AREsp 2898974 - DECISAO
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada (incidência da Súmula 182 do STJ), aliado à ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial e às outras razões de inadmissibilidade apontadas pelo Tribunal a quo; decisão tomada com...
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- Parties
- Agravante: ELIEZER MIRANDA JOAQUIM
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento/inadmissão Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial interposto por ELIEZER MIRANDA JOAQUIM.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Agravo (art. 545 Cpc), Súmula 182 Do STJ, Súmulas 7 E 83 Do STJ, Dissídio Jurisprudencial
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Parties
ELIEZER MIRANDA JOAQUIM
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento/inadmissão Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 necessidade de reexame de prova como obstáculo ao recurso especial
- 2 ausência de comprovação de dissídio jurisprudencial
- 3 falha em impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada (incidência da Súmula 182)
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo em recurso especial porque o agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada (incidência da Súmula 182 do STJ), aliado à ausência de comprovação do dissídio jurisprudencial e às outras razões de inadmissibilidade apontadas pelo Tribunal a quo; decisão tomada com fundamento no art. 932, III, do CPC c/c art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial interposto por ELIEZER MIRANDA JOAQUIM.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC c/c art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO ELIEZER MIRANDA JOAQUIM agrava da decisão que não admitiu o seu recurso especial, interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (Apelação Criminal n. 0019713-68.2019.8.19.0008). O Tribunal a quo obstou o prosseguimento do recurso especial pelos seguintes fundamentos: a) necessidade de reexame de prova (Súmula n. 7 do STJ); b) Súmula n. 83 do STJ; c) ausência de comprovação do apontado dissídio jurisprudencial (fls. 6.177-6.211). Todavia, o agravante, nas razões do agravo em recurso especial, não impugnou a apontada ausência de comprovação da suposta divergência jurisprudencial. Assim, não há como ser conhecido o agravo em recurso especial, nos termos do enunciado na Súmula n. 182 do STJ, in verbis: É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Essa, aliás, também foi a compreensão do Ministério Público Federal, que, em seu parecer, assim se manifestou, no que interessa (fl. 9226): Inicialmente, verifica-se que os agravos não devem ser conhecidos, pois os recorrentes deixaram de impugnar devidamente os fundamentos da decisão recorrida, o que atrai a incidência da Súmula nº 182 do STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada."). Saliento, por oportuno, que, consoante o entendimento da Corte Especial do STJ, a decisão que inadmite o recurso especial não pode ser impugnada parcialmente (EAREsp n. 746.775/PR, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe 30/11/2018). Segundo o entendimento que prevaleceu (do Ministro Salomão), não há diversos capítulos no decisum que inadmitiu o recurso especial, que é formado por um único dispositivo, qual seja, o da inadmissão do recurso: "A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo". O ministro sustentou, categoricamente, que "a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade", sob pena de incidência do enunciado na Súmula n. 182 do STJ. À vista do exposto, com fundamento no art. 932, III, do CPC, c/c o art.253, parágrafo único, I, do RISTJ, não conheço do agravo em recurso especial interposto por ELIEZER MIRANDA JOAQUIM. Publique-se e intimem-se. EMENTA