AREsp 2928664 - DECISAO
Não conheço do agravo porque a agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão recorrida relativo à incidência da Súmula 7 e não demonstrou a desnecessidade de revolvimento fático-probatório, incidindo a Súmula 182 e tornando inviável o conhecimento do agravo.
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- Parties
- Agravante: Fazenda do Estado de São Paulo; Recorrido: Presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo (art. 545 Do Cpc) / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade Do Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 518/stj, Súmula 182/stj, Reexame De Provas, Mandado De Segurança, Extinção Do Crédito Tributário
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Parties
Fazenda do Estado de São Paulo
Agravante
Presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Recorrido
Procedural Posture
Agravo (art. 545 Do Cpc) / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7 do STJ e necessidade de reexame de fatos e provas
- 2 Aplicabilidade da Súmula 518/STJ ao recurso especial interposto com fulcro no art. 105, III, a, da CF
- 3 Inadmissibilidade do agravo que não impugna especificamente os fundamentos da decisão recorrida (Súmula 182/STJ)
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo porque a agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão recorrida relativo à incidência da Súmula 7 e não demonstrou a desnecessidade de revolvimento fático-probatório, incidindo a Súmula 182 e tornando inviável o conhecimento do agravo.
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Não conheço do agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado pela Fazenda do Estado de São Paulo, desafiando decisão do Presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que não admitiu o recurso especial interposto pela parte ora agravante pelos seguintes fundamentos: (I) incidência da Súmula 7 desta Corte, ante a necessidade de reexame de fatos e provas do processo, uma vez que "rever o entendimento firmado pela douta Turma Julgadora implicaria no reexame dos elementos fáticos que serviram de base à decisão recorrida, objetivo divorciado do âmbito do recurso especial", e (II) aplicabilidade do óbice sumular 518/STJ, porque o "recurso especial interposto com fulcro no art. 105, III, "a", da Carta Magna não se presta à análise de ofensa à Súmula apontada nas razões, vez que referida alínea tem por fundamento principal a contrariedade ou negativa de vigência de tratado ou lei federal" (fl. 648). No agravo de fls. 655/660, a parte sustenta, em síntese, que (i) "para a correta resolução do litígio basta o exame das premissas fático- jurídicas delineadas no acórdão estadual, sendo absolutamente desnecessária a análise de outros documentos carreados aos autos" (fl. 659), e (ii) " n ada obstante, no recurso especial apontou-se a afronta ao disposto nos arts. (..) relativos os limites do acórdão proferido em sede de mandado de segurança e ação ordinária anterior e suas consequências quanto á extinção do crédito tributário em cobrança" de modo que "os temas jurídicos apresentados nas razões do recurso especial demonstram claramente o maltrato as normas legais enunciadas" (fl. 657). Contraminuta às fls. 663/694. É O NECESSÁRIO RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar um dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial, a saber, a incidência do óbice sumular 7 desta Corte. Com efeito, na espécie, a parte agravante não realizou o imprescindível cotejo entre o acórdão recorrido e os argumentos veiculados nas razões do apelo raro, em ordem a demonstrar, particularizadame nte, a desnecessidade de revolvimento fático-probatório dos autos. Nesse contexto, incide o verbete sumular 182 desta Corte ("É inviável o agravo do artigo 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Essa, ressalte-se, foi a linha de entendimento confirmada pela Corte Especial do STJ ao julgar os EAREsp 701.404/SC e os EAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, não conheço do agravo. Publique-se. EMENTA