AREsp 2350210 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem examinou e fundamentou adequadamente a admissibilidade e o mérito do recurso especial, não havendo omissão ou contradição que justifique a subida do recurso especial; aplicou-se o entendimento do Tema 1.034/STJ quanto à necessidade de manutenção de ativos e...
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- Parties
- Agravante: UNIMED SEGUROS SAÚDE S.A.; Recorrida: INES ROSA KOTZ
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Juízo De Admissibilidade (instância De Origem)
- Outcome
- agravo em recurso especial não provido
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Plano De Saúde Coletivo, Art. 31 Da Lei 9.656/1998, Igualdade De Condições Assistenciais, Honorários Advocatícios
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Parties
UNIMED SEGUROS SAÚDE S.A.
Agravante
INES ROSA KOTZ
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Juízo De Admissibilidade (instância De Origem)
Legal Issues
- 1 ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022 do CPC por omissão no acórdão recorrido
- 2 violação dos arts. 478, 479, 757 e 760 do Código Civil
- 3 ofensa ao art. 51, §2º, do Código de Defesa do Consumidor
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem examinou e fundamentou adequadamente a admissibilidade e o mérito do recurso especial, não havendo omissão ou contradição que justifique a subida do recurso especial; aplicou-se o entendimento do Tema 1.034/STJ quanto à necessidade de manutenção de ativos e inativos em plano coletivo único e aos efeitos sobre custeio.
Court Disposition
agravo em recurso especial não provido
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Majoro os honorários fixados em desfavor da parte recorrente para 18% sobre o valor atualizado da condenação.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo interposto por UNIMED SEGUROS SAÚDE S.A. contra decisão que obstou a subida de recurso especial. Extrai-se dos autos que a parte agravante interpôs recurso especial, com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL cuja ementa guarda os seguintes termos (fl. 435): APELAÇÃO CÍVEL. SEGUROS. PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE VALORES. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. BENEFICIÁRIA APOSENTADA NO CURSO DA CONTRATUALIDADE. MANUTENÇÃO POR TEMPO INDETERMINADO. ARTIGO 31 DA LEI N. 9.656/98. IGUALDADE DE CONDIÇÕES ASSISTENCIAIS E DE CUSTEIO DO PLANO DE SAÚDE AOS BENEFICIÁRIOS ATIVOS E INATIVOS. TEMA 1.034 DO STJ. 1. O TEMA 1034 DO STJ FIRMOU A TESE DE QUE "O ART. 31 DA LEI N. 9.656/1998 IMPÕE QUE ATIVOS E INATIVOS SEJAM INSERIDOS EM PLANO DE SAÚDE COLETIVO ÚNICO, CONTENDO AS MESMAS CONDIÇÕES DE COBERTURA ASSISTENCIAL E DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, O QUE INCLUI, PARA TODO O UNIVERSO DE BENEFICIÁRIOS, A IGUALDADE DE MODELO DE PAGAMENTO E DE VALOR DE CONTRIBUIÇÃO, ADMITINDO-SE A DIFERENCIAÇÃO POR FAIXA ETÁRIA SE FOR CONTRATADA PARA TODOS, CABENDO AO INATIVO O CUSTEIO INTEGRAL, CUJO VALOR PODE SER OBTIDO COM A SOMA DE SUA COTA-PARTE COM A PARCELA QUE, QUANTO AOS ATIVOS, É PROPORCIONALMENTE SUPORTADA PELO EMPREGADOR.". 2 . HIPÓTESE EM QUE A RÉ INCLUIU A PARTE DEMANDANTE EM PLANO ESPECÍFICO PARA INATIVOS, COM MODELO CONTRIBUTIVO DIFERENCIADO EM RELAÇÃO AOS BENEFICIÁRIOS ATIVOS. SENTENÇA REFORMADA, NO PONTO. RECURSO PROVIDO. Rejeitados os embargos de declaração opostos (fls. 466-469). No recurso especial, a parte recorrente alega, preliminarmente, ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022 e 1.025 do Código de Processo Civil, porquanto, apesar da oposição dos embargos de declaração, o Tribunal de origem não se pronunciou sobre pontos necessários ao deslinde da controvérsia. Aduz, no mérito, violação dos arts. 478, 479, 757 e 760 do Código Civil; do art. 51, §2º, do Código de Defesa do Consumidor; e dos arts. 31 e 