AREsp 2259642 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas negou-se provimento ao recurso especial porque sua admissão implicaria o reexame e a revaloração do acervo fático-probatório, providência vedada em recurso especial nos termos da Súmula n. 7 do STJ, sendo as questões fático-probatórias esgotadas no segundo grau de jurisdição.
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- Parties
- Agravante/recorrente: DULCILENE MARTINS ESPINDOLA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre O Seguimento Do Recurso Especial (negado Provimento Ao Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Reexame De Prova, Súmula N. 7 Do STJ, Perdimento De Bem (veículo), Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas
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Parties
DULCILENE MARTINS ESPINDOLA
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre O Seguimento Do Recurso Especial (negado Provimento Ao Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 cabimento de recurso especial para reexame de matéria fático-probatória
- 2 aplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ
- 3 necessidade de reexame do acervo fático-probatório quanto à comprovação da utilização do veículo e à justificativa para o perdimento do bem
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas negou-se provimento ao recurso especial porque sua admissão implicaria o reexame e a revaloração do acervo fático-probatório, providência vedada em recurso especial nos termos da Súmula n. 7 do STJ, sendo as questões fático-probatórias esgotadas no segundo grau de jurisdição.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por DULCILENE MARTINS ESPINDOLA contra decisão oriunda do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ que negou seguimento ao recurso especial. Segue trecho da referida decisão (e-STJ fls. 303/306): (..) A sistemática dos recursos excepcionais impõe que o exame levado a efeito pelos Tribunais Superiores fique adstrito às questões de direito, uma vez que os temas de índole fático-probatória exaurem-se com o julgamento nas vias ordinárias. Isto importa em dizer que o exame da matéria fática e das provas é efetivado com profundidade e se esgota no segundo grau de jurisdição. Assim, a pretensão recursal não merece trânsito, porque a reanálise a respeito da comprovação da utilização do véiculo e da justificativa suficiente para o perdimento do bem demandaria invariavelmente o reexame de todo o acervo fático-probatório, medida vedada em recurso especial por óbice da Súmula nº 07 do STJ ("a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"). (..) Após a interposição da petição do agravo em recurso especial (e-STJ fls. 314/321), foi apresentada contraminuta do agravo (conforme e-STJ fls. 333/342), tendo sido proferida decisão relativa ao juízo de retratação, por meio da qual foi mantida a decisão anterior por seus próprios fundamentos (e-STJ fl. 344). Parecer do Ministério Público Federal em e-STJ fls. 355/360. É o relatório. Decido. Verifica-se que os pressupostos de admissibilidade recursal encontram-se presentes, de maneira que conheço do recurso de agravo em recurso especial. Por outro lado, tem-se que não é cabível recurso especial por meio do qual a parte recorrente pretende o reexame das provas produzidas durante a instrução processual, considerando o teor do enunciado da súmula n. 7 deste Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". Nesse sentido, verifica-se da petição do recurso especial interposto nos presentes autos (e-STJ fls. 185/201) ser este exatamente o caso, em que a recorrente pretende, por intermédio do referido recurso, reanálise e revaloração do contexto fático-probatório dos autos, circunstâncias vedadas pelo texto da referida súmula. Colaciona-se precedente no mesmo sentido: PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. MAJORAÇÃO DA PENA-BASE DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA, NA FORMA DO ART. 42 DA LEI DE DROGAS. NÃO INCIDÊNCIA DA MINORANTE DO TRÁFICO PRIVILEGIADO DECORRENTE DA DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. I. CASO EM EXAME 1. Agravo interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial, no qual se alegou violação aos arts. 33, § 4º, e 42 da Lei n. 11.343/2006, pleiteando a concessão de benefício legal e alegando bis in idem na dosimetria da pena, além da necessidade de redução da pena-base ao mínimo legal. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em saber se houve bis in idem na dosimetria da pena ao utilizar a quantidade de droga apreendida para aumentar a pena-base e para afastar a minorante do tráfico privilegiado, assim como se a quantidade de droga apreendida autoriza o aumento da basilar. 3. A questão também envolve a análise da possibilidade de reexame de provas para verificar a dedicação dos recorrentes a atividades criminosas. III. RAZÕES DE DECIDIR 4. A utilização da quantidade de droga para aumentar a pena-base e afastar a minorante não configura bis in idem, pois foram considerados elementos fáticos distintos, além da existência de outros elementos que evidenciam a dedicação a atividades criminosas. 5. A reanálise do acervo fático-probatório é inviável em sede de recurso especial, conforme a Súmula n. 7 do STJ. 6. A majoração da pena-base é justificada com base na grande quantidade de droga apreendida (1 kg de maconha), sendo proporcional a fração de 1/6, na forma do art. 42 da Lei n. 11.343/2006. IV. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. (AREsp n. 2.484.073/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 26/11/2024, DJe de 12/12/2024.) Ante o exposto, conheço do agravo e nego provime nto ao recurso especial. Publique-se. Intime-se. EMENTA