AREsp 1250924 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque a agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão agravada relativo à não comprovação do dissídio jurisprudencial, não procedendo ao cotejo analítico exigido, aplicando-se por analogia a Súmula 182/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: MARISA FÁTIMA SLAVIERO TRÊS; Órgão Recorrido: Tribunal Regional Federal da 4ª Região; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Súmula 182/stj
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MARISA FÁTIMA SLAVIERO TRÊS
Agravante
Tribunal Regional Federal da 4ª Região
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 necessidade de cotejo analítico para comprovação de dissídio jurisprudencial
- 3 aplicação da Súmula 182 do STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque a agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão agravada relativo à não comprovação do dissídio jurisprudencial, não procedendo ao cotejo analítico exigido, aplicando-se por analogia a Súmula 182/STJ.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por MARISA FÁTIMA SLAVIERO TRÊS contra decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região que inadmitiu recurso especial interposto com fundamento nas alíneas a e c do permissivo constitucional. O Ministério Público Federal opinou pelo conhecimento e desprovimento do recurso. É, em síntese, o relatório. Decido. Do agravo não se deve conhecer, uma vez que a agravante deixou de impugnar o fundamento da decisão agravada relativo à não comprovação do dissídio jurisprudencial pois limitou-se a mencionar a existência de jurisprudência divergente, mas não procedeu ao necessário cotejo analítico, com demonstração da similitude fática entre a decisão impugnada e o paradigma apontado. De fato, no ponto, nas razões do agravo, a recorrente limita-se a dizer que "a decisão paradigma está transcrita nas razões do Recurso Especial, como já estava transcrita nos Memoriais e nas Razões do Recurso de Apelação. A fonte de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça é o site desse Tribunal Superior, onde constam todas as decisões tomadas pelo mesmo (sic). Não pode vir em prejuízo do Agravante o fato de seu defensor ter apenas omitido a fundamentação de tal decisão paradigma" (e-STJ fl. 1.48 6). Assim, não havendo impugnação específica acerca de fundamento da decisão questionada, deve ser aplicado, por analogia, o enunciado sumular 182 do Superior Tribunal de Justiça. Nesse sentido, confira-se: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE NEGATIVA. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. SÚMULA 182/STJ. INCIDÊNCIA CONFIRMADA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. .. 2. Nos termos da Súmula 182 do STJ, é manifestamente inadmissível o agravo em recurso especial que não impugna, especificamente, todos os fundamentos da decisão confrontada. .. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento (EDcl no AREsp 614.968/SP, relator Ministro NEFI CORDEIRO, DJe 29/02/2016, grifei). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA