AREsp 2497837 - DECISAO
Não conheço do recurso porque a parte não comprovou, de forma válida e tempestiva, a outorga de poderes à subscritora do agravo e ao patrono do recurso especial; a juntada do substabelecimento após a interposição foi preclusa, sendo aplicável a Súmula 115/STJ; determinou-se, ainda, a majoração de honorários em 15%...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante/recorrente: AMANA PARTICIPACOES LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Inadmissão/controle De Admissibilidade
- Outcome
- Não conheço do recurso
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recursos, Procuração E Substabelecimento, Representação Processual, Preclusão, Honorários Advocatícios
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Parties
AMANA PARTICIPACOES LTDA
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão De Inadmissão/controle De Admissibilidade
Legal Issues
- 1 ausência de procuração ou cadeia completa de substabelecimento no momento da interposição do agravo e do recurso especial
- 2 regularização tardia da representação (substabelecimento juntado após interposição)
- 3 preclusão quanto à juntada de instrumento de outorga de poderes
Ratio Decidendi
Não conheço do recurso porque a parte não comprovou, de forma válida e tempestiva, a outorga de poderes à subscritora do agravo e ao patrono do recurso especial; a juntada do substabelecimento após a interposição foi preclusa, sendo aplicável a Súmula 115/STJ; determinou-se, ainda, a majoração de honorários em 15% nos termos do art. 85, §11, do CPC, quando cabível.
Court Disposition
Não conheço do recurso
Orders
- Não conheço do recurso.
- Majoro os honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º e eventual concessão da gratuidade da justiça.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo interposto por AMANA PARTICIPACOES LTDA, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n. 02 e n. 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de AMANA PARTICIPACOES LTDA, a parte recorrente não procedeu à juntada da procuração e/ou cadeia completa de substabelecimento conferindo poderes à subscritora do agravo, Dra. Natiele Cristina Vicente Santos Pereira e do recurso especial, Dr. Jailson Soares. Ressalte-se que a petição de fls. 276/277, a parte trouxe o instrumento de substabelecimento, com o fim de regularizar a representação, no entanto, não pode ser aceito, em razão da preclusão. (AgInt no AREsp 1520555/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 30/6/2020; AgInt no REsp 1788526/TO, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; e AgInt no REsp 1830797/SE, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 18/3/2020.) Ademais, percebeu-se, no STJ, haver irregularidade na representação processual do recurso. A parte, embora regularmente intimada para sanar referido vício, não regularizou, uma vez que os poderes consignados no instrumento de substabelecimento de fl. 276, foram outorgados à subscritora do agravo em recurso especial em data posterior à sua interposição. A jurisprudência desta Corte entende que para suprir eventual vício de representação processual não basta a juntada de procuração ou substabelecimento, é necessário que a outorga de poderes tenha sido efetuada em data anterior à da interposição do recurso (AgInt no AREsp n. 1.512.704/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 17/2/2020, DJe de 19/2/2020, e AgRg no AREsp n. 1.825.314/RS, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado em 3/8/2021, DJe de 6/8/2021.). Dessa forma, o recurso não foi devida e oportunamente regularizado, incidindo, na espécie, o disposto na Súmula n. 115/STJ. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA