AREsp 2779888 - DECISAO
O recurso não foi conhecido porque a tese recursal não foi prequestionada pela corte de origem no viés pretendido e por não ter sido comprovado dissídio jurisprudencial mediante o cotejo analítico exigido; por isso, conheceu-se do agravo para não conhecer do Recurso Especial, com fundamento no art. 21-E, V, do...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: JULIO RAMOS CLEMENTINO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Prequestionamento, Dissídio Jurisprudencial, Agravo Interno, Multa Por Recurso Manifestamente Inadmissível, Tutela Antecipada Recursal
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JULIO RAMOS CLEMENTINO
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se a aplicação da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 exige declaração expressa de manifesta inadmissibilidade ou improcedência do agravo interno
- 2 Se houve prequestionamento da tese recursal pela corte a quo
- 3 Se foi demonstrado dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico exigido para o Recurso Especial
Ratio Decidendi
O recurso não foi conhecido porque a tese recursal não foi prequestionada pela corte de origem no viés pretendido e por não ter sido comprovado dissídio jurisprudencial mediante o cotejo analítico exigido; por isso, conheceu-se do agravo para não conhecer do Recurso Especial, com fundamento no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado por JULIO RAMOS CLEMENTINO à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alínea "a", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, assim resumido: AGRAVO INTERNO - DECISÃO MONOCRÁTICA INDEFERINDO A TUTELA ANTECIPADA RECURSAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - REANÁLISE DO CASO - DECISÃO MANTIDA. 1. O AGRAVO INTERNO SERÁ INTERPOSTO PARA O ÓRGÃO COLEGIADO COMPETENTE PARA O JULGAMENTO DO RECURSO, OU DO PROCESSO DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA CÍVEIS, CONTRA A DECISÃO PROFERIDA PELO RELATOR, NO PRAZO DE QUINZE DIAS. 2. REANALISADA A DISCUSSÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO E INEXISTINDO ELEMENTOS APTOS A JUSTIFICAR A MODIFICAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA, DEVE O AGRAVO INTERNO SER DESPROVIDO, MANTENDO-SE A DECISÃO DE INDEFERIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA NO AGRAVO DE INSTRUMENTO (ART. 1.019 C/C ART. 995, PARÁGRAFO ÚNICO, AMBOS DO CPC) (fl. 573). Quanto à controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação do art. 1.021, § 4º, do CPC, no que concerne à ausência de manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar a aplicação da multa por agravo interno manifestamente inadmissível, trazendo a seguinte argumentação: Ora, o dispositivo é claro no sentido de que não basta somente a unanimidade, o agravo interno tem que ser declarado manifestamente inadmissível ou improcedente com a devida fundamentação. Assim, o mero não conhecimento ou improcedência de recurso interno não enseja a automática condenação na multa do artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015 (fl. 587). É o relatório. Decido. Quanto à controvérsia, não houve o prequestionamento da tese recursal, porquanto a questão postulada não foi examinada pela Corte a quo sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: " .. o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentido de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26.5.2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.514.978/SC, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17.6.2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19.9.2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4.5.2018. Ademais, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, tendo em vista que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados, não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "Esta Corte já pacificou o entendimento de que a simples transcrição de ementas e de trechos de julgados não é suficiente para caracterizar o cotejo analítico, uma vez que requer a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência entre o caso confrontado e o aresto paradigma, mesmo no caso de dissídio notório". (AgInt no AREsp n. 1.242.167/MA, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 5.4.2019.) Ainda nesse sentido: "A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal". (AgInt no REsp n. 1.903.321/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16.3.2021.) Confiram-se também os seguintes precedentes: AgInt nos EDcl no REsp n. 1.849.315/SP, Rel. Ministro Marcos Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1º.8.2020; AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.617.771/RS, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 13.8.2020; AgRg no AREsp n. 1.422.348/RS, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 13.8.2020; AgInt no AREsp n. 1.456.746/SP, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 3.6.2020; AgInt no AREsp n. 1.568.037/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 12.5.2020; AgInt no REsp n. 1.886.363/RJ, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 28.4.2021; AgRg no REsp n. 1.857.069/PR, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 5.5.2021. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA