AREsp 2838244 - DECISAO
Não conhecer dos agravos em recurso especial porque os agravantes não impugnaram especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão de inadmissibilidade, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ; além disso, foram reiterados os requisitos para afastamento da Súmula...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: ESTADO DE RONDÔNIA; Agravante: CONSTRUTORA OPEL LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Dos Agravos
- Outcome
- NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Agravo, Súmula 7 Do STJ, Súmula 284 Do STF, Súmula 518 Do STJ, Divergência Jurisprudencial, Honorários Advocatícios
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Parties
ESTADO DE RONDÔNIA
Agravante
CONSTRUTORA OPEL LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Dos Agravos
Legal Issues
- 1 necessidade de impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial
- 2 inadmissibilidade por razões recursais dissociadas do acórdão recorrido (Súmula 284 do STF)
- 3 inadmissibilidade por aplicação da Súmula 518 do STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer dos agravos em recurso especial porque os agravantes não impugnaram especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão de inadmissibilidade, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ; além disso, foram reiterados os requisitos para afastamento da Súmula 7 e para demonstração de similitude fática em divergência jurisprudencial.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial
Orders
- Não conhecer dos agravos em recurso especial.
- Determino a majoração, em desfavor da parte recorrente, em 10% sobre o valor já arbitrado dos honorários de advogado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo e eventual concessão da gratuidade da justiça.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravos em recurso especial apresentados pelo ESTADO DE RONDÔNIA e por CONSTRUTORA OPEL LTDA. contra decisão que inadmitiu apelos nobres interpostos com fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal. Passo a decidir. Impende destacar que não deve ser conhecido o agravo que não ataque especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos dos arts. 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Confira-se o teor dos dispositivos citados: Art. 932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Art. 253. O agravo interposto de decisão que não admitiu o recurso especial obedecerá, no Tribunal de origem, às normas da legislação processual vigente. (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá: (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) I - não conhecer do agravo inadmissível, prejudicado ou daquele que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida; A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial n. 701.404/SC, 746775/PR e 831.326/SP, decidiu pela necessidade de o agravante impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, autônomos ou não, para justificar a inadmissão do recurso especial, sob pena de seu recurso não ser conhecido. No caso, da análise dos autos, verifico que a inadmissão do especial do ESTADO DE RONDÔNIA se deu com base nos seguintes fundamentos: razões recursais dissociadas do acórdão recorrido (Súmula 284 do STF) e Súmula 518 do STJ. Já o apelo nobre de CONSTRUTORA OPEL LTDA foi inadmitido pelos seguintes óbices: Súmula 7 do STJ e ausência de similitude fática. Entretanto, o ente público deixou de impugnar específica e adequadamente os referidos fundamentos. A segunda agravada, por sua vez, deixou de rebater especificamente a ausência de similitude fática. Destaco, por oportuno, não ser suficiente a apresentação de razões genéricas sobre o óbice apontado pela decisão de inadmissibilidade, sendo exigível do agravante o efetivo ataque aos seus fundamentos. Em relação à Súmula 7 do STJ, é de rigor que, além da contextualização do caso concreto, a impugnação contenha as devidas razões pelas quais se entende ser possível o conhecimento da pretensão independentemente do reexame de fatos e provas, mediante, por exemplo, a apresentação do cotejo entre as premissas fáticas e as conclusões delineadas no acórdão recorrido e sua tese recursal, a fim de demonstrar a prescindibilidade do revolvimento fático-probatório. No que tange à ausência de similitude fática para comprovação da divergência jurisprudencial, caberia à parte agravante demonstrar se o recurso especial interposto efetivamente atendeu aos requisitos previstos nos artigos 1.029, § 1º, do CPC/2015 e 255, §1º, do Regimento Interno do STJ. Cumpre ressaltar que o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do apelo nobre, deve analisar os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, não havendo que falar em usurpação da competência do STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.107.891/PR, Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 30/11/2022; AgInt no AREsp n. 2.164.815/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022; e AgInt no AREsp n. 2.098.383/BA, Relator Ministro Manoel Erhardt (desembargador donvocado do TRF5), Primeira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO dos agravos em recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração de tal verba, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA