AREsp 2579682 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o agravante não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, sendo a decisão que não admite o recurso especial unidade dispositiva que deve ser impugnada...
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- Parties
- Agravante: ALAN DEIVIS ALBUQUERQUE RIOS; Agravante: ALINE BERNARDI KRINDGES RISCH; Agravante: LEANDRO PADILHA DE CARVALHO; Agravante: MARCOS PERICLES GOMES DE OLIVEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Agravo Em Recurso Especial, Decisão Que Não Admite Recurso Especial, Súmula 182/stj, Art. 932 Do Cpc/2015
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Parties
ALAN DEIVIS ALBUQUERQUE RIOS
Agravante
ALINE BERNARDI KRINDGES RISCH
Agravante
LEANDRO PADILHA DE CARVALHO
Agravante
MARCOS PERICLES GOMES DE OLIVEIRA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Se o agravo atacou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 Aplicação da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC/2015
- 3 Caráter unitário da decisão que inadmite o recurso especial
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o agravante não atacou especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e da Súmula 182 do STJ, sendo a decisão que não admite o recurso especial unidade dispositiva que deve ser impugnada em sua integralidade.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Deixo de majorar a verba honorária em razão do art. 25 da Lei n. 12.016/2009 e das Súmulas n. 512 do STF e n. 105 do STJ.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por ALAN DEIVIS ALBUQUERQUE RIOS, ALINE BERNARDI KRINDGES RISCH, LEANDRO PADILHA DE CARVALHO, MARCOS PERICLES GOMES DE OLIVEIRA contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, que inadmitiu recurso especial, apresentado nos autos da apelação cível n. 5141197-24.2022.8.21.0001/RS. É o relatório. Decido. A irresignação não merece conhecimento. A Corte de origem não admitiu o apelo nobre pelos seguintes fundamentos: (a) que, "segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, "Nos termos da Súmula 280 do STF, é defesa a análise de lei local em sede de recurso especial""; (b) "os Recorrentes não indicaram qual o ato de governo local julgado válido que violou lei federal, o que atrai a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal" (fls. 757-768). Todavia, a parte Agravante, nas razões do agravo em recurso especial de fls. 782-787, não impugnou, de maneira específica, o segundo fundamento atinente à incidência da Súmula n. 284 do STF. Por conseguinte, aplicam-se, à hipótese dos autos, o art. 932, inciso III, do CPC/2015 e a Súmula n. 182 do STJ, in verbis: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Ilustrativamente: .. 5. Constitui ônus da parte agravante a refutação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, à luz do princípio da dialeticidade, o que não ocorreu no caso dos autos. Incidência da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC. 6. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.141.230/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 15/12/2022, DJe de 19/12/2022.) Por fim, esclareço que a Corte Especial deste Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que o provimento judicial que não admite o recurso especial não é constituído por capítulos autônomos, mas, sim, por dispositivo único. Dessa forma, nas hipóteses tais como a presente, nas quais a parte agravante não se insurge de maneira adequada contra qualquer um dos fundamentos que alicerçam a inadmissibilidade, é inviável conhecer do agravo em recurso especial na integralidade. A propósito, a ementa do mencionado julgado: .. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos. (EAREsp n. 746.775/PR, relator Ministro João Otávio de Noronha, relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 19/9/2018, DJe de 30/11/2018.) Ante o exposto, com fundamento no art. 932 do CPC/2015, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso esp ecial. Não obstante o disposto no art. 85, § 11, do CPC/2015, deixo de majorar a verba honorária, haja vista a vedação contida no art. 25 da Lei n. 12.016/2009 e as Súmulas n. 512 do STF e n. 105 do STJ. Publique-se. Intimem-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO QUE NÃO INFIRMA ESPECIFICAMENTE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 182 DO STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO.