linha: "Acórdãos paradigmas provenientes do mesmo Tribunal prolator da decisão recorrida não se prestam a demonstrar a divergência ensejadora do recurso especial, nos termos do enunciado n. 13 da Súmula do STJ". (AgInt no REsp 1.854.024/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 12/6/2020.) Vejam-se ainda os seguintes julgados: AgInt no REsp 1.635.570/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 24/4/2020; AgInt nos EDcl no REsp 1.790.947/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 19/11/2019; AgInt no AgInt no AREsp 1.161.709/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 23/5/2018; e EREsp 147.339/SP, relator Ministro Fernando Gonçalves, Corte Especial, DJ de 29/8/2005. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.