AREsp 2701430 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a agravante fez alegação genérica de omissão (art. 1.022, II, do CPC), sem demonstrar ponto omisso relevante, sendo aplicável por analogia a Súmula 284/STF, e eventual entendimento diverso implicaria reexame de fatos e provas, obstado pela Súmula...
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- Parties
- Agravante: DUBLIN LIVE MUSIC LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf, Correção Monetária E Juros De Mora, EC 113/2021, Repercussão Geral Tema 1.217
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Parties
DUBLIN LIVE MUSIC LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por aplicação da Súmula 7/STJ
- 2 aplicação por analogia da Súmula 284/STF em razão de alegações genéricas de omissão
- 3 impossibilidade de reexame de matéria fático-probatória em recurso especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque a agravante fez alegação genérica de omissão (art. 1.022, II, do CPC), sem demonstrar ponto omisso relevante, sendo aplicável por analogia a Súmula 284/STF, e eventual entendimento diverso implicaria reexame de fatos e provas, obstado pela Súmula 7/STJ; ademais o tribunal de origem reconheceu a regularidade dos encargos até a EC 113/2021, entendimento aderente ao Tema 1.217 do STF.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo.
- Não conheço do recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial contra decisão que inadmitiu o recurso especial interposto por DUBLIN LIVE MUSIC LTDA., com fundamento na incidência da Súmula 7/STJ e, por analogia, da Súmula 284/STF. Em suas razões recursais, a parte agravante sustenta o preenchimento dos requisitos de admissibilidade do recurso especial, pois os requisitos de admissibilidade foram atendidos. Assevera, ainda, que "tendo sido suscitada a inconstitucionalidade dos critérios de atualização e juros praticados pela municipalidade, caberia o exame detido da tese em pauta, com pronunciamento acerca da pertinência (ou impertinência) constitucional da norma impugnada à luz do Texto Constitucional: não basta, evidentemente, apontar que a matéria está "afetada" ao E. STF" (fl. 245). Contraminuta apresentada. É o relatório. Passo a decidir. De início, a agravante limitou-se a alegações de violação ao art. 1.022, II, do CPC, com efeito, "a alegação de afronta ao art. 1.022 do CPC, de forma genérica, sem a efetiva demonstração de omissão do acórdão recorrido no exame de teses imprescindíveis para o julgamento da lide, impede o conhecimento do recurso especial, ante a deficiência na fundamentação (Súmula 284 do STF)" (AgInt no AREsp n. 1.740.605/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). No caso, a parte recorrente não demonstra, de forma clara, qual seria o ponto omisso, contraditório ou obscuro do acórdão recorrido, bem como a sua importância para o deslinde da controvérsia, o que atrai a aplicação do óbice da Súmula 284/STF, aplicável, por analogia, no âmbito desta Corte. O Tribunal de origem reconheceu a regularidade dos encargos (correção monetária e juros de mora) aplicados pela Municipalidade até o advento da EC 113/2021, que uniformizou os consectários legais dos débitos fazendários à Taxa Selic, anotando que o entendimento acima exposto foi recentemente convalidado pelo E. STF ao reconhecer a repercussão geral do Tema n. 1.217. Entendimento diverso do que fundamentado pelo tribunal de origem, implicaria em reexame de fatos e provas, o que incidiria no óbice da Súmula 7/STJ. Nesse sentido: "É inviável, em sede de recurso especial, o reexame de matéria fático-probatória, nos termos da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"" (AgInt no AREsp n. 1.964.284/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). Isso posto, com fundamento no art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Sem condenação em honorários advocatícios recursais, tendo em vista que o agravo em recurso especial origina-se de acórdão proferido em julgamento de agravo de instrumento, no qual não houve a fixação de honorários advocatícios sucumbenciais. Intimem-se. EMENTA