AREsp 2691268 - DECISAO
Não conheço do agravo em recurso especial porque a agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ, devendo o recorrente refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem; a decisão foi proferida com fundamento no art. 932, III, do CPC e em consonância...
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- Parties
- Agravante: HOTEL SOL LTDA.; Agravada: ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGA DOS DO BANCO DO BRASIL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (inadmissão)
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Agravo Interno, Agravo De Instrumento, Reexame De Provas
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Parties
HOTEL SOL LTDA.
Agravante
ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGA DOS DO BANCO DO BRASIL
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento (inadmissão)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7/STJ como óbice à admissibilidade do recurso especial
- 2 exigência de refutar todos os fundamentos de inadmissão adotados pelo tribunal de origem
- 3 alegação de insuficiente fundamentação da decisão de inadmissão
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo em recurso especial porque a agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ, devendo o recorrente refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem; a decisão foi proferida com fundamento no art. 932, III, do CPC e em consonância com precedentes do STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Previno as partes sobre possibilidade de condenação nas penalidades dos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC em caso de recurso manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por HOTEL SOL LTDA., contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal. Agravo de instrumento: interposto pela agravante, em face de ASSOCIAÇÃO DOS ADVOGA DOS DO BANCO DO BRASIL, contra decisão que deferiu a expedição de alvará em favor da agravada para transferência de quantia depositada em conta judicial. Acórdão: negou provimento ao agravo interno interposto pelo agravante contra a decisão monocrática que não conheceu do agravo de instrumento, nos termos da seguinte ementa: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU O RECURSO. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO/REFORMA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS APTOS À MODIFICAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. 1. Inexistindo razões que ensejam a alteração da decisão monocrática do relator, sobretudo por guardar consonância com os precedentes do Superior Tribunal de Justiça e deste Tribunal, o desprovimento do Agravo Interno é medida que se impõe. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO. Decisão de admissibilidade do TJ/GO: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) incidência da Súmula 7/STJ (quanto à discussão acerca das alegadas nulidades dos atos subsequentes do cumprimento de sentença). Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante aduz que: i) a decisão de admissibilidade não teria sido devidamente fundamentada, visto que houve apenas a menção da Súmula 7/STJ, sem a apresentação de uma justificativa lógica e coerente; e ii) não incidiria a Súmula 7/STJ, visto que pretende apenas a correta aplicação do direito, as premissas necessárias ao julgamento estariam dispostas nas decisões proferidas pelo Tribunal de origem, não haveria a necessidade de análise do acervo probatório e seria possível a revaloração dos fatos. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade do seguinte óbice: i) Súmula 7/STJ. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram a inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, 3ª Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, 4ª Turma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA