AREsp 2483942 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque os agravantes não impugnaram especificamente o fundamento relativo à incidência da Súmula nº 7/STJ, de modo que, nos termos do art. 932 do CPC e da Súmula nº 182/STJ, não se conhece do agravo em recurso especial.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: ADEMIR CARNEVALLI GUIMARÃES; Agravante: ANA HELOÍSA RENNO GUIMARÃES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (negado Provimento)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Admissibilidade Recursal, Agravo Interno, Recurso Especial, Súmula Nº 182/stj, Súmula Nº 7/stj, Art. 932 Do CPC
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ADEMIR CARNEVALLI GUIMARÃES
Agravante
ANA HELOÍSA RENNO GUIMARÃES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Se o agravo em recurso especial deve impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 Aplicação da Súmula nº 182/STJ e do art. 932 do CPC
- 3 Incidência da Súmula nº 7/STJ como fundamento não impugnado pelos agravantes
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque os agravantes não impugnaram especificamente o fundamento relativo à incidência da Súmula nº 7/STJ, de modo que, nos termos do art. 932 do CPC e da Súmula nº 182/STJ, não se conhece do agravo em recurso especial.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 18/06/2024 a 24/06/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 182/STJ. 1. É inviável o conhecimento do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula nº 182/STJ. 2. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por ADEMIR CARNEVALLI GUIMARÃES e ANA HELOÍSA RENNO GUIMARÃES contra a decisão (e-STJ fls. 314/316), que não conheceu do agravo em recurso especial em virtude da ausência de impugnação da incidência da Súmula nº 7/STJ. Em suas razões (e-STJ fls. 320/331), os agravantes alegam que refutaram todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade, bem como asseveram pela inexistência de caráter protelatório do recurso. Ao final, requerem o provimento do agravo interno. Devidamente intimada, a parte contrária apresentou impugnação às e-STJ fls. 338/347. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 182/STJ. 1. É inviável o conhecimento do agravo em recurso especial que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula nº 182/STJ. 2. Agravo interno não provido. VOTO A irresignação não merece prosperar. Com efeito, não houve impugnação adequada e precisa de todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial. Conforme destacado no julgado singular, verifica-se que os agravantes não rebateram o fundamento relativo à incidência da Súmula nº 7/STJ. Consoante a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, é dever da parte agravante demonstrar o desacerto da decisão atacada a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo, consoante determinam o art. 932, III, do CPC e a Súmula nº 182/STJ. A propósito: "PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. ART. 544, § 4º, I, DO CPC/1973. ENTENDIMENTO RENOVADO PELO NOVO CPC, ART. 932. 1. No tocante à admissibilidade recursal, é possível ao recorrente a eleição dos fundamentos objeto de sua insurgência, nos termos do art. 514, II, c/c o art. 505 do CPC/1973. Tal premissa, contudo, deve ser afastada quando houver expressa e específica disposição legal em sentido contrário, tal como ocorria quanto ao agravo contra decisão denegatória de admissibilidade do recurso especial, tendo em vista o mandamento insculpido no art. 544, § 4º, I, do CPC, no sentido de que pode o relator "não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada" - o que foi reiterado pelo novel CPC, em seu art. 932. 2. A decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. 3. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais. 4. Outrossim, conquanto não seja questão debatida nos autos, cumpre registrar que o posicionamento ora perfilhado encontra exceção na hipótese prevista no art. 1.042, caput, do CPC/2015, que veda o cabimento do agravo contra decisão do Tribunal a quo que inadmitir o recurso especial, com base na aplicação do entendimento consagrado no julgamento de recurso repetitivo, quando então será cabível apenas o agravo interno na Corte de origem, nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC. 5. Embargos de divergência não providos." (EAREsp 746.775/PR, Relator Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Relator para acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Corte Especial, julgado em 19/9/2018, DJe de 30/11/2018). Desse modo, inviável o conhecimento do agravo em recurso especial que não tenha rebatido especificamente o fundamento da decisão atacada. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.