AREsp 2918504 - ACORDAO
O agravo interno foi negado porque a parte agravante não impugnou de forma específica e dialética os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso especial na origem; as alegações apresentadas no agravo em recurso especial foram genéricas e insuficientes, sendo aplicável o art. 932, III, do CPC de 2015 e o...
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- Parties
- Agravante: Município de Camocim; Agravada: Servidora pública efetiva do Município de Camocim (ocupante de cargo em comissão)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno (em Agravo Em Recurso Especial) / Julgado (negado Provimento)
- Outcome
- Agravo interno improvido (negado provimento)
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Preclusão Consumativa, Incorporação De Gratificação Por Exercício De Função, Direito Adquirido, Súmulas Constitucionais E Do STJ (súmulas 283/stf, 284/stf, 280/stf, 7/stj)
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Parties
Município de Camocim
Agravante
Servidora pública efetiva do Município de Camocim (ocupante de cargo em comissão)
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno (em Agravo Em Recurso Especial) / Julgado (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Se o agravo em recurso especial impugnou especificamente os fundamentos da decisão de inadmissibilidade proferida pelo tribunal de origem
- 2 Efeito da impugnação genérica sobre a admissibilidade do agravo em recurso especial
- 3 Preclusão consumativa e inovação recursal quando a impugnação é suscitada apenas em agravo interno
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado porque a parte agravante não impugnou de forma específica e dialética os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso especial na origem; as alegações apresentadas no agravo em recurso especial foram genéricas e insuficientes, sendo aplicável o art. 932, III, do CPC de 2015 e o art. 253, I, do RISTJ, razão pela qual não se conheceu do agravo em recurso especial e negou-se provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Agravo interno improvido (negado provimento)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Decisão que não conheceu do agravo em recurso especial mantida
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 16/10/2025 a 22/10/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE CAMOCIM OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. NESTA CORTE NÃO SE CONHECEU DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL QUE NÃO ATACOU O S FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I - A decisão considerou a presença dos seguintes óbices à admissibilidade do recurso especial: Súmula N. 283/STF, ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula N. 284/STF, ausência de prequestionamento, Súmula n. 280/STF e Súmula n. 7/STJ. II - A parte agravante deixou de impugnar os seguintes fundamentos na petição de agravo em recurso especial: Súmula n. 283/STF, ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula n. 284/STF, Súmula n. 280/STF e Súmula n. 7/STJ. III - Incumbe à parte, no agravo em recurso especial, atacar os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso na origem. Não o fazendo, é correta a decisão que não conhece do agravo nos próprios autos. As alegações apresentadas são insuficientes, pela sua generalidade, para impugnar os fundamentos específicos da decisão que negou seguimento ao recurso especial na origem. Cabia à parte, em conformidade com a jurisprudência, trazer argumentos que confrontassem os fundamentos de negativa de seguimento ao recurso especial, e não fundamentos genéricos e sem nenhuma vinculação dialética com a matéria tratada nos autos. IV - Conforme a jurisprudência, a impugnação tardia dos fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso especial (somente por ocasião do manejo de agravo interno), além de caracterizar imprópria inovação recursal, não afasta o vício do agravo em recurso especial, ante a preclusão consumativa. Precedentes: AgInt no AREsp n. 888.241/ES, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 19/4/2017; AgInt no AREsp n. 1.036.445/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 4/4/2017, DJe 17/4/2017; AgInt no AREsp n. 1.006.712/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 9/3/2017, DJe 16/3/2017. V - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno contra decisão que não conheceu do agravo em recurso especial por falta de impugnação de fundamentos de inadmissibilidade do recurso especial na origem. O recurso especial foi interposto contra acórdão com o seguinte resumo: RECURSO DE APELAÇÃO. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE CAMOCIM OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. PEDIDO DE INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO POR EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE CHEFIA, DIREÇÃO OU ASSESSORAMENTO E PAGAMENTO DE PARCELAS VENCIDAS E NÃO PRESCRITAS. DIREITO PREVISTO EM LEGISLAÇÃO REVOGADA. LEIS MUNICIPAIS 537/1993 E 939/2004. