AREsp 2411856 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido ante a impugnação deficiente: os agravantes não demonstraram, de forma adequada e concreta, a incorreção dos fundamentos (Súmulas 7 e 83) que fundamentaram a decisão do Tribunal a quo, nem trouxeram precedentes contemporâneos ou prova de inaplicabilidade dos precedentes...
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- Parties
- Agravante: Bruna da Silva Pereira; Agravante: Geison Monte Carvalho Rocha
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Impugnação Adequada De Fundamentos, Súmula 182/stj, Súmula 83/stj, Súmulas 7 E 83 Do STJ, Art. 932, III, Cpc/2015
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Parties
Bruna da Silva Pereira
Agravante
Geison Monte Carvalho Rocha
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do agravo por impugnação genérica da decisão que não admitiu o recurso especial
- 2 aplicabilidade das Súmulas 7, 83 e 182 do STJ
- 3 ônus de demonstrar divergência jurisprudencial contemporânea
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido ante a impugnação deficiente: os agravantes não demonstraram, de forma adequada e concreta, a incorreção dos fundamentos (Súmulas 7 e 83) que fundamentaram a decisão do Tribunal a quo, nem trouxeram precedentes contemporâneos ou prova de inaplicabilidade dos precedentes invocados, atraindo a incidência da Súmula 182/STJ e violando o art. 932, III, do CPC/2015 em conjunto com o art. 3º do CPP.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial (arts. 932, III, do CPC/2015, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ).
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por Bruna da Silva Pereira e Geison Monte Carvalho Rocha, representado pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, contra a decisão que não admitiu recurso especial apresentado, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça local na Apelação Criminal n. 5025423-19.2017.8.21.0001. Apontam os agravantes, no especial, violação dos arts. 155, caput, do CP, e 386, III, do Código de Processo Penal. A Subprocuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do recurso especial. É o relatório. O agravo é inadmissível. Com efeito, entende esta Corte que autônomos ou não, todos os fundamentos da decisão que não conheceu do recurso especial devem ser rebatidos, mostrando-se inadmissível o agravo que não cumpre o ônus de se insurgir de maneira suficiente contra cada um deles (AgInt no AREsp n. 404.297/ES, Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 26/3/2018). O Tribunal a quo obstou a subida do recurso especial com base nos seguintes fundamentos: Súmulas 7 e 83 do STJ. O agravante, contudo, limitou-se a impugnar de forma genérica a incidência do verbete sumula n. 83/STJ, por conseguinte, o fundamento não foi devidamente impugnado. Com efeito, os agravantes, nas razões do agravo em recurso especial, não cuidaram de trazer julgado contemporâneo ou mais recente ao provimento judicial agravado e prolatado em moldura fática análoga, de forma a atestar que o acórdão recorrido não estaria em harmonia com a atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Ademais, não comprovaram que os precedentes apontados na decisão agravada seriam inaplicáveis à hipótese dos autos. A orientação sedimentada é de que cabe aos agravantes, nas razões do agravo, demonstrar que a orientação jurisprudencial desta Corte Superior é diversa daquela referida na decisão agravada ou que a situação retratada nos autos possui uma peculiaridade que a distingue dos precedentes invocados. Nessas condições, não se desobrigaram do ônus de comprovar a incorreção do decisum que não admitiu o apelo nobre. A propósito: AgRg no AREsp n. 2.253.769/PR, de minha relatoria, Sexta Turma, DJe 18/8/2023; e AgRg no AREsp n. 2.223.178/BA, Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 16/6/2023. Nesse panorama, verifico que deixou de ser observada a dialeticidade recursal (art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 3º do CPP). Por conseguinte, o agravo em recurso especial carece do indispensável pressuposto de admissibilidade atinente à impugnação adequada e concreta de todos os fundamentos empregados pela Corte a quo para não admitir o recurso especial, a atrair a incidência da Súmula 182/STJ. Nesse sentido: AgRg no AREsp n. 2.211.864/PR, da minha relatoria, Sexta Turma, julgado em 17/4/2023, DJe 20/4/2023; e AgRg no AREsp n. 2.423.301/RS, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 24/10/2023. Por fim, esta Corte Superior de Justiça possui entendimento no sentido de que a Súmula n. 83 do STJ se aplica tanto ao recurso especial fundado na alínea "c" quanto na "a", ambas do permissivo constitucional (AgRg no AgRg no AREsp n. 1.600.882/SP, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 31/5/2023). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial (arts. 932, III, do CPC/2015, e 253, parágrafo único, I, do RISTJ). Publique-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL PROCESSUAL PENAL. IMPUGNAÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NOS ARTS. 932, III, DO CPC/2015, E 253, PARÁGRAFO ÚNICO, I, DO RISTJ. SÚMULA 182/STJ. Agravo em recurso especial não conhecido.