AREsp 2788205 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e individualizada os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial e porque as razões trazidas exigem reexame de fatos e provas, providência vedada no âmbito do recurso especial em razão da Súmula 7/STJ.
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- Parties
- Agravante: MAURO TREIGER ROZENSZJN
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo/decisão Que Não Admitiu O Recurso Especial
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Súmula 7/stj, Princípio Da Dialeticidade Recursal, Reexame Fático Probatório
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Parties
MAURO TREIGER ROZENSZJN
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo/decisão Que Não Admitiu O Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se as razões do agravo impugnaram especificamente os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial
- 2 Se a análise demandaria reexame de fatos e provas vedado no recurso especial (Súmula 7/STJ)
- 3 Aplicação do princípio da dialeticidade recursal e do dever de impugnação específica
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e individualizada os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial e porque as razões trazidas exigem reexame de fatos e provas, providência vedada no âmbito do recurso especial em razão da Súmula 7/STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo manejado por MAURO TREIGER ROZENSZJN contra decisão que não admitiu recurso especial interposto contra acórdão, assim ementado (fl. 276): AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. ITD. DECISÃO DE REJEIÇÃO DE EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. 1. Preliminar de intempestividade do recurso. Rejeição. A doença do advogado pode constituir justa causa no caso em que ele for o único representante da parte no processo, desde que apresentada prova hábil em demonstrar a incapacidade de exercício da profissão. Precedentes do STJ e deste Tribunal de Justiça. 2. A alegação de pagamento pode ser apreciada dentro dos próprios autos da execução fiscal por configurar causa suscetível a pôr fim ao crédito tributário, contanto que haja prova pré-constituída. 3. O valor pago posteriormente (R$ 68.872,65) está aquém, inclusive, do valor histórico do débito fiscal (R$ 99.826,56). 4. Não existe cobrança em duplicidade com base no mesmo fato gerador. Na verdade, o que há é, de um lado, o débito de ITD parcelado administrativamente e não adimplido e, posteriormente, inscrito em dívida ativa e, de outro, um pagamento isolado que deve ser aproveitado apenas para efeito de abatimento da dívida. 5. Desprovimento do recurso. É o relatório. Decido. Nos termos do que dispõem os artigos 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RI/STJ (redação dada pela Emenda Regimental n. 22, de 2016), compete ao agravante impugnar especificamente os fundamentos da decisão que obstou o recurso especial na origem. Assim, além da manifestação do inconformismo, inerente ao ato de irresignação, impõe-se ao recorrente o ônus de contrapor-se, de forma clara e específica, a todos os fundamentos da decisão agravada, conforme determina a lei processual civil e o princípio da dialeticidade. Com efeito, encontra-se consolidado nesta Corte o entendimento de que incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. A propósito: EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018. Na espécie, as razões do AREsp, por se tratar, notadamente, de alegações sobre provas, com prints de diversos documentos, não são hábeis para impugnar especificamente o óbice da Súmula 7/STJ aplicado pela decisão que inadmitiu o recurso especial, ao fundamento de que a conclusão do acórdão deu-se com base nas provas, conforme transcrição que faz a fls. 367/368, cuja revisão pretendida pela parte demanda reexame fático-probatório, inviável no âmbito do recurso especial. Com efeito, quanto à Súmula 7/STJ, nota-se que as razões do AREsp demonstram que a análise da pretensão recursal demanda reexame de fatos e provas por esta Corte Superior, porquanto busca a modificação das próprias premissas fixadas nas instâncias ordinárias na via eleita, providência vedada no âmbito do recurso especial. Ao agravante impõe-se o ônus de observar o contexto em que os fundamentos da decisão da Corte de origem foram lançados e impugná-los, de forma individualizada e específica, demonstrando, de forma clara, objetiva e concreta, o desacerto da decisão agravada - o que não ocorreu no caso dos autos - situação essa que impõe o não conhecimento do recurso. A propósito, na parte que interessa: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO, ANTE A AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INSURGÊNCIA DO DEMANDANTE. 1. Consoante expressa previsão contida nos arts. 932, III, do CPC e 253, I, do RISTJ, e em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que inadmitiu o apelo extremo, o que não aconteceu na hipótese. Incidência da Súmula 182 do STJ. 2. São insuficientes ao cumprimento do dever de dialeticidade recursal as alegações genéricas de inconformismo, devendo a parte recorrente, de forma clara, objetiva e concreta, demonstrar o desacerto da decisão impugnada. Precedentes. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.199.998/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 6/3/2023, DJe de 10/3/2023) PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA QUE NÃO CONHECEU DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTO INATACADO. .. .. 5. A iterativa jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que não se conhece de Agravo contra decisão monocrática que não ataca especificamente os fundamentos da decisão recorrida, de forma a demonstrar que o entendimento esposado merece modificação. Assim, não bastam alegações genéricas em sentido contrário às afirmações da decisão agravada. .. (AgInt no AREsp n. 1.715.725/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/2/2021, DJe de 1/3/2021) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO APELO NOBRE PROFERIDA PELA CORTE DE ORIGEM. NÃO CONHECIMENTO DO RECLAMO. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, as razões do agravo em recurso especial devem infirmar os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do apelo nobre, proferida pelo Tribunal de origem, sob pena de não conhecimento do reclamo por esta Corte Superior, nos termos do artigo 932, III, do CPC/2015 (artigo 544, § 4º, I, do CPC/1973). .. (AgInt no AREsp 993.261/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/8/2017, DJe 30/8/2017) Ante o exposto, não conheço do agravo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.