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. DIREITO ADQUIRIDO. ALEGAÇÃO DE DIFICULDADES FINANCEIRAS DO ENTE MUNICIPAL. INEXISTÊNCIA DE ÓBICE À CONCESSÃO DE VANTAGEM DECORRENTE DE LEI. IRREDUTUBILIDADE DE VENCIMENTOS DOS OCUPANTES DE CARGOS PÚBLICOS E SEGURANÇA JU RÍDICA. ARTS. 37, XV, E 5º, XXXVI, DA CF. APELAÇÃO CONHECIDA NÃO PROVIDA. 1. O CERNE DA QUESTÃO GIRA EM TOMO DA IMPLANTAÇÃO DEFMITIVA NA FOLHA DE PAGAMENTO DA PARTE RECORRIDA - SERVIDORA PÚBLICA DO MUNICÍPIO RECORRENTE DESDE 06/04/1998, OCUPANTE DO CARGO EFETIVO DE PROFESSORA - DE GRATIFICAÇÃO POR EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA, EM VIRTUDE DE TER ATUADO COMO DIRETORA - CDM III. UMA VEZ QUE A NORMA LOCAL QUE PREVIA O REFERIDO DIREITO FOI REVOGADA NO ANO DE 2021. 2. O DIREITO ORA PLEITEADO ESTAVA PREVISTO NA LEI MUNICIPAL Nº 537/1993, POSTERIORMENTE REVOGADA PELA LEI MUNICIPAL Nº 1.528/2021, QUE DISPUNHA EM SEU ART. 64, § 2º, O SEGUINTE,// VERBIS: "ART. 64. ART. 64. AO SENIDOR INVESTIDO EM FUNÇÃO DE DIREÇÃO, CHEFIA OU ASSESSORAMENTO É DEVIDA UMA GRATIFICAÇÃO PELO SEU EXERCÍCIO. (..) §2º- A GRATIFICAÇÃO PREVISTA NESTE ARTIGO INCORPORA-SE À REMUNERAÇÃO DO SEN IDOR E INTEGRA O PROVENTO DA APOSENTADORIA, NA PROPORÇÃO DE 1/5 (UM QUINTO) POR ANO DE EXERCÍCIO NA FUNÇÃO DE DIREÇÃO, CHEFIA OU ASSESSORAMENTO, ATÉ O LIMITE DE 5 (CINCO) QUINTOS. 3. É CERTO, POIS, QUE. EM QUE PESE O BENEFÍCIO EM QUESTÃO TENHA SIDO REVOGADO PELA LEI MUNICIPAL Nº 1.528/2021, TENDO O SERVIDOR PÚBLICO CUMPRIDO OS REQUISITOS PARA QUE FIZESSE JUS À SUA IMPLEMENTAÇÃO, RESTA CONFIGURADO O DIREITO ADQUIRIDO À INCORPORAÇÃO DO REFERIDO DIREITO. PRECEDENTES DO TJCE. 4. PORTANTO, A SENTENÇA RECORRIDA, AO CONDENAR O ENTE RECORRENTE À IMPLEMENTAÇÃO DA GRATIFICAÇÃO POR EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE DIREÇÃO, CHEFIA OU ASSESSORAMENTO NA PROPORÇÃO DE 5/5 DA RESPECTIVA; BEM COMO AO PAGAMENTO DAS PARCELAS VENCIDAS E NÀO PRESCRITAS DA REFERIDA VERBA E SEUS REFLEXOS À APELADA, SE MOSTRA ACERTADA. 5. ALEGAÇÃO DE DIFICULDADES FINANCEIRAS GERADAS AO MUNICÍPIO PELOS EFEITOS DA DECISÃO NÀO ACOLHIDA, TENDO EM VISTA QUE NÀO CONFIGURA ÓBICE À IMPLEMENTAÇÃO DE VANTAGENS PREVISTAS EM LEI AO OCUPANTE DE CARGO PÚBLICO, EM OBSERVÂNCIA À IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS E À SEGURANÇA JURÍDICA, DISPOSTAS RESPECTIVAMENTE NOS ARTS. 37, INCISO XV, E 5O, INCISO XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 6. RECURSO DE APELAÇÃO CONHECIDO E NÀO PROVIDO. No agravo interno, alega a parte agravante que impugnou os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial na origem. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA EFETIVA DO MUNICÍPIO DE CAMOCIM OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. NESTA CORTE NÃO SE CONHECEU DO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL QUE NÃO ATACOU O S FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I - A decisão considerou a presença dos seguintes óbices à admissibilidade do recurso especial: Súmula N. 283/STF, ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula N. 284/STF, ausência de prequestionamento, Súmula n. 280/STF e Súmula n. 7/STJ. II - A parte agravante deixou de impugnar os seguintes fundamentos na petição de agravo em recurso especial: Súmula n. 283/STF, ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula n. 284/STF, Súmula n. 280/STF e Súmula n. 7/STJ. III - Incumbe à parte, no agravo em recurso especial, atacar os fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso na origem. Não o fazendo, é correta a decisão que não conhece do agravo nos próprios autos. As alegações apresentadas são insuficientes, pela sua generalidade, para impugnar os fundamentos específicos da decisão que negou seguimento ao recurso especial na origem. Cabia à parte, em conformidade com a jurisprudência, trazer argumentos que confrontassem os fundamentos de negativa de seguimento ao recurso especial, e não fundamentos genéricos e sem nenhuma vinculação dialética com a matéria tratada nos autos. IV - Conforme a jurisprudência, a impugnação tardia dos fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso especial (somente por ocasião do manejo de agravo interno), além de caracterizar imprópria inovação recursal, não afasta o vício do agravo em recurso especial, ante a preclusão consumativa. Precedentes: AgInt no AREsp n. 888.241/ES, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 19/4/2017; AgInt no AREsp n. 1.036.445/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 4/4/2017, DJe 17/4/2017; AgInt no AREsp n. 1.006.712/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 9/3/2017, DJe 16/3/2017. V - Agravo interno improvido. VOTO O recurso não merece provimento, pois as alegações da parte agravante são insuficientes para modificar a decisão recorrida. Alega a parte agravante que realizou a impugnação ao fundamento referente aos óbices de: Súmula n. 283/STF, ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula n. 284/STF, Súmula n. 280/STF e Súmula n. 7/STJ . Na