AREsp 2658032 - DECISAO
Não conheceu-se do recurso especial porque a parte recorrente não indicou os dispositivos de lei federal supostamente violados nem demonstrou omissão, contradição ou obscuridade do acórdão recorrido, atraindo a aplicação da Súmula 284 do STF por analogia; ademais, o STJ não pode apreciar matéria constitucional em...
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- Parties
- Agravante: JOSE ALVES DE LIMA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Omissão/contradição/obscuridade (art. 1.022 Cpc), Súmulas, Competência Do STF, Fundamentação Do Recurso Especial
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Parties
JOSE ALVES DE LIMA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Impossibilidade de análise de matéria constitucional pelo STJ em recurso especial
- 2 Deficiência de fundamentação por ausência de indicação precisa de dispositivos de lei federal
- 3 Aplicação da Súmula 284 do STF por analogia
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do recurso especial porque a parte recorrente não indicou os dispositivos de lei federal supostamente violados nem demonstrou omissão, contradição ou obscuridade do acórdão recorrido, atraindo a aplicação da Súmula 284 do STF por analogia; ademais, o STJ não pode apreciar matéria constitucional em recurso especial (art. 102, III, a, CF). Com fundamento no art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ, conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Sem condenação em honorários advocatícios recursais em razão da ausência de fixação de honorários sucumbenciais, na origem, em favor da parte agravada.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial interposto por JOSE ALVES DE LIMA contra decisão que inadmitiu o recurso especial com fundamento na incidência das Súmulas 7, 83 e 204/STJ, 284/STF, bem como na ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial e na impossibilidade de análise de dispositivos constitucionais. Alega a parte agravante que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. Como certificado nos autos, transcorreu in albis o prazo para impugnação. Atendidos os pressupostos de conhecimento do agravo em recurso especial, passo à análise do recurso especial. O recurso não merece prosperar. Inicialmente, não cabe ao STJ, em recurso especial, analisar suposta violação a dispositivos constitucionais, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe o art. 102, III, a, da Constituição Federal. Por outro lado, "a alegação de afronta ao art. 1.022 do CPC, de forma genérica, sem a efetiva demonstração de omissão do acórdão recorrido no exame de teses imprescindíveis para o julgamento da lide, impede o conhecimento do recurso especial, ante a deficiência na fundamentação (Súmula 284 do STF)" (AgInt no AREsp n. 1.740.605/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). No caso, a parte recorrente não demonstra, de forma clara, qual seria o ponto omisso, contraditório ou obscuro do acórdão recorrido, bem como a sua importância para o deslinde da controvérsia, o que atrai a aplicação do óbice da Súmula 284 do STF, aplicável, por analogia, no âmbito desta Corte. No mais, cabe ressaltar que a admissibilidade do recurso especial, tanto pela alínea a quanto pela alínea c do permissivo constitucional, exige a clareza na indicação dos dispositivos de lei federal supostamente violados, assim como a demonstração efetiva da alegada contrariedade, sob pena de incidência da Súmula 284 do STF. Nas razões do recurso especial, de fato, a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos de lei federal que teriam sido violados, caracterizando, assim, deficiência na fundamentação recursal, o que impede a análise da controvérsia. Nesse sentido: "O recurso excepcional possui natureza vinculada, exigindo, para o seu cabimento, a imprescindível demonstração do recorrente, de forma clara e precisa, dos dispositivos apontados como malferidos pela decisão recorrida juntamente com argumentos suficientes à exata compreensão da controvérsia estabelecida, sob pena de inadmissão" (AgInt no AREsp n. 2.372.506/PB, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 23/10/2023, DJe de 26/10/2023). Isso posto, com fundamento no art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ, conheço do agravo, para não conhecer do recurso especial. Sem condenação em honorários advocatícios recursais em razão da ausência de fixação de honorários sucumbenciais, na origem, em favor da parte agravada. Intimem-se. EMENTA