35-G da Lei n. 9.656/1998. Aponta divergência jurisprudencial com arestos desta Corte. Não foram oferecidas contrarrazões ao recurso especial (fl. 582). Sobreveio juízo de admissibilidade negativo na instância de origem (fls. 590-595), o que ensejou a interposição do presente agravo. Apresentada contraminuta do agravo (fls. 681-686). Instado a se manifestar, o Ministério Público opinou pelo não provimento do agravo (fls. 717-720). É, no essencial, o relatório. A decisão agravada não merece reforma. Com efeito, o Tribunal de origem analisou detidamente o recurso especial interposto, devendo a decisão de admissibilidade ser mantida por seus próprios fundamentos. Inicialmente, não há falar em ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC, uma vez que o Tribunal de origem, ao dar provimento à apelação de INES ROSA KOTZ, deixou claro que (fl. 440): .. é impositivo que os ativos e inativos sejam inseridos em plano de saúde coletivo único, com as mesmas condições de cobertura assistencial e de prestação de serviço, assim entendidas a igualdade de modelo de pagamento e de valor de contribuição, com diferenciação por faixa etária apenas se for contratada para todos, questão confessadamente não observada pela ré. Contudo, cabe ao inativo o custeio integral da mensalidade, haja vista o afastamento da cota parte do patrocinador (estipulante). Observa-se, portanto, que a lide foi solucionada em conformidade com o que foi apresentado em juízo. Verifica-se que o acórdão recorrido possui fundamentação suficiente, inexistindo omissão ou contradição. A propósito, cito os seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO DIRETA. UTILIDADE PÚBLICA. CONCESSIONÁRIA DE VEÍCULOS. RECURSO ESPECIAL. OFENSA AO ARTIGO 1022, II, DO CPC/15. INOCORRÊNCIA. DEVOLUÇÃO TOTAL DA MATÉRIA EM REEXAME NECESSÁRIO. SÚMULA 325/STJ. NECESSIDADE DE ALUGAR IMÓVEL LINDEIRO PARA ALTERAR ACESSO A LOJA. INDENIZAÇÃO AFASTADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REVISÃO. SÚMULA 7/ STJ. 1. Os arts. 489, § 1º, e 1.022 do Código de Processo Civil não foram ofendidos. A pretexto de apontar a existência de erros materiais, omissão e premissas erradas, a parte agravante quer modificar as conclusões adotadas pelo aresto vergastado a partir das informações detalhadas do laudo pericial. .. 5. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.974.188/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 17/10/2022, DJe de 4/11/2022.) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. DANO MORAL. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DO SERVIÇO DE ÁGUA . DEMORA INJUSTIFICADA NO RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO. ARTS. 489, § 1º, E 1022, II, DO CPC. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. DEVER DE INDENIZAR. REQUISITOS PARA A RESPONSABILIZAÇÃO DA CONCESSIONÁRIA. ACÓRDÃO ANCORADO NO SUBSTRATO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. VALOR DA INDENIZAÇÃO. EXCESSO NÃO CARACTERIZADO. 1. Cuida-se de ação de procedimento ordinário ajuizada em desfavor de SAMAR - Soluções Ambientais de Araçatuba, com o fim de obter indenização pelos danos morais que alega ter sofrido com suspensão do serviço de água na residência da autora. 2. Verifica-se, inicialmente, não ter ocorrido ofensa aos arts. 489, § 1º, e 1.022, II, do CPC, na medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões que lhe foram submetidas e apreciou integralmente a controvérsia posta nos autos. .. 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.118.594/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 22/11/2022, DJe de 25/11/2022; Grifo meu.) Ante o exposto, nego provimento ao agravo em recurso especial. Nos termos do art. 8 5, § 11, do CPC, majoro os honorários fixados em desfavor da parte recorrente para 18% sobre o valor atualizado da condenação. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC. AGRAVO IMPROVIDO.