AREsp 1834464 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial diante da deficiência de fundamentação consistente na ausência de indicação do permissivo constitucional (art. 105, III, da CF) e da exigência de demonstração do cabimento do recurso nos termos do art. 1.029, II, do CPC/2015, aplicando-se a Súmula n. 284/STF.
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- Parties
- Agravante: MATHEUS FLANILSON MOURAO REINALDO; Agravante: OUTRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Conhecimento Do Agravo E Decisão Monocrática De Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Súmula 284/stf, Art. 1.029, II, Cpc/2015, Reexame Fático Probatório (súmula 7/stj), Recursos Especial E Extraordinário
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Parties
MATHEUS FLANILSON MOURAO REINALDO
Agravante
OUTRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Conhecimento Do Agravo E Decisão Monocrática De Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 ausência de indicação do permissivo constitucional autorizador do recurso especial (art. 105, III, CF)
- 2 incidência da Súmula n. 284/STF por deficiência na fundamentação
- 3 exigência de demonstração do cabimento do recurso especial conforme art. 1.029, II, CPC/2015
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial diante da deficiência de fundamentação consistente na ausência de indicação do permissivo constitucional (art. 105, III, da CF) e da exigência de demonstração do cabimento do recurso nos termos do art. 1.029, II, do CPC/2015, aplicando-se a Súmula n. 284/STF.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por MATHEUS FLANILSON MOURAO REINALDO e OUTRO contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO, assim resumido: CONCURSO PÚBLICO NOTA DE CORTE JULGAMENTO MONOCRÁTICO 1 CANDIDATO QUE NA PROVA OBJETIVA NÃO OBTÉM PONTUAÇÃO CAPAZ DE ASSEGURAR A PARTICIPAÇÃO NA ETAPA SEGUINTE DO CONCURSO OBSERVADOS OS QUANTITATIVOS PREVISTOS NO EDITAL NÃO TEM DIREITO SUBJETIVO A PROSSEGUIR NO CERTAME PRECEDENTE VINCULANTE DO STF 2 APELO CONHECIDO E DESPROVIDO MONOCRATICAMENTE A TEOR DO ART 932 IV "B" DO CPC. É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que não houve a indicação do permissivo constitucional autorizador do recurso especial, aplicando-se, por conseguinte, a referida súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Isso porque, conforme disposto no art. 1.029, II, do CPC/2015, a petição do recurso especial deve conter a "demonstração do cabimento do recurso interposto". Sendo assim, a parte recorrente deve evidenciar de forma explícita e específica que seu recurso está fundamentado no art. 105, inciso III, da Constituição Federal, e quais são as alíneas desse permissivo constitucional que servem de base para a sua interposição. Esse entendimento possui respaldo em recente julgado desta Corte Superior de Justiça: PROCESSO CIVIL. ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA POR ANALOGIA DO ENUNCIADO N. 284 DA SÚMULA DO STF. DEFICIÊNCIA RECURSAL. ART. 1.029 DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO VIOLADO. PRETENSÃO DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA DO STJ. .. II - Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que não houve a correta indicação do permissivo constitucional autorizador do recurso especial, aplicando-se, por conseguinte, a referida Súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". III - Conforme disposto no art. 1.029, II, do CPC/2015, a petição do recurso especial deve conter a "demonstração do cabimento do recurso interposto". Sendo assim, o recorrente, na petição de interposição, deve evidenciar de forma explícita e específica em qual ou quais dos permissivos constitucionais está fundado o seu recurso especial, com a expressa indicação da alínea do dispositivo autorizador. Este entendimento possui respaldo em antiga jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, que assim definiu: "O recurso, para ter acesso à sua apreciação neste Tribunal, deve indicar, quando da sua interposição, expressamente, o dispositivo e alínea que autoriza sua admissão. .. . (AgInt no AREsp n. 1.479.509/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 22/11/2019.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AgInt no AREsp n. 1.015.487/RJ, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 2/8/2017; AgRg nos EDcl no AREsp n. 604.337/RJ, relator Ministro Ericson Maranho (desembargador convocado do TJ/SP), Sexta Turma, DJe de 11/5/2015; AgRg no AREsp n. 165.022/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Quinta Turma, DJe de 3/9/2013; e AgRg no Ag 205.379/SP, relator Ministro José Delgado, Primeira Turma, DJ de 29/3/1999. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.