REsp 1751869 - DECISAO
Não conhecer do recurso especial porque a recorrente deixou de indicar, de forma clara e precisa, os dispositivos de lei federal supostamente violados e de demonstrar efetivamente a alegada contrariedade, caracterizando deficiência na fundamentação e impedindo o conhecimento do recurso, com fundamento no art. 255, §...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 284/stf, Honorários Advocatícios Recursais, Indicação De Dispositivos Legais
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Parties
SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial pela necessidade de indicação clara dos dispositivos de lei federal
- 2 aplicação da Súmula 284/STF em razão de fundamentação deficiente
- 3 impossibilidade de condenação em honorários recursais por recurso interposto contra decisão publicada na vigência do CPC/1973
Ratio Decidendi
Não conhecer do recurso especial porque a recorrente deixou de indicar, de forma clara e precisa, os dispositivos de lei federal supostamente violados e de demonstrar efetivamente a alegada contrariedade, caracterizando deficiência na fundamentação e impedindo o conhecimento do recurso, com fundamento no art. 255, § 4º, I, do RISTJ e na Súmula 284/STF.
Court Disposition
Não conheço do recurso especial.
Orders
- Com fundamento no art. 255, § 4º, I, do RISTJ, não conheço do recurso especial.
- Sem condenação em honorários advocatícios recursais.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, recurso especial interposto por SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS contra acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO assim ementado: PROCESSUAL CIVIL AGRAVO ART 1021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL EXECUÇÃO FISCAL SEGURADORA EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL MULTA ADMINISTRATIVA INEXIGIBILIDADE AGRAVO DESPROVIDO Não foram interpostos embargos de declaração. Nas razões recursais, a parte recorrente sustenta, em síntese, violação ao art. 88 do Decreto-Lei 73/1966; ao art. 18, f, da Lei 6.024/1974; aos arts. 5º e 29 da Lei 6.830/1980 e ao art. 83, VII, da Lei 11.101/2005. Alega: "a multa que originou o débito é anterior a decretação da liquidação extrajudicial. Portanto, a multa imposta é anterior à liquidação e o Decreto-lei n. 73/66 que regia o mercado de seguros privados na época não vedava a cobrança da multa" (fl. 79). Afirma que "não são devidas as multas impostas após o ato de liquidação, sendo devidas as impostas antes do ato administrativo da liquidação" (fl. 83). Não foram apresentadas contrarrazões ao recurso. Parecer do Ministério Público Federal pelo não conhecimento do recurso especial (fls. 107-112). É o relatório. Passo a decidir. O recurso não merece prosperar. Cabe ressaltar que a admissibilidade do recurso especial, tanto pela alínea a quanto pela alínea c do permissivo constitucional, exige a clareza na indicação dos dispositivos de lei federal supostamente violados, assim como a demonstração efetiva da alegada contrariedade, sob pena de incidência da Súmula 284 do STF. Nas razões do recurso especial, de fato, a parte recorrente deixou de indicar precisamente como os dispositivos de lei federal teriam sido violados, caracterizando, assim, deficiência na fundamentação recursal, o que impede a análise da controvérsia. Nesse sentido: "O recurso excepcional possui natureza vinculada, exigindo, para o seu cabimento, a imprescindível demonstração do recorrente, de forma clara e precisa, dos dispositivos apontados como malferidos pela decisão recorrida juntamente com argumentos suficientes à exata compreensão da controvérsia estabelecida, sob pena de inadmissão" (AgInt no AREsp n. 2.372.506/PB, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 23/10/2023, DJe de 26/10/2023). Registre-se que a mera menção a artigos de lei ou a narrativa acerca da legislação federal de maneira esparsa no texto, sem a devida imputação de sua violação, não é suficiente para a transposição do óbice da Súmula 284/STF (AREsp n. 2.845.574/SC, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 30/6/2025, DJEN de 3/7/2025). Isso posto, com fundamento no art. 255, § 4º, I, do RISTJ, não conheço do recurso especial. Sem condenação em honorários advocatícios recursais, tendo em vista que o recurso especial foi interposto contra acórdão publicado na vigência do Código Processual Civil de 1973, como dispõe o Enunciado administrativo 7/STJ: "Somente nos recursos interpostos contra decisão publicada a partir de 18 de março de 2016, será possível o arbitramento de honorários sucumbenciais recursais, na forma do art. 85, § 11, do novo CPC". Intimem-se. EMENTA