AREsp 2881997 - DECISAO
Reconsiderada a decisão da Presidência para conhecer do agravo, o STJ negou-lhe provimento porque: (i) não compete ao STJ apreciar alegada violação constitucional; (ii) as razões recursais eram deficientes, justificando a aplicação da Súmula 284/STF; (iii) não houve omissão nos termos do art. 1.022 do CPC, pois o...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: parte agravante; Executada: parte executada; Embargante: embargante
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Reexame Pelo STJ Após Decisão Da Presidência Que Não Conheceu Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Conhecer do agravo e negar-lhe provimento
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prejudicialidade Externa, Omissão (art. 1.022 Cpc), Aplicação De Súmulas (stj E Stf), Laudo Pericial, Cumprimento De Sentença
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
parte agravante
Agravante
parte executada
Executada
embargante
Embargante
Procedural Posture
Agravo Interno / Reexame Pelo STJ Após Decisão Da Presidência Que Não Conheceu Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento de agravo interno contra decisão de Presidência que não conheceu agravo em recurso especial
- 2 possibilidade de exame de matéria constitucional pelo STJ
- 3 existência de prejudicialidade externa e necessidade de suspensão da execução
Ratio Decidendi
Reconsiderada a decisão da Presidência para conhecer do agravo, o STJ negou-lhe provimento porque: (i) não compete ao STJ apreciar alegada violação constitucional; (ii) as razões recursais eram deficientes, justificando a aplicação da Súmula 284/STF; (iii) não houve omissão nos termos do art. 1.022 do CPC, pois o Tribunal a quo enfrentou as questões; e (iv) já existia laudo pericial com recálculo não impugnado, afastando a prejudicialidade que justificaria o sobrestamento da execução.
Court Disposition
Conhecer do agravo e negar-lhe provimento
Orders
- Reconsiderar a decisão da Presidência do STJ
- Conhecer do agravo nos próprios autos
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno (fls. 1.055-1.058) interposto contra decisão da Presidência desta Corte que não conheceu do agravo em recurso especial (fls. 1.051-1.052). Em suas razões, a parte agravante aduz que impugnou todos os fundamentos da decisão de admissibilidade do especial. Ao final, pede a reconsideração da decisão monocrática ou a apreciação do agravo pelo Colegiado. Contrarrazões às fls. 1.064-1.066. É o relatório. Decido. A parte recorrente atacou todos os pontos da decisão que não admitiu o recurso especial, devendo ser afastada a Súmula n. 182/STJ. Assim, reconsidero a decisão agravada, proferida pela Presidência do STJ, e passo a novo exame do recurso. Na origem, o recurso especial não foi admitido em virtude da impossibilidade de análise de violação constitucional, ausência de negativa de prestação jurisdicional e incidência das Súmulas n. 5 e 7 do STJ e 284 do STF (fls. 1.008-1.010). O acórdão recorrido está assim ementado (fl. 895): AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. DECISÃO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE SUSPENSÃO DOS AUTOS. INSURGÊNCIA DA PARTE EXECUTADA. DEFENDIDA A SUSPENSÃO DO FEITO ATÉ O JULGAMENTO FINAL DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA EXARADA EM AÇÃO REVISIONAL, PARA AVERIGUAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE SALDO DEVEDOR. NÃO ACOLHIMENTO. EXISTÊNCIA DE LAUDO PERICIAL CONFECCIONADO POR PERITO NOMEADO PELO JUÍZO CONTENDO O RECÁLCULO DO CONTRATO REVISADO. OPERAÇÃO ARITMÉTICA QUE NÃO FORA IMPUGNADA PELA PARTE RECORRENTE NO PONTO. DESNECESSIDADE DE SOBRESTAMENTO DA AÇÃO EXECUTIVA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. Os embargos de declaração foram rejeitados (fls. 921-923). Nas razões do recurso especial (fls. 931-941), fundamentado no art. 105, III, "a" e "c", da CF, a parte recorrente apontou dissídio jurisprudencial e ofensa aos seguintes dispositivos legais: (i) art. 1.022, II, do CPC, alegando omissão quanto à prejudicialidade externa; e (ii) art. 313, IV, "a", do CPC, pois haveria prejudicialidade em relação à ação revisional. Aponta ainda violação dos arts. 93, IX, da CF, 489, § 1º, IV, e 805 do CPC. A insurgência não merece prosperar. Cumpre esclarecer que não cabe ao Superior Tribunal de Justiça manifestar-se acerca de suposta violação de dispositivos constitucionais, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Quanto aos art s. 489 e 805 do CPC, a parte não apresenta o motivo pelo qual teriam sido violados, em razões recursais deficientes que impõem a aplicação da Súmula n. 284/STF. Inexiste afronta ao art. 1.022 do CPC quando o acórdão recorrido pronuncia-se, de forma clara e suficiente, acerca das questões suscitadas nos autos, manifestando-se sobre todos os argumentos que, em tese, poderiam infirmar a conclusão adotada pelo Juízo. Em relação à tese, o Tribunal de origem assim se manifestou (fls . 893-894): Nesse aspecto, embora se poderia cogitar a existência de prejudicialidade externa ante a necessidade de recálculo do débito, circunstância que autorizaria a suspensão da ação originária, constata-se que já fora realizado laudo pericial nos autos do cumprimento de sentença (evento 160, LAUDO1, dos autos n. 5005480-96.2020.8.24.0075), com o recálculo do valor relacionado ao contrato n. 40/01670-6, o qual, ao menos nesse ponto, não fora impugnado pela recorrente (evento 166, PET1, dos citados autos). Desse modo, não assiste razão à parte, visto que o Tribunal a quo decidiu a matéria controvertida nos autos, ainda que contrariamente a seus interesses, não incorrendo em nenhum dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC. Quanto à prejudicialidade, a parte não infirmou, de forma especifica, o seguinte fundamento do acórdão dos embargos de declaração (fl. 922): Frisa-se, por fim, que o cumprimento de sentença n. 5005480-96.2020.8.24.0075 já se encontra sentenciado e o recurso de apelação interposto pela ora embargante já restou apreciado e desprovido por este Órgão Julgador. Incidência das Súmulas n. 283 e 284 do STF. Quanto à alínea "c", a parte deixou de apresentar o dissídio. Incide a Súmula n. 284/STF, tendo em vista a manifesta deficiência das razões recursais. Ante o exposto, reconsidero a decisão da Presidência desta Corte (fls. 1.051-1.052) para CONHECER do agravo nos próprios autos e NEGAR-LHE PROVIMENTO. Publique-se e intimem-se. EMENTA