AREsp 2706935 - DECISAO
O agravo não foi conhecido por violação ao princípio da dialeticidade, pois a recorrente não demonstrou a ocorrência do alegado dissídio jurisprudencial nos moldes do art. 1.029, §1º do CPC/15 nem impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada, autorizando o não conhecimento com fundamento no art. 932,...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: PROJETO IMOBILIARIO E 23 SPE LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (art. 1.042, Do Cpc/15) / Decisão De Não Conhecimento (admissibilidade)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Dissídio Jurisprudencial, Honorários Advocatícios
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Parties
PROJETO IMOBILIARIO E 23 SPE LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (art. 1.042, Do Cpc/15) / Decisão De Não Conhecimento (admissibilidade)
Legal Issues
- 1 Violação ao princípio da dialeticidade por ausência de impugnação específica
- 2 Ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC/15
- 3 Aplicação do art. 932, III, do CPC/2015 e da Súmula 182/STJ por analogia
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido por violação ao princípio da dialeticidade, pois a recorrente não demonstrou a ocorrência do alegado dissídio jurisprudencial nos moldes do art. 1.029, §1º do CPC/15 nem impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada, autorizando o não conhecimento com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015 e na aplicação por analogia da Súmula 182/STJ; majoraram-se honorários em 10% nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Majoro os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já fixado na origem, observado, se for o caso, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo (art. 1.042, do CPC/15), interposto por PROJETO IMOBILIARIO E 23 SPE LTDA., contra decisão que negou seguimento a recurso especial com fundamento na ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial - fls. 642/643 (e-STJ): Em suas razões de agravo, buscando destrancar o processamento do apelo nobre (fls. 646/664, e-STJ), a empresa recorrente reitera as razões do apelo especial, oportunidade em que lança argumentos para desconstituir os fundamentos que embasaram o decisum recorrido. Sem contraminuta (certidão de fl. 666, e-STJ). É o relatório. Decido. O recurso não é admissível, por violação ao princípio da dialeticidade. 1. Com efeito, a recorrente limitou-se a renegar, genericamente, o juízo de admissibilidade realizado na origem, reafirmando os argumentos deduzidos no apelo nobre, sem, contudo, efetivamente demonstrar a inadequação do óbice invocado. Em um exame acurado das razões de agravo em recurso especial (fls. 646/664, e-STJ), observa-se que a empresa insurgente não demonstrou que comprovou a ocorrência do alegado dissenso interpretativo, nos moldes exigidos pelo art. 1.029, § 1º, do CPC/15, inclusive com a transcrição dos trechos que configurem o dissídio, demonstrando a similitude da base fática e a divergência de resultados em torno da mesma questão jurídica, mediante o confronto analítico entre o acórdão combatido e os paradigmas indicados, não se revelando a mera transcrição de ementas suficiente para tanto. Como é cediço, a falta de ataque específico aos fundamentos da decisão agravada encontra óbice na Súmula 182/STJ e no artigo 932, III, do NCPC: Art. 932. Incumbe ao relator: (..) III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; (grifos acrescidos) Conforme já decidiu o STJ, "à luz do princípio da dialeticidade, que norteia os recursos, deve a parte recorrente impugnar todos os fundamentos suficientes para manter o acórdão recorrido, de maneira a demonstrar que o julgamento proferido pelo Tribunal de origem merece ser modificado, ou seja, não basta que faça alegações genéricas em sentido contrário às afirmações do julgado contra o qual se insurge" (AgRg no Ag 1.056.913/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 26.11.2008 - grifos nossos). E, ainda, "Inexistindo impugnação específica ao decisum impugnado, restou desatendido o princípio da dialeticidade, motivo pelo qual incide, no caso em exame, por analogia, a Súmula n. 182/STJ: "É inviável o exame do agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada." (AgRg no AgRg nos EAREsp 557.525/PR, Rel. Ministro Jorge Mussi, Corte Especial, DJe 14/12/2015). 2. Do exposto, com fulcro no art. 932, III, do CPC/2015, e na aplicação, por analogia, do Enunciado n. 182 da Súmula deste STJ, não conheço do agravo em recurso especial. Por conseguinte, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor já fixado na origem, observado, se for o caso, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA