AREsp 2903241 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial por entender que o Tribunal de origem examinou e fundamentou as questões essenciais; a impugnação visava rediscutir matéria já preclusa, tratando-se de cálculo homologado sem recurso contra a homologação, e, portanto, as alegadas falhas não configuram...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: HAMILTON LUIZ XAVIER FUNES; Agravante: LUIZ BONFÁ JÚNIOR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial (decisão Sobre Admissibilidade)
- Outcome
- Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Preclusão, Coisa Julgada, Erro De Cálculo, Honorários Recursais
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
HAMILTON LUIZ XAVIER FUNES
Agravante
LUIZ BONFÁ JÚNIOR
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Inadmissão Do Recurso Especial (decisão Sobre Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 se houve omissão do acórdão nos termos dos arts. 489 e 1.022, II, do CPC
- 2 se eram cabíveis correções de erro de cálculo sobre valores homologados
- 3 se a impugnação dos cálculos foi intempestiva e atingida pela preclusão e coisa julgada
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial por entender que o Tribunal de origem examinou e fundamentou as questões essenciais; a impugnação visava rediscutir matéria já preclusa, tratando-se de cálculo homologado sem recurso contra a homologação, e, portanto, as alegadas falhas não configuram omissão ou erro de cálculo suscetível de correção nos termos do art. 494, I, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Negar provimento ao recurso especial.
- Deixar de majorar os honorários recursais nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, em razão da inexistência de prévia fixação na origem.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por HAMILTON LUIZ XAVIER FUNES, LUIZ BONFÁ JÚNIOR contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento na ausência de omissão do acórdão impugnado. Alegam os agravantes que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. O recurso especial, fundado no art. 105, III, a, da Constituição Federal, foi interposto contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em agravo de instrumento nos autos de ação de execução de título extrajudicial. O julgado foi assim ementado (fl. 17): AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL - DECISÃO QUE NÃO APRECIOU A MANIFESTAÇÃO DOS EXECUTADOS, POR ENTENDER SE TRATAR DE TENTATIVA INTEMPESTIVA DE REAVIVAR DISCUSSÃO SOBRE QUESTÃO JÁ PRECLUSA, REFERENTE AO CÁLCULO JÁ HOMOLOGADO - INSURGÊNCIA DOS EXECUTADOS - IMPUGNAÇÃO DOS CÁLCULOS JÁ HOMOLOGADOS PELO JUÍZO DE ORIGEM - DESCABIMENTO - PRETENSÃO DE REDISCUTIR QUESTÃO QUE JÁ RECEBEU SOLUÇÃO, NÃO PODENDO O AGRAVANTE, NESSE MOMENTO PROCESSUAL, PRETENDER RETROCEDER NO TEMPO PARA VER SUA PRETENSÃO, ACERCA DE MATÉRIA JÁ PRECLUSA, NOVAMENTE APRECIADA - AS QUESTÕES REFERENTES AOS ELEMENTOS E CRITÉRIOS DE CÁLCULO DO DÉBITO EXEQUENDO, À APLICAÇÃO DE JUROS E DE ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA ENCONTRAM-SE SUJEITAS À PRECLUSÃO E À COISA JULGADA, E NÃO CONFIGURAM ERRO DE CÁLCULO PASSÍVEIS DE CORREÇÃO, NOS TERMOS DO ART. 494, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - PRECLUSÃO CONFIGURADA - PRECEDENTES DESTA COLENDA 9A CÂMARA DE DIREITO PRIVADO - DECISÃO MANTIDA - RECURSO DESPROVIDO. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. Nas razões do recurso especial, os ora agravantes apontam violação dos arts. 489 e 1.022, II, do CPC, uma vez que o Tribunal a quo não se manifestou sobre os erros grosseiros contidos no cálculo homologado objeto da execução, pois deve-se fixar como termo inicial para a atualização do valor a data da denúncia do acordo inadimplido. Requerem o provimento do recurso para que seja determinado o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que este complemente o acórdão atacado. É o relatório. Decido. O recurso não merece prosperar. I - Arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do CPC Afasta-se a alegada ofensa aos arts. 489, § 1º, IV, e 1.022, II, do CPC, visto que a Corte de origem examinou e decidiu, de modo claro, objetivo e fundamentado, as questões que delimitam a controvérsia, não ocorrendo nenhum vício que possa nulificar o acórdão recorrido. No caso, a decisão impugnada consignou que não é cabível a rediscussão de questão já preclusa, eis que o cálculo apresentado pela contadoria judicial já fora questionado e posteriormente referendado pela contadoria, não tendo sido interposto recurso contra a decisão que homologou os valores apresentados. Veja-se (fl. 45, destaquei ): Conforme observado pelo juízo de origem, o que a parte agravante pretende é rediscutir questão já preclusa, impugnando novamente cálculo apresentado pela contadoria judicial às fls. 875, já homologado em primeira instância (decisão de fls. 895, proferida em 26 de fevereiro de 2013). Observa-se também que, em momento anterior a homologação, houve manifestação da parte agravante (fls. 886/887), impugnando o cálculo, havendo novo parecer da contadoria judicial reiterando terem sido elaborados de forma correta (fls. 894). Além disso, não houve interposição de recurso após a referida decisão homologatória. Dessa forma, ao impugnar o referido cálculo, o faz para rediscutir questão que já recebeu solução, não podendo o agravante, nesse momento processual, pretender retroceder no tempo para ver sua pretensão, acerca de matéria já preclusa, novamente apreciada. Acrescenta-se ainda que, contrariamente ao que argumentou a parte agravante, as questões referentes aos elementos e critérios de cálculo do débito exequendo, à aplicação de juros e de índices de correção monetária encontram-se sujeitas à preclusão e à coisa julgada, e não configuram erro de cálculo passíveis de correção, nos termos do art. 494, inciso I, do Código de Processo Civil. Esclareça-se que o órgão colegiado não está obrigado a repelir todas as alegações expendidas no recurso, pois basta que se atenha aos pontos relevantes e necessários ao deslinde do litígio e adote fundamentos que se mostrem cabíveis à prolação do julgado, ainda que, relativamente às conclusões, não haja a concordância das partes. II - Conclusão Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial. Deixo de majorar os honorários recursais nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, em razão da inexistência de prévia fixação na origem. Publique-se. Intimem-se. EMENTA