AREsp 2585444 - DECISAO
Não conhecer do agravo por violação ao princípio da dialeticidade diante da ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015 e na aplicação, por analogia, da Súmula 182/STJ; mantidos os honorários sucumbenciais no percentual máximo previsto no § 2º...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: CREDITAS SOCIEDADE DE CRÉDITO DIRETO S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042, Cpc/15) / Decisão De Não Conhecimento (art. 932, Iii, Cpc/2015)
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recursos, Princípio Da Dialeticidade, Súmulas Do Stj/stf, Abusividade De Juros, Multas Processuais, Honorários Sucumbenciais
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Parties
CREDITAS SOCIEDADE DE CRÉDITO DIRETO S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042, Cpc/15) / Decisão De Não Conhecimento (art. 932, Iii, Cpc/2015)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7/STJ à pretensão de afastar multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/15
- 2 aplicação da Súmula 83/STJ quanto à limitação das taxas de juros remuneratórios à taxa média de mercado
- 3 incidência das Súmulas 05 e 07/STJ sobre abusividade da taxa de juros remuneratórios
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo por violação ao princípio da dialeticidade diante da ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015 e na aplicação, por analogia, da Súmula 182/STJ; mantidos os honorários sucumbenciais no percentual máximo previsto no § 2º do art. 85 do CPC, sem majoração.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Deixo de majorar os honorários sucumbenciais nesta oportunidade.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo (art. 1.042, do CPC/15), interposto por CREDITAS SOCIEDADE DE CRÉDITO DIRETO S.A., contra decisão que negou seguimento a recurso especial, sob os seguintes fundamentos (fls. 497/502, e-STJ): i) incidência do óbice contido na Súmula 7/STJ à pretensão voltada para afastar a multa aplicada com amparo no art. 1.026, § 2º, do CPC/15; ii) emprego do enunciado contido na Súmula 83/STJ à tese relacionada com a limitação das taxas de juros remuneratórios à taxa média de mercado, quando comprovado, no caso concreto, significativa discrepância entre a taxa contratada e aquela divulgada pelo Banco Central, colocando o consumidor em desvantagem exagerada; iii) incidência dos enunciados contidos nas Súmulas 05 e 07/STJ à pretensão voltada para afastar a abusividade da taxa de juros remuneratórios; iv) emprego doe enunciados contidos nas Súmulas 282 e 356/STF à apontada violação das regras previstas nos arts. 421, caput e parágrafo único e 422, do Código Civil, relativamente à apontada interferência na liberdade contratual, ante a inobservância dos princípios da intervenção mínima, probidade e boa-fé contratual. Daí o presente agravo (fls. 510/531, e-STJ), no qual a instituição financeira insurgente busca a reforma da decisão impugnada. Lança argumentos para desconstituir os fundamentos que embasaram a decisão recorrida, notadamente quanto ao emprego das Súmulas 05 e 07/STJ, no que tange ao reconhecimento da abusividade das taxas de juros pactuadas e à incidência dos enunciados contidos nas Súmulas 282 e 356/STF. No mais, repisa as razões trazidas no apelo nobre. Sem contraminuta (certidão de fl. 534, e-STJ). É o relatório. Decido. O recurso não é admissível, por violação ao princípio da dialeticidade. Em uma exame acurado das razões de agravo (art. 1.042, do CPC/15), depreende-se que a instituição financeira recorrente limitou-se a renegar, genericamente, o juízo de admissibilidade realizado na origem, reafirmando os argumentos deduzidos no apelo nobre, sem, contudo, efetivamente demonstrar a inadequação dos óbices invocados . No tocante à aplicação da Súmula 7/STJ à pretensão voltada para afastar a multa aplicada com amparo no art. 1.026, § 2º, do CPC/15 e ao emprego do enunciado contido na Súmula 83/STJ à tese relacionada com a limitação das taxas de juros remuneratórios à taxa média de mercado, quando comprovado, no caso concreto, significativa discrepância entre a taxa contratada e aquela divulgada pelo Banco Central, colocando o consumidor em desvantagem exagerada, verifica-se que a agravante não discorreu qualquer consideração apta a combater os referidos impedimentos. Como é cediço, a falta de ataque específico aos fundamentos da decisão agravada encontra óbice na Súmula 182/STJ e no artigo 932, III, do NCPC: Art. 932. Incumbe ao relator: (..) III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; (grifos acrescidos) Conforme já decidiu o STJ, "à luz do princípio da dialeticidade, que norteia os recursos, deve a parte recorrente impugnar todos os fundamentos suficientes para manter o acórdão recorrido, de maneira a demonstrar que o julgamento proferido pelo Tribunal de origem merece ser modificado, ou seja, não basta que faça alegações genéricas em sentido contrário às afirmações do julgado contra o qual se insurge" (AgRg no Ag 1.056.913/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 26.11.2008 - grifos nossos). E, ainda, "Inexistindo impugnação específica ao decisum impugnado, restou desatendido o princípio da dialeticidade, motivo pelo qual incide, no caso em exame, por analogia, a Súmula n. 182/STJ: "É inviável o exame do agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada." (AgRg no AgRg nos EAREsp 557.525/PR, Rel. Ministro Jorge Mussi, Corte Especial, DJe 14/12/2015). 2. Do exposto, com fulcro no art. 932, III, do CPC/2015, e na aplicação, por analogia, do Enunciado n. 182 da Súmula deste STJ, não conheço do agravo em recurso especial. Por fim, tendo em vista a fixação dos honorários sucumbenciais no percentual máximo estabelecido no § 2º do art. 85 do CPC, deixo de majorá-los nesta oportunidade. Publique-se. Intimem-se. EMENTA