AREsp 1823599 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido por deficiência de fundamentação em razão da ausência de indicação dos dispositivos legais objeto do dissídio jurisprudencial, aplicando-se a Súmula 284/STF; por isso se conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial com fundamento no art. 21-E, V, do Regimento Interno...
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- Parties
- Agravante: BANESPREV FUNDO BANESPA DE SEGURIDADE SOCIAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão Aplicando Súmula 284/stf)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Súmula 284/stf, Competência Jurisdicional, Dissídio Jurisprudencial
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Parties
BANESPREV FUNDO BANESPA DE SEGURIDADE SOCIAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão Aplicando Súmula 284/stf)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial por deficiência de fundamentação (não indicação de dispositivos legais)
- 2 controvérsia sobre competência entre Justiça Estadual e Justiça do Trabalho
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido por deficiência de fundamentação em razão da ausência de indicação dos dispositivos legais objeto do dissídio jurisprudencial, aplicando-se a Súmula 284/STF; por isso se conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial com fundamento no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por BANESPREV FUNDO BANESPA DE SEGURIDADE SOCIAL contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - CONSELHEIRO FURTADO - PÁTIO DO COLÉGIO, assim resumido: APELAÇÃO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. Banesprev. Pedido de cobrança de valores que deixaram de ser pagos com base no artigo 56 do regulamento do pessoal do Banespa. Verba assegurada pelo regulamento vigente à época da contratação. Valor questionado que não decorre do plano de previdência privada complementar. Natureza trabalhista. Incompetência absoluta da Justiça Estadual. Sentença anulada. Redistribuição à Justiça do Trabalho. Recurso prejudicado (fl. 561). Alega divergência jurisprudencial no que concerne à necessidade de reconhecimento da competência da justiça comum para o julgamento da presente ação, posto que "tanto o pedido quanto a causa de pedir dizem respeito ao contrato de assistência celebrado entre o autor e a Entidade fechada de previdência privada, revelando a natureza eminentemente civil da lide" (fl. 577). Aponta como paradigma o acórdão proferido pelo STJ no julgamento do REsp 1.207.071/SP. É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar quais dispositivos legais seriam objeto de dissídio interpretativo, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que, "uma vez observado, no caso concreto, que nas razões do recurso especial não foram indicados os dispositivos de lei federal acerca dos quais supostamente há dissídio jurisprudencial, a única solução possível será o não conhecimento do recurso por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF". (AgRg no REsp 1.346.588/DF, relator Ministro Arnaldo Esteves Lima, Corte Especial, DJe de 17/3/2014.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1.616.851/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/8/2020; AgInt no AREsp 1.518.371/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 15/5/2020; AgInt no AREsp 1.552.950/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 8/5/2020; AgInt no AREsp 1.023.256/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 24/4/2020; e AgInt nos EDcl no AREsp 1.510.607/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 1º/4/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.