sua petição de agravo em recurso especial, por sua vez, a parte agravante somente trouxe alegações genéricas a respeito do óbice. As afirmações encontradas no agravo em recurso especial, quanto à negativa de seguimento relativamente ao óbice da Súmula n. 283/STF, ausência/erro de indicação de artigo de lei federal violado - Súmula n. 284/STF, Súmula n. 280/STF e Súmula n. 7/STJ, são insuficientes, pela sua generalidade, para impugnar os fundamentos específicos da decisão que negou seguimento ao recurso especial na origem. Cabia à parte, em conformidade com a jurisprudência, trazer argumentos que confrontassem os fundamentos de negativa de seguimento ao recurso especial, e não fundamentos genéricos e sem nenhuma vinculação dialética com a matéria tratada nos autos. Nesse sentido é a jurisprudência: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. NÃO CONHECIMENTO. ART. 932, III, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015, C/C ART. 253, PARÁGRAFO ÚNICO, I, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. É ônus da parte agravante combater especificamente os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem para negar seguimento ao recurso especial. Não bastam alegações genéricas quanto à inaplicabilidade dos óbices, sob pena de não conhecimento do recurso. .. (AgInt no AREsp n. 1.110.243/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 5/12/2017, DJe 15/12/2017.) A afirmação de que "a matéria em debate claramente não demanda reexame dos elementos probatórios" revela-se como combate genérico e não específico, porque compete à parte agravante demonstrar de que forma a violação aos artigos suscitada nas razões recursais não depende de reanálise do conjunto fático-probatório - deixando claro, por exemplo, que todos os fatos estão devidamente consignados no acórdão recorrido. (Decisão monocrática no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL N. 944.910 - GO, RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES.) Acrescente-se, ainda, que "a simples menção a normas infraconstitucionais, feita de maneira esparsa e assistemática no corpo das razões do apelo nobre, não supre a exigência de fundamentação adequada do Recurso Especial." (AgRg no AREsp 546.084/MG, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe 4/12/2014.) PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECEBIMENTO COMO AGRAVO INTERNO. FUNGIBILIDADE. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO PROFERIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. PRINCIPIO DA DIALETICIDADE. ART. 932, III, DO CPC DE 2.015. INSUFICIÊNCIA DE ALEGAÇÃO GENÉRICA. AGRAVO NÃO PROVIDO. .. 3. O agravo que objetiva conferir trânsito ao recurso especial obstado na origem reclama, como requisito objetivo de admissibilidade, a impugnação específica aos fundamentos utilizados para a negativa de seguimento do apelo extremo, consoante expressa previsão contida no art. 932, III, do CPC de 2.015 e art. 253, I, do RISTJ, ônus da qual não se desincumbiu a parte insurgente, sendo insuficiente alegações genéricas de não aplicabilidade do óbice invocado. .. (RCD no AREsp n. 1.166.221/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 5/12/2017, DJe 12/12/2017.) Não existindo impugnação à decisão que inadmitiu o recurso especial, correta a aplicação do art. 932, III, do Código de Processo Civil de 2015, para não conhecer do agravo nos próprios autos. Se não se conhece do agravo em recurso especial, não é viável a análise de argumentos relacionados ao mérito do recurso especial. Nesse sentido, os seguintes precedentes: AgRg nos EREsp n. 1.387.734/RJ, Corte Especial, relator Ministro Jorge Mussi, DJe de 9/9/2014; e AgRg nos EDcl nos EAREsp n. 402.929/SC, Corte Especial, relator Ministro João Otávio de Noronha, DJe de 27/8/2014; AgInt no AREsp n. 880.709/PR, Segunda Turma, relator Ministro Mauro Campbell Marques, DJe de 17/6/2016; AgRg no AREsp n. 575.696/MG, Terceira Turma, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe de 13/5/2016; AgRg no AREsp n. 825.588/RJ, Quarta Turma, relator Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 12/4/2016; AgRg no REsp n. 1.575.325/SC, Quinta Turma, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 1º/6/2016; e, AgRg nos EDcl no AREsp n. 743.800/SC, Sexta Turma, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, DJe de 13/6/2016. Conforme a jurisprudência, a impugnação tardia dos fundamentos da decisão que negou seguimento ao recurso especial (somente por ocasião do manejo de agravo interno), além de caracterizar imprópria inovação recursal, não afasta o vício do agravo em recurso especial, ante a preclusão consumativa. Precedentes: AgInt no AREsp n. 888.241/ES, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 6/4/2017, DJe 19/4/2017; AgInt no AREsp n. 1.036.445/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 4/4/2017, DJe 17/4/2017; AgInt no AREsp n. 1.006.712/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 9/3/2017, DJe 16/3/2017